Paulo como um homem livre
1 Coríntios 1-2
Devemos abrir mão de nossos direitos para abençoar as pessoas?
Penso que sim e ilustro com o meu caso pessoal.
Eu sou um homem livre. Eu sou apóstolo, porque vi Jesus, o nosso Salvador. Vocês mesmos são o resultado do meu trabalho para Jesus. Vocês não podem ter dúvidas de que sou apóstolo. Vocês são a prova de que sou apóstolo.
O direito de Paulo de ser sustentado financeiramente
1 Coríntios 3-7
Quanto aos que me questionam, eu respondo:
Tenho o direito de ser sustentado financeiramente por vocês.
Se fôssemos casados, eu e Barnabé deveríamos ter inclusive o direito de levar nossas esposas conosco, como fazem os irmãos (biológicos) de Jesus, Pedro e os demais apóstolos casados. No entanto, eu e Barnabé temos trabalhado secularmente para sobreviver.
Nenhum militar vai para o campo de batalha sem receber soldo. O agricultor tem o direito de viver do que planta. Quem apascenta um rebanho tem o direito de beber o leite que tirou.
O sustento dos pastores na igreja
1 Coríntios 8-12a
Meu argumento é fundamentado na Bíblia:
O boi que pisa o trigo deve se alimentar do trigo
(Deuteronômio 25.4)
O Deus Eterno não nos dá essa orientação pensando apenas nos bois; Ele está pensando em nós.
Quem planta e quem colhe têm o direito de receber a sua parte. Nós semeamos bens espirituais entre vocês. Logo, temos o direito de receber bens materiais. Se os outros apóstolos têm esses direitos entre vocês, nós também temos e ainda mais.
O dever da pregação do Evangelho
1 Coríntios 12b-18
Quanto ao sustento financeiro, não fiz uso desse direito, quando estive entre vocês. Pelo contrário, eu me responsabilizei por todas as despesas, para que não houvesse nenhuma dificuldade para a expansão do Evangelho.
Vocês sabem que, desde a antiguidade, todos os que atuam no Templo de Jerusalém ficam com uma parte do que é oferecido durante os cultos. É o que lemos em Deuteronômio 18, por exemplo. De igual modo, Jesus estabeleceu que os que pregam o Evangelho devem viver do Evangelho. É o que lemos em Mateus 10.10 e Lucas 10.7.
Ao citar essas orientações da Bíblia, não tenho o objetivo de me beneficiar. Não quero que vocês as apliquem a mim. Eu prego de graça. Prefiro morrer a tomar posse desse privilégio.
Na verdade, não espero que me honrem por pregar o Evangelho. Para mim, pregar é uma missão. A minha vida não tem sentido se eu não pregar o Evangelho.
Eu o faço por prazer e isso me alegra. Ao mesmo tempo, é para mim um dever, porque Jesus me confiou essa tarefa. Por isso, eu me realizo em anunciar voluntariamente o Evangelho, sem nada cobrar, embora tenha o direito de receber por isso.
O Evangelho é a vida
1 Coríntios 19-23
Em resumo, eu sou livre, mas me fiz escravo de todos, para levar o maior número possível de pessoas a crer em Cristo.
Assim, entre os israelitas, vivi como um israelita, para levá-los a crer em Cristo. Vivendo com os israelitas, segui, como eles, as regras do Antigo Testamento. Quando estou entre pessoas de outras culturas, vivo como elas vivem, sempre seguindo os mandamentos de Cristo e mantendo o objetivo de levá-las a crer nele.
Eu me adaptei às condições que me eram impostas onde eu estava, mesmo que difíceis, para levar o máximo possível de pessoas a crer em Cristo. Faço tudo pelo Evangelho, porque o Evangelho é a minha vida.
O Evangelho inclui disciplina e esforço
1 Coríntios 24-27
Vocês sabem que, numa competição, muitos atletas correm, mas só um deles ganha a medalha de ouro. Então, corram para ganhar a medalha.
Vocês sabem que, para vencer, o atleta treina muito, já que a sua meta é ganhar a coroa da vitória, que o tempo destrói. Nós, porém, competimos para receber uma coroa que o tempo não destrói.
Imaginando-me como um atleta, eu também participo da corrida com o objetivo de vencer. Por isso, eu me preparo para a competição.
Quando entro em campo, eu me empenho ao máximo, sem displicência. Jogo como um campeão.
Eu já preguei para tantas pessoas e preciso continuar me disciplinando e me esforçando, para não ser desqualificado. Quero continuar sendo escalado para o jogo.
