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Atos Capítulo 16

A chegada de Timóteo à equipe missionária

Atos 1-5

Paulo esteve também na região de Derbe e Listra (aonde chegou em maio de 50).

Em Listra (Kilistra), Paulo conheceu um jovem de nome Timóteo. A mãe do rapaz se chamava Eunice e era uma judia (que professava a fé cristã), mas o pai dele seguia a religião dos greco-romanos. Os irmãos de Listra e Icônio tinham Timóteo em alto conceito.

Paulo entendeu que deveria levar o rapaz quando continuasse a viagem, mas havia um problema: Timóteo não era circuncidado.

(Para os judeus, a responsabilidade religiosa da família era da mãe, que não circuncidou Timóteo. Para os greco-romanos, a responsabilidade religiosa cabia ao pai).

Assim, para não escandalizar ninguém e poder pregar o Evangelho a todos, Paulo providenciou para que Timóteo fosse circuncidado.

Depois disso, Paulo, Silas e Timóteo seguiram viagem por diversas cidades. Quando encontravam cristãos, eles entregavam a carta que os apóstolos e líderes de Jerusalém tinham elaborado como orientação para todos os cristãos, fossem de nacionalidade judaica ou fossem de cultura greco-romana. Esse trabalho de Paulo e equipe contribuiu para que as igrejas se fortalecessem e crescessem em número de convertidos.

Visão sobre a Macadônia

Atos 6-10

Paulo e Silas atravessaram a região da Frígia e da Galácia (no centro da Turquia).

Por orientação do Espírito Santo, eles não pregaram nessa região (chamada de Ásia no Império Romano).

Eles prosseguiram a viagem e chegaram perto da região da Mísia, ao norte, porque queriam evangelizar a Bitínia (no extremo Norte da Turquia e às margens do mar Negro), mas o Espírito Santo também não deixou. Eles contornaram a Mísia e pararam em Trôade (às margens do mar Egeu, conhecida como Troia ou Alexandria de Troia, na Grécia antiga).

Em Trôade, Paulo teve uma visão à noite. Um homem da Macedônia (do outro lado do mar Egeu, na Grécia) estava em pé e lhe pedia:

— Venha à Macedônia nos ajudar!

(No porto de Trôade, eu — Lucas — juntei-me à equipe.)

Paulo nos contou a visão e, imediatamente, tomamos providências para chegar à Macedônia, certos de que o Deus Eterno nos chamou para anunciar o Evangelho aos macedônios.

A conversão de Lídia

Atos 11-15

Tomamos um navio e fomos para a ilha da Samotrácia. Passamos a noite e seguimos para Neápolis. Dali, seguimos para Filipos (10 km para o interior), uma importante cidade da Macedônia. Ali, permanecemos por três meses. Estávamos no final do ano 50.

Num sábado, deixamos a área central da cidade e fomos para o rio Gangites à procura de um lugar ao ar livre em que as mulheres judias se reuniam para estudar o Antigo Testamento e para orar. Ao encontrarmos o lugar, falamos às mulheres ali reunidas.

Uma delas, conhecida como Lídia, amava ao Deus Eterno. Ela era de Tiatira (Akhisar, do outro lado do mar Egeu, na Turquia, e importante centro de produção de uma tinta vermelha usada em tecidos).

Ela se estabeleceu em Filipos para conduzir o seu negócio. Inspirada pelo Espírito Santo, ela ouviu com atenção tudo o que o apóstolo Paulo dizia.

Lídia se tornou uma seguidora de Jesus e foi batizada. Toda a sua família e todos os seus empregados foram também batizados.

Depois disso, com muita insistência, ela nos pediu para nos hospedarmos em sua casa. Nós aceitamos o convite.

A conversão do diretor do presídio de Filipos

Atos 16-18

Em outro sábado, no momento em que íamos para o lugar de oração, uma escrava veio atrás de nós. Jovem ainda, atuava como advinha, atividade que rendia muito dinheiro para aos seus proprietários.

Enquanto nos acompanhava, ela gritava, sem parar:

— Cidadãos de Filipos, venham ouvir! Estes homens estão a serviço do Deus Altíssimo. Estão aqui para anunciar o caminho da salvação.

