O quinto trompete
Apocalipse 1-12
Quando o quinto anjo tocou o seu trompete, outra estrela apareceu.
Essa estrela, que também caiu do céu sobre a terra, recebeu a chave do Poço do Abismo.
Quando ela destampou o poço, uma fumaça vinda de uma grande fornalha foi liberada.
Imediatamente, a terra ficou totalmente às escuras.
Junto à fumaça liberada, saíram gafanhotos que infestaram a terra. Os gafanhotos eram ferozes, tão ferozes como os escorpiões.
No entanto, os gafanhotos foram instruídos a ferir apenas as pessoas que não tinham o sinal do Deus Eterno fixado na testa. As florestas, com toda a sua vegetação, também deviam ser totalmente preservadas.
Durante cinco meses, tinha sido proibido matar esses gafanhotos. Durante esse período, eles estavam livres para atormentar as pessoas, causando sofrimentos iguais aos provocados pelos escorpiões.
Aflitas, as pessoas desejavam morrer, mas não conseguiam. Tudo faziam para morrer, mas não conseguiam, de jeito nenhum.
Os gafanhotos eram como cavalos prontos para a batalha. Sobre as suas cabeças havia coroas de ouro. Suas faces tinham formas humanas. Seus cabelos eram longos. Seus dentes eram fortes como os dos leões. Seus corpos eram protegidos por couraças de ferro.
Quando se movimentavam, faziam um barulho tão intenso como o som que se ouve quando os veículos de guerra seguem para o campo de batalha.
Além disso, os gafanhotos tinham caudas semelhantes às dos escorpiões. Tinham também um ferrão e estavam autorizadas a atacar as pessoas durante cinco meses.
O líder dos gafanhotos se chamava Destruidor (Abadom, em hebraico, ou Apoliom, em grego).
Foram trágicos os danos que os gafanhotos causaram. Entretanto, dois outros flagelos piores ainda estavam para acontecer.
O sexto trompete
Apocalipse 13-21
Quando o sexto anjo tocou o seu trompete, uma ordem foi dada. Ela vinha das quatro pontas do altar de ouro que se encontra na presença de Deus.
A ordem era para o sexto anjo que segurava o trompete:
— Solte os quatro anjos que estão acorrentados às margens do grande rio Eufrates (no Iraque).
Imediatamente, os anjos foram soltos.
Eles estavam prontos para esse momento de libertação e, uma vez soltos, podiam matar a terça parte da humanidade.
Esses quatro anjos tinham um enorme exército. Fui informado que esse exército era formado por 200 milhões de soldados da cavalaria.
Tanto os cavalos quanto os cavaleiros desse exército eram protegidos por couraças nas cores vermelha, azul-marinho e amarela. As cabeças dos cavalos tinham o formato de cabeças de leão. Das suas bocas saíam flagelos de fogo, fumaça e enxofre.
Esses três flagelos mataram um terço da humanidade.
A matança contou com o forte apoio dos cavalos. Suas bocas e suas caudas eram poderosas. Suas caudas eram perigosas como serpentes e causavam muitos danos.
Nem assim os sobreviventes desses flagelos se arrependeram das suas maldades. Pelo contrário, continuaram a adorar aos demônios e aos deuses esculpidos com ouro, prata, bronze e madeira, sobre os quais o salmista escreveu:
"Não passam de esculturas
Feitas de prata ou de ouro por mãos humanas.
Têm boca, mas não falam.
Têm olhos, mas não veem.
Têm ouvidos, mas não ouvem.
Têm pés, mas não andam".
(Salmo 115.4-7)
Os sobreviventes também não se arrependeram dos homicídios, das feitiçarias, da imoralidade sexual e dos furtos que praticaram.
