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Atos Capítulo 14

Os dois apóstolos em Icônio

Atos 1-5

Chegando a Icônio, em outubro de 38, Paulo e Barnabé entraram juntos na sinagoga. Eles pregaram com tanta clareza que muita gente se converteu a Jesus. Houve conversão tanto entre judeus como entre não judeus.

No entanto, os judeus que não tinham se convertido falaram duramente contra os cristãos, para indispor a população contra os dois.

Apesar disso, Paulo e Barnabé continuaram na cidade por alguns meses. Eles pregavam ousadamente o Evangelho. O Deus Eterno confirmava tudo o que diziam, concedendo que fizessem maravilhas e milagres.

Assim mesmo, a população se dividiu. Uns ficaram do lado dos judeus que se opunham ao Evangelho, enquanto outros apoiaram Paulo e Barnabé. Como resultado, surgiu um movimento, liderado por alguns judeus e também por greco-romanos, contra o Evangelho. Eles foram apoiados pelas autoridades civis. O objetivo de todos era envergonhar e linchar Paulo e Barnabé.

Os dois missionários recebidos como deuses

Atos 6-21a

Informados do plano contra eles, Paulo e Barnabé fugiram para as cidades de Listra e Derbe (distantes 30 e 80 km de Icônio, respectivamente). Essas cidades ficavam na região da Licaônia. Nessa região e em outras próximas (todas na Turquia), os dois pregaram o Evangelho.

Em Listra, havia um homem paraplégico de nascença. Ele vivia sentado, porque não conseguia se levantar. Um dia, ouviu Paulo pregar.

Notando-o, Paulo fixou os olhos nele e sentiu que o homem acreditava que podia ser curado. Por isso, disse bem alto:

— Levante-se! Fique em pé!

O homem deu um salto e começou a andar.

Quando as pessoas viram o que Paulo tinha feito, gritaram, no dialeto local:

— Os deuses tomaram a forma humana e estão aqui entre nós!

Eles chamavam Barnabé pelo nome de “Zeus”, por lhes parecer que era o líder. Como Paulo era o que mais falava, eles o chamavam de “Mercúrio”, como se fosse o intérprete de Barnabé, nos termos da religião grega.

No centro da cidade havia um templo dedicado a Zeus. O sacerdote daquela religião trouxe para a entrada da cidade os itens necessários para a celebração de um grande sacrifício público em homenagem aos apóstolos.

Quando ficaram sabendo do que ocorrera, os apóstolos Barnabé e Paulo rasgaram as suas roupas, pularam para a frente, no meio da multidão, e gritaram:

— Parem com isso! Nós somos seres humanos iguais a vocês. No passado, o Deus Eterno permitiu que as nações fizessem o que bem entendessem. Apesar disso, durante esse tempo, Ele se revelou a vocês, dando-lhes coisas boas, como a chuva e a colheita, para que tivessem fartura e alegria. Agora, tudo mudou. Estamos aqui para pregar o Evangelho, para que vocês abandonem esses sacrifícios inúteis e se voltem para o Deus vivo, que criou o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles.

Assim mesmo, os moradores de Listra insistiam em oferecer sacrifícios em homenagem aos apóstolos.

Pouco depois, judeus vindos de Antioquia do Norte e de Icônio chegaram a Listra, instigaram a multidão contra os apóstolos, apedrejaram Paulo e o arrastaram para fora da cidade, abandonando-o quando acharam que ele tinha morrido.

Quando os cristãos se aproximaram de Paulo, ele se levantou e entrou em Listra de novo.

No dia seguinte, ele e Barnabé foram para Derbe.

Paulo e Barnabé pregaram o Evangelho nessa cidade e muitos se converteram.

O caminho de volta

Atos 21b-28

Depois, os dois missionários retornaram para Listra, Icônio e Antioquia do Norte. Eles exortaram os convertidos a permanecerem firmes na fé e mostraram que o que nos importa é participar do Evangelho da Graça de Deus, mesmo em meio às perseguições.

Em cada igreja dessas cidades, os apóstolos promoveram a eleição de líderes e oraram por eles, dedicando-os a Jesus, em quem criam como o Salvador.

Em seguida, Paulo e Barnabé atravessaram de novo a região da Pisídia e chegaram à Panfília. Depois de pregarem em Perge, foram para Atália (Antalya, um porto localizado a 19 km dali, na Turquia). Tendo tomado um navio, foram para Antioquia do Sul, onde estava a igreja em que, pela graça de Deus, tinham sido enviados para a viagem missionária que agora encerravam.

Quando retornaram, um ano e meio depois de terem partido, convocaram a igreja para uma reunião e contaram o que o Deus Eterno havia feito com eles, sobretudo como tinha aberto a porta da fé para pessoas de todas as nacionalidades.

Paulo e Barnabé ficaram alguns meses em Antioquia do Sul.