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1 Crônicas • Capítulo 21

O RECENSEAMENTO E SUA TRÁGICA CONSEQUÊNCIA

1 Crônicas 21.1-6

Em 972 a.C., pela permissão de Deus, Satanás levou Davi a fazer o recenseamento de Israel com um propósito militar.

O rei deu a Joabe e aos comandantes militares a seguinte ordem:

— Tomem as providências para a realização de um recenseamento da população adulta. Quero saber quantos estão disponíveis para a guerra.

Joabe não concordou:

— O Deus Eterno é capaz de multiplicar a população israelita por 100. Tu sabes que podes contar com todos eles. Por que queremos contá-los? Deus não vai aprovar este recenseamento.

A decisão do rei Davi prevaleceu…

A equipe de Joabe percorreu todo o país e retornou a Jerusalém para apresentar o resultado do recenseamento: havia em Israel do Norte 110.000 combatentes e 47.000 em Israel do Sul.

Os adultos das tribos de Levi e Benjamim não foram contados porque, nesses casos, Joabe não cumpriu a ordem do rei, com a qual não concordava.

A CONFISSÃO DE DAVI

1 Crônicas 21.7-17

Indignado com a decisão de Davi, Deus puniu Israel.

Ao perceber a situação, Davi orou:

  • Cometi um grande pecado ao fazer o recenseamento. Por isso, ó Deus Eterno, peço que perdoes a maldade que cometi. Meu erro foi pura insensatez”.

O Deus Eterno respondeu por intermédio de Gade, o conselheiro de Davi:

“Procure por Davi e lhe diga: ‘Davi, o Deus Eterno lhe oferece três opções. Escolha uma delas para eu aplicar contra você’”.

Gade procurou pelo rei e lhe comunicou:

— À luz do que o Deus Eterno me disse, o que escolhes: três anos de fome no país tendo que depender do favor dos líderes das nações vizinhas, três meses fugindo dos inimigos ou três dias de epidemia? A decisão é agora! Preciso levar a resposta a quem me enviou.

Davi respondeu:

— É grande a minha angústia! Não quero ser punido por seres humanos. Prefiro que a punição venha do Deus Eterno, cuja bondade é imensa.

O Deus Eterno enviou, então, uma peste. Todo o Israel, de norte a sul, sofreu. O número de mortos chegou a 700. Quando o seu anjo destruidor se aproximava de Jerusalém para devastá-la, o Deus Eterno decidiu intervir para que a destruição não acontecesse. Por isso, Ele disse ao anjo:

“Chega! Recolha a sua mão!”

O anjo estava perto do sítio do jebusita Araúna (também conhecido como Ornã).

Quando viu que o anjo estava ferindo a população, Davi orou:

  • Ó Deus Eterno, fui eu que pequei.

  • A perversidade foi minha, não do povo.

  • O que o povo fez? Nada!

  • Então, sou eu que devo ser punido, eu e minha família.

  • Não o meu povo”.

MENSAGEM DO PROFETA GADE

1 Crônicas 21.18-27

No mesmo dia dessa oração, o profeta Gade foi conversar com Davi e lhe disse para construir um altar em honra ao Deus Eterno no sítio de Araúna.

Davi subiu até lá em obediência à palavra do Deus Eterno por intermédio de Gade.

Araúna, que estava debulhando o trigo, viu o anjo se aproximando. Seus quatro filhos também o viram e se esconderam.

Um pouco depois, do alto da sua casa, Araúna viu Davi e seus funcionários chegando. Ele saiu ao encontro de Davi e o saudou.

O rei respondeu indo direto ao assunto:

— Vim comprar o seu sítio. Quero construir nele um altar para o Deus Eterno para que assim a epidemia cesse entre nós.

Araúna reagiu:

— Fique com a área que precisar e ofereça o que quiser. Os bois já estão prontos. Está tudo aqui ao teu dispor: o altar, o debulhador de cereais e a canga dos bois que servirá de lenha. É tudo teu. Eu te ofereço gratuitamente.

Araúna acrescentou:

— Meu desejo é que o Deus Eterno aceite o culto que vais prestar.

Davi não aceitou:

— Não! Eu vou pagar o preço de mercado. Não vou oferecer ao Deus Eterno um culto que não me custe nada!

Davi comprou o sítio e os bois pelo preço acertado: 50 moedas de prata.

Nesse local, Davi construiu um altar e ofereceu o culto que desejava e que o Deus Eterno aceitou.

Por ordem de Deus, o anjo recolheu a espada e a epidemia cessou.

O MEDO DE DAVI

1 Crônicas 21.28-30

Tendo visto que o Deus Eterno havia respondido a sua oração no sítio de Araúna, Davi ofereceu um culto naquele lugar.

Nessa época, o tabernáculo do Deus Eterno, construído por Moisés no deserto, e o altar dos sacrifícios estavam num lugar de cultos em Gibeão. Davi não foi até lá porque estava com medo de ser morto pelo anjo do Deus Eterno.