A simplicidade da vida cristã
2 Coríntios 1-3
Preciso continuar a minha argumentação. Peço a paciência de todos.
Eu me dedico a vocês com muita disposição. Meu propósito é que a igreja de Corinto seja absolutamente fiel a Cristo, como uma esposa o é para o seu marido. Digo isso porque temo que se repita o que aconteceu com Eva, que foi astutamente enganada pela serpente. Não quero que vocês sejam corrompidos e percam a simplicidade e a pureza da vida cristã.
A verdade da pegação de Paulo
2 Coríntios 4-6
O que está acontecendo é que tem gente entre vocês pregando um Jesus que eu não prego. Tem gente falando de um Espírito Santo que não receberam. Tem gente anunciando um “evangelho” diferente do que aceitaram.
E o que vocês fazem? Deixam-se seduzir!
Saibam que não sou inferior aos “superapóstolos” que ensinam essas coisas.
Posso não ser um bom orador, mas o que prego é verdadeiro.
Vocês sabem disso porque me conhecem muito bem.
O sustento financeiro de Paulo
2 Coríntios 7-9
Será que errei por viver de modo simples, para lhes anunciar gratuitamente o Evangelho de Deus e oferecer a oportunidade de encontrarem a salvação?
Fui sustentado financeiramente por outras igrejas, enquanto atuei entre vocês. Estando em Corinto passei por provações, mas nada lhes pedi. A oferta que eu recebia dos irmãos da Macedônia era suficiente.
Nada lhes pedi e nada lhes pedirei.
O engano que vem de Satanás
2 Coríntios 10-15
Confiante em Cristo, continuarei pregando em Corinto e em outras cidades da Grécia sem nada receber.
Não faço para os irritar, mas para desmoralizar aqueles que orgulhosamente dizem que fazem o que eu faço.
Esses falsos apóstolos enganam vocês, mas são recebidos como enviados por Cristo.
Isso não nos deve surpreender, porque o próprio Satanás se transforma em mensageiro da luz. Os que trabalham para ele parecem estar a serviço do bem, mas chegará o dia em que serão condenados pelo mal que fazem.
As credenciais de Paulo
2 Coríntios 16-33
Tenho sido equilibrado no que venho dizendo. Agora, porém, vou falar um pouco de mim mesmo, para que saibam quem eu sou.
Jesus não se exaltou, humilde que era, mas eu vou me exaltar um pouco. Não deveria fazer isso, mas vou, como explico a seguir.
As pessoas não exaltam a si mesmas? Vou fazer o mesmo. Sejam pacientes comigo, como têm sido com os “superapóstolos”. Eles pregam um “evangelho” sem graça, pegam dinheiro de vocês, debocham de vocês, pisam em vocês e o que vocês fazem? Acham que está tudo bem!
Alguma vez procedi assim com vocês?
Querem que eu seja firme? Então, serei!
Eles são hebreus? Eu também sou!
Eles fazem parte do antigo povo de Israel? Eu também faço!
Eles descendem de Abraão? Eu também sou descendente de Abraão!
Eles estão a serviço de Cristo? Aí já é demais!
Quanto a mim, trabalhei mais, muito mais, que todos eles.
Estive preso várias vezes.
Fui açoitado incontáveis vezes.
Minha vida esteve em perigo inúmeras vezes.
Em cinco situações, levei 39 surras dos seguidores do judaísmo (e só não continuaram porque 40 é o número máximo permitido, segundo Deuteronômio 25.3).
Apanhei com varas três vezes.
Fui apedrejado uma vez.
Enfrentei três naufrágios, tendo ficado num deles à deriva durante um dia inteiro.
Em minhas longas viagens, passei por rios perigosos, enfrentei bandidos poderosos, fui atacado dentro e fora de Israel, fui ameaçado em lugares habitados e em lugares isolados e naveguei por mares bravios.
Fui acusado injustamente por falsos crentes.
Trabalhei muito, fiquei cansado e passei muitas noites sem dormir.
Passei fome e sede. Não tinha comida para comer ou roupa para me agasalhar do frio.
Além dessas coisas visíveis, pesa sobre mim a responsabilidade de cuidar das igrejas.
Quando, nelas, alguém se entristece, eu também me entristeço. Quando alguém desanima na fé, eu não sossego até que se restabeleça.
É assim que tenho vivido, não tendo, portanto, motivos para me exaltar.
Vivo na força do Deus Eterno e Bendito Pai do nosso Salvador Jesus. Relembro-lhes o que Ele me fez certa vez.
Eu estava em Damasco, na Síria, governada pelo rei nabateu Aretas IV, quando o prefeito da cidade montou uma operação para me prender. No entanto, os irmãos me desceram, escondido num cesto, através de uma janela da muralha. Foi assim que me libertaram.
