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Atos Capítulo 18

Áquila e Priscila

Atos 1-8

Tendo saído de Atenas, Paulo foi, em março de 51, para Corinto.

Em Corinto (distante 64 km), Paulo conheceu um judeu de nome Áquila. Ele era da região do Ponto (no mar Negro, Turquia).

Áquila e sua esposa Priscila tinham chegado recentemente da Itália, depois que (no ano 49) Cláudio (Imperador entre os anos 41 a 54) determinou que todos os judeus deviam deixar a cidade de Roma.

Paulo se aproximou do casal, passando a morar na mesma casa. Áquila e Priscila trabalhavam como fabricantes e comerciantes de tendas. Como tinha a mesma profissão, Paulo passou a trabalhar com eles (durante a semana).

No sábado, Paulo pregava na sinagoga local, frequentada por judeus e greco-romanos.

Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedônia (onde tinham ficado por um tempo), Paulo se dedicou completamente à pregação do Evangelho. Quando estava com os judeus, ele dizia abertamente que Jesus é o Cristo.

Eles se opuseram a Paulo, caluniando-o.

Paulo, então, segundo o costume judeu, sacudiu a poeira das suas roupas e declarou:

— Agora, a responsabilidade é de vocês! Arquem com as consequências de rejeitar o Evangelho. Fiz a minha parte com vocês e, a partir de agora, vou me dedicar a pregar aos que não são judeus.

Paulo saiu da sinagoga e foi para uma casa ao lado. Nela morava Tício Justo, um homem que amava ao Deus Eterno.

O líder da sinagoga, Crispo, também creu em Jesus como o Salvador e conduziu toda a sua família à mesma decisão. Entre os não judeus houve também muitos que creram.

Todos aqueles que creram foram batizados.

Uma visão animadora

Atos 9-11

Paulo teve uma visão, à noite.

Ele ouviu Jesus lhe dizer as seguintes palavras:

— Paulo, não tenha medo! Pelo contrário, não se cale, mas fale. Saiba que eu estou com você. Ninguém ousará lhe fazer mal, porque são muitos os que me amam em Corinto.

Paulo, então, permaneceu em Corinto por um ano e meio, ficando na cidade até setembro de 52.

Denúncia não aceita na Acaia

Atos 12-17

No ano 52, Lúcio Júnio Gálio Aniano era o governador (procônsul, na terminologia romana) da Acaia, a região administrativa que englobava Corinto.

Os judeus se organizaram e denunciaram Paulo ao tribunal, nos seguintes termos:

— Este homem está tentando nos convencer a adorar apenas ao deus dele, o que é contrário às nossas práticas.

Quando chegou a vez de Paulo se defender, o governador se antecipou:

— Não estou vendo injustiça ou crime neste caso, para que o tribunal se manifeste. Não vou acolher o pedido. O assunto é interno entre vocês. Vocês estão discutindo palavras e regras próprias que não têm nada a ver com as leis romanas. Determino que resolvam a questão entre vocês. Não vou julgar uma causa como esta.

Uma promessa cumprida

Atos 18-23

Paulo ficou muitos dias em Corinto.

Por fim, despediu-se dos cristãos da cidade.

Na companhia de Priscila e Áquila, Paulo tomou as providências para embarcar em direção à província romana da Síria (Líbano).

Antes de embarcar, porém, ele raspou o cabelo no porto de Cencreia (a 10 km de Corinto), para cumprir uma promessa que tinha feito ao Deus Eterno.

Os três foram de navio a Éfeso, onde Priscila e Áquila ficaram.

Enquanto esperava para continuar sua viagem, Paulo pregou na sinagoga de Éfeso. Os cristãos pediram para que ficasse mais tempo na cidade, mas Paulo não quis. Ele se despediu deles com as seguintes palavras:

— Irmãos, se Deus quiser, voltarei para visitar vocês.

Paulo embarcou de novo rumo a Cesareia, de onde foi para Jerusalém.

Ele ficou pouco tempo na cidade. Depois de cumprimentar os irmãos da igreja, Paulo se dirigiu a Antioquia do Sul.

Depois de algum tempo ali, saiu para percorrer toda a região da Galácia e da Frígia, com o objetivo de fortalecer os cristãos na fé em Jesus.

(Termina aqui a segunda viagem missionária de Paulo).

A terceira viagem missionária de Paulo

(Atos 18.24 a 19.20)

Atos 24-28

Paulo deixou Éfeso, mas um homem extraordinário chegou à cidade.

Seu nome era Apolo, um judeu vindo de Alexandria (no Egito). Pregava muito bem e conhecia profundamente a Bíblia.

Tornou-se um seguidor de Jesus, sobre quem ensinava com muita competência. No entanto, ele tinha sido batizado apenas segundo o rito de João Batista.

Apolo falava e ensinava na sinagoga que era frequentada por Priscila e Áquila, em Éfeso. Depois de ouvir a sua pregação, os dois o receberam em casa e lhe apresentaram de modo profundo o que era o Evangelho de Jesus.

Depois disso, Apolo decidiu evangelizar a região da Acaia (onde ficava a cidade de Corinto, na Grécia). Os cristãos em Éfeso o apoiaram na iniciativa. Eles enviaram uma carta, recomendando-o aos cristãos gregos e pedindo que o recebessem bem quando chegasse.

De fato, Apolo foi muito bem recebido pelos cristãos da região e animou na fé os que tinham aceitado o Evangelho da Graça de Deus.

Com sua eloquência, Apolo convencia os judeus em público e demonstrava, por intermédio da Bíblia, que Jesus é o Cristo.