Prefácio e recordação
(Atos 1.1-26)
Prólogo
Atos 1-2
Caro Teófilo:
Como você sabe, no primeiro livro que escrevi, intitulado “Evangelho de Lucas”, narrei detalhadamente tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo até o dia em que subiu para o céu.
Começo este segundo livro, relembrando que, antes de partir, Jesus deixou claras instruções aos seus apóstolos sobre como o Espírito Santo os conduziria na missão de pregar o Evangelho.
A promessa do Espírito Santo
Atos 3-8
Depois da sua morte e ressurreição (no ano 33), Jesus se apresentou aos seus apóstolos em diferentes momentos, de modo que não ficou nenhuma dúvida de que estava vivo e que com eles se relacionava. Durante 40 dias, Jesus continuou ensinando aos seus apóstolos sobre o Evangelho da Graça de Deus.
Num desses dias, durante uma refeição, Jesus lhes deu a seguinte instrução:
"Não saiam de Jerusalém!
Esperem que se cumpra a promessa do Pai Eterno, conforme eu lhes disse.
Vocês sabem que João Batista batizou com água; vocês, porém,
vão ser batizados, daqui a poucos dias, com o Espírito Santo".
Diante dessas palavras, os seus apóstolos quiseram saber:
— Será, então, este o momento em que tu irás restaurar a glória da nossa nação?
Jesus lhes respondeu:
"Pertence exclusivamente ao Pai Eterno tomar a decisão sobre a data em que Ele completará os seus planos.
Quanto a vocês, garanto que, quando o Espírito Santo descer sobre vocês, vocês vão receber o poder que precisam para anunciar o Evangelho em Jerusalém, na Judeia, na Samaria e em todo o mundo".
A ascensão de Jesus
Atos 9-11
Pouco depois, diante dos olhares de muitos seguidores, Jesus foi elevado às alturas, até que uma nuvem o envolveu.
Seus seguidores continuavam olhando para o alto, acompanhando-o enquanto subia. Nesse momento, dois homens vestidos de branco apareceram ao lado deles e disseram:
— Olá, galileus! Por que estão surpresos? Esse Jesus que viram subir para o céu virá até vocês um dia, descendo das alturas.
Os seguidores de Jesus
Atos 12-14
Os 11 apóstolos de Jesus estavam no monte das Oliveiras, localizado a 1 km de Jerusalém.
Depois desse acontecimento, eles foram para Jerusalém, mais especificamente para o salão de cima, um cômodo no segundo andar de uma casa na cidade.
Estavam todos juntos:
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Pedro
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João filho de Zebedeu
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Tiago I filho de Zebedeu
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André
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Filipe
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Tomé
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Bartolomeu
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Mateus
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Tiago II filho de Alfeu
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Simão apelidado de Nacionalista
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Judas Tadeu, que era filho de (um outro) Tiago e não deve ser confundido com Judas Iscariotes, o que traiu Jesus.
Os apóstolos se reuniam periodicamente no salão de cima para orar juntos. Algumas mulheres frequentavam sempre esses cultos. A mãe de Jesus (Maria) e os irmãos dele também participavam.
A escolha do sucessor de Judas Iscariotes
Atos 15-26
Em certo dia, Pedro tomou a palavra e se dirigiu aos cerca de 120 irmãos reunidos, começando por dizer:
"Com relação a Judas Iscariotes, cumpriu-se o que Davi escreveu (dez séculos antes da Era Cristã), inspirado pelo Espírito Santo, como logo citarei.
Na verdade, o homem que guiou os que prenderam Jesus era um dos nossos, tendo sido um dos seus 12 apóstolos".
(De fato, Judas Iscariotes usou o dinheiro que recebeu pela traição para comprar um terreno e foi nesse lugar que ele se suicidou. Tendo caído de cabeça, o seu corpo se despedaçou; os seus intestinos ficaram expostos. A notícia correu por toda a Jerusalém e os seus moradores passaram a chamar aquele lugar de “Aceldama”, que significa “Campo de Sangue”, em hebraico.)
Pedro continuou:
"Eis o que lemos no Salmo 69.25:
‘Que as suas casas fiquem vazias’.
E também no Salmo 109.8:
‘Que seja breve a sua vida
E outro ocupe o seu lugar’.
Por isso, irmãos, precisamos encontrar um substituto (para ficar no lugar de Judas Iscariotes).
Deve ser alguém que nos tenha acompanhado, desde quando Jesus esteve conosco, começando pelo dia em que Jesus foi batizado por João Batista até o dia em que nos deixou e voltou para o céu. O escolhido deve ser alguém que testemunhou a ressurreição, como nós testemunhamos".
Dois nomes foram propostos: José Barsabás, também chamado de “José, o Justo”, e Matias.
Diante das duas opções, eles oraram assim:
"Ó Deus Eterno, tu conheces os corações de todas as pessoas.
Por isso, nós te pedimos que nos mostres qual dos dois escolheste para preencher o lugar no grupo dos apóstolos, vago desde que Judas Iscariotes escolheu a condenação eterna".
Depois da oração, fizeram um sorteio e o escolhido foi Matias.
Desde então, ele passou a fazer parte do grupo de apóstolos (que voltou a ficar com 12).
