A defesa de Pedro em Jerusalém
Atos 1-18
Antes mesmo de Pedro retornar a Jerusalém, a notícia chegou aos líderes e demais irmãos de Israel. Assim, eles ficaram sabendo que o capitão Cornélio e outros não judeus de Cesareia Marítima tinham recebido o Evangelho.
Quando Pedro chegou, foi duramente criticado pelos crentes que eram judeus:
— Você fez algo inaceitável: você entrou na casa de um não judeu e comeu à mesa com a família dele.
Em sua defesa, Pedro comentou detalhadamente o que tinha acontecido:
"Eu estava na cidade de Jope. Quando eu orava, tive uma profunda experiência espiritual, por meio de uma visão. Observei algo parecido com uma grande toalha de mesa descendo do céu. Estava amarrada nas quatro pontas e chegou perto de mim.
Olhei com mais atenção e vi alguns animais que consideramos impuros. Ouvi em seguida uma voz que me dizia:
— Pedro, pegue, mate e coma!
Eu respondi:
— De jeito nenhum farei isso, ó Deus! Nunca na minha boca entrou algo que fosse impuro ou impróprio.
A voz do céu voltou a falar:
— Não diga que é impuro o que o Deus Eterno purifica.
A cena se repetiu mais duas vezes.
Naquele mesmo momento, três homens vindos de Cesareia bateram à porta da casa em que estávamos. Queriam se encontrar comigo.
O Espírito Santo me orientou para que eu viajasse com eles, sem os discriminar. Estão aqui agora os seis irmãos que foram comigo a Cesareia. Entramos na casa do homem que me convidou.
O homem nos contou, então, que, numa visão, um anjo em pé lhe disse:
— Envie alguém a Jope e mande chamar Simão, conhecido também como Pedro. Ele lhe dirá palavras que trarão salvação para você e toda a sua família.
Quando comecei a pregar, o Espírito Santo veio sobre eles, como aconteceu conosco no Dia de Pentecostes. Imediatamente, eu me lembrei das palavras de Jesus, quando nos disse: ‘João Batista batizou com água; vocês, porém, serão batizados com o Espírito Santo’.
Agora, então, eu lhes pergunto:
— Se o Deus Eterno concedeu a eles o mesmo dom que nos deu quando cremos em Jesus como o Salvador, poderia eu resistir ao nosso Deus?".
Diante desse testemunho, as objeções perderam o sentido e deram “glória a Deus!”, dizendo:
— Graças a Deus, por ter oferecido também aos estrangeiros o arrependimento que conduz à vida eterna!
Os "Cristãos"
Atos 19-26
Depois que Estêvão foi morto e uma grande perseguição foi movida contra os seguidores de Jesus, muitos deles fugiram de Jerusalém e se espalharam por diferentes lugares, como Síria, Chipre e Antioquia do Sul (Turquia).
Nesses lugares, eles só pregavam aos que eram judeus, por razões de segurança. No entanto, os seguidores de Jesus que eram oriundos de Chipre e Cirene (Líbia) pregavam abertamente o Evangelho aos não judeus de Antioquia. O Deus Eterno os abençoou poderosamente e muitos se converteram a Jesus como o Salvador.
Essa notícia chegou ao conhecimento da igreja em Jerusalém, que decidiu enviar Barnabé até Antioquia para verificar o que estava acontecendo. Quando chegou e viu a graça de Deus em ação, ele agradeceu. Barnabé era mesmo um homem guiado pelo Espírito Santo. Ele era bondoso e tinha muita fé. Com isso, mais pessoas se uniram à igreja em Antioquia.
Em seguida, Barnabé foi a Tarso (Turquia) para procurar por Saulo. Assim que o encontrou, fez questão de levá-lo para Antioquia do Sul (distante 243 km). Os dois ficaram um ano inteiro nessa cidade, cultuando com a igreja e ensinando a muitos.
Foi em Antioquia que os seguidores de Jesus foram chamados de “cristãos” pela primeira vez na história.
Fome e compaixão
Atos 27-30
Por essa época, alguns profetas de Jerusalém foram a Antioquia do Sul.
Um deles, de nome Ágabo, revelou, pelo poder do Espírito Santo, que haveria uma intensa fome em todo o Império Romano, o que, de fato, aconteceu quando Cláudio (que governou dos anos 41 a 54) era o Imperador.
Os cristãos que viviam em Antioquia decidiram enviar uma ajuda financeira aos irmãos que moravam em Israel. Assim fizeram, cada um segundo as suas posses. A ajuda financeira foi entregue aos líderes da igreja em Jerusalém por intermédio de Barnabé e Saulo.