Por vários dias, ela nos seguia e repetia as mesmas palavras.

Paulo, incomodado, voltou-se para aquela escrava e disse ao espírito maligno que a dominava:

— Eu lhe ordeno, em nome de Jesus Cristo: saia dessa moça, agora!

Na mesma hora, o espírito maligno deixou a escrava.

A prisão de Paulo e Silas

Atos 19-24

Quando viram que seu negócio terminou, os proprietários da jovem escrava perseguiram os missionários Paulo e Silas. Eu (Lucas) e Timóteo fomos poupados dos ataques.

Os proprietários da jovem pegaram Paulo e Silas e os arrastaram à praça de Filipos, onde ficava o tribunal da cidade.

Diante dos juízes, eles fizeram a seguinte acusação:

— Estes judeus, que nem daqui são, estão perturbando a nossa cidade. Eles ensinam costumes que nós, romanos, não podemos aceitar nem praticar.

A multidão ali reunida se voltou contra Paulo e Silas. Por sua vez, os dois juízes atenderam o clamor popular. Mandaram despir e açoitar Paulo e Silas em público. Depois de terem batido à vontade neles, os guardas os levaram para a prisão.

Tendo recebido a ordem para mantê-los presos em segurança máxima, o responsável pela cadeia os trancafiou na cela mais segura que tinha. Além disso, ele amarrou os pés de Paulo e Silas com correntes a um tronco de madeira.

A libertação de Paulo e Silas

Atos 25-34

Por volta da meia-noite, Paulo e Silas estavam orando e cantando músicas de louvor ao Deus Eterno. Os seus colegas de cadeia os escutavam.

Naquele momento, de repente, ocorreu um terremoto. Tudo estremeceu. As paredes ruíram, as portas se abriram e as correntes caíram.

O diretor do presídio acordou com o barulho. Quando viu os portões da prisão abertos, puxou a sua espada para se suicidar, certo de que todos os presos tinham fugido e que ele seria condenado à morte por ter deixado os seus prisioneiros escaparem.

Paulo, no entanto, gritou bem alto:

— Pare com isso, homem! Fique tranquilo. Estamos todos aqui!

O diretor do presídio pediu tochas aos seus auxiliares para ver melhor e entrou na cela, onde estavam Paulo e Silas. Tremendo todo, ele se ajoelhou diante dos dois e os tirou dali. Depois, perguntou-lhes:

— Amigos, digam-me: o que devo fazer para ser salvo por Jesus?

Paulo e Silas responderam:

— Creia em Jesus como o Salvador e você e toda a sua família serão salvos.

Naquela mesma noite, Paulo e Silas pregaram o Evangelho ao diretor do presídio e a todos os seus familiares. Um pouco depois, alguns deles cuidaram da saúde dos dois missionários e fizeram curativos nas feridas que os açoites tinham deixado. Em seguida, o diretor e seus familiares foram todos batizados.

Ainda naquela noite, o diretor do presídio mandou preparar um jantar para os dois, para celebrarem a alegria que ele e a sua família estavam sentindo por agora crerem no Deus Eterno.

Completamente livres

Atos 35-40

Na manhã do dia seguinte, os juízes da cidade enviaram oficiais de justiça com uma ordem:

“Soltem Paulo e Silas!”

Tendo recebido a ordem judicial, o diretor do presídio levou os oficiais de justiça a Paulo e Silas, que continuavam presos. Os oficiais informaram:

— Os juízes determinaram que vocês sejam postos imediatamente em liberdade. Portanto, vocês podem sair. Sigam em paz!

No entanto, Paulo mandou dizer o seguinte aos juízes:

— Vocês nos açoitaram publicamente e nos enviaram para a prisão, não levando em conta que somos cidadãos romanos. Agora, querem que partamos em segredo, na surdina? Não, isso não vai acontecer! Exigimos que venham pessoalmente nos libertar.

Os juízes foram até a prisão, pediram desculpas a Paulo e Silas e determinaram que fossem soltos. Por fim, pediram que saíssem da cidade.

Assim que saíram da prisão, os dois foram para a casa de Lídia, a fim de se despedir. Eles disseram palavras de ânimo aos cristãos ali reunidos e partiram de Filipos.