Menu

Você está em:

Atos Capítulo 12

Uma nova onda de perseguição

Atos 1-5

Desde o ano 41, a Judeia, onde fica Jerusalém, era governada pelo rei Herodes Agripa I. Ele era neto de Herodes I, o Grande, que governou do ano 4 antes da Era Cristã ao ano 39 da Era Cristã.

No ano 43, Herodes Agripa I mandou prender e torturar alguns líderes da igreja em Jerusalém.

Foi ele que determinou que Tiago I, irmão de João (ambos filhos de Zebedeu), fosse decapitado.

Na Páscoa do ano 44, para agradar à população, Herodes Agripa I determinou também que Pedro fosse detido. Ele mandou ainda que Pedro fosse vigiado dia e noite por uma escolta de quatro soldados em cada turno. O plano do rei era julgar Pedro, assim que terminasse a festa.

Pedro ficou, então, na cadeia. Enquanto isso, a igreja orava incessantemente por ele.

Atos 6-17

Na noite anterior ao dia do seu julgamento por Herodes Agripa I, Pedro dormia. As suas mãos estavam acorrentadas a dois soldados para evitar qualquer tentativa de fuga. Havia também sentinelas de plantão junto ao portão da cadeia.

Apesar de tudo isso, um anjo do Deus Eterno apareceu, carregando uma luminária que clareou toda a prisão. O anjo acordou Pedro com um toque e lhe disse:

— Levante-se! Rápido!

Quando as correntes se soltaram das suas mãos, o anjo disse:

— Ponha o cinto, calce as sandálias e vamos sair daqui.

Pedro obedeceu.

O anjo acrescentou:

— Apronte-se e venha comigo!

O anjo saiu, acompanhado por Pedro, que não sabia se o que estava acontecendo era algo real ou um sonho.

Eles passaram pelos dois primeiros postos de vigilância e chegaram ao portão principal, que dava para a rua. O portão se abriu miraculosamente. Eles saíram e entraram por uma rua. Nesse ponto, o anjo desapareceu.

Pedro, então, entendeu o que estava acontecendo:

— Agora, sei que o Deus Eterno me enviou o seu anjo e me libertou das mãos de Herodes Agripa I, que queria agradar o povo com a minha morte.

Depois de pensar um pouco, Pedro decidiu ir para a casa de Maria, que era mãe de João Marcos. Naquele momento, muitas pessoas estavam reunidas na casa dela para orar.

Chegando, bateu à porta e chamou.

Uma empregada, de nome Rode, foi ver quem era.

Ela reconheceu que a voz era de Pedro. Entusiasmada, voltou correndo, sem abrir a porta. Quando ela disse que Pedro estava à porta, ninguém acreditou. Um dos presentes disse:

— Você está louca, Rode!

Como ela continuava afirmando que estava falando a verdade, alguém disse:

— Deve ser o anjo dele!

E Pedro continuou batendo à porta.

Finalmente, abriram a porta e ficaram maravilhados.

Pedro pediu calma e contou como o Deus Eterno o tinha libertado da prisão. Depois de tudo o que aconteceu, pediu:

— Agora, vão e contem tudo a Tiago III, o irmão de Jesus, e aos demais irmãos.

Em seguida, Pedro seguiu para outro lugar.

Atos 18-19

Quando o dia clareou, os soldados ficaram apavorados diante do que tinha acontecido com Pedro.

Herodes Agripa I mandou buscar o prisioneiro. Como não foi encontrado, mandou interrogar os sentinelas, aos quais condenou à morte.

Depois disso, Herodes Agripa I desceu para Cesareia, onde ficava a sede do governo, e ali permaneceu por um bom tempo.

A morte de Herodes Agripa I

Atos 20-23

Havia uma rixa entre Herodes Agripa I e os habitantes das cidades fenícias de Tiro e Sidom (no Líbano). O rei estava furioso com eles e cortou o envio dos suprimentos das duas cidades.

Para resolver a questão, os habitantes das duas cidades agendaram uma audiência conciliatória com o rei, por intermédio de Blasto, que era seu assessor-chefe. Eles precisavam de um acordo de paz, porque dependiam das exportações de alimentos que chegavam de Israel.

No dia agendado, Herodes Agripa I, vestido com uniforme de gala, tomou o seu lugar na cadeira real, em Cesareia, e começou a discursar.

O povo reagiu, eufórico:

— Estamos ouvindo a voz de um deus, não de um simples homem.

Imediatamente, um anjo do Deus Eterno feriu o rei por não ter dado “glória a Deus!”, aceitando aquele elogio popular.

Infestado por lombrigas no intestino, Herodes Agripa I morreu. Isso aconteceu no ano 44.

O progresso do Evangelho

Atos 24-25

Nada impedia que o Evangelho crescesse. O número dos cristãos continuava se multiplicando.

Depois de terem entregado a ajuda da igreja de Antioquia do Sul aos irmãos de Jerusalém, Barnabé e Saulo deixaram Jerusalém, levando João Marcos com eles.