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Atos Capítulo 19

Batismo em nome de Jesus

Atos 1-7

Enquanto Apolo pregava em Corinto, na região da Acaia, Paulo retornou a Éfeso, vindo do interior.

Nessa cidade, ele se deparou com 12 seguidores de João Batista e lhes perguntou:

— Vocês receberam o Espírito Santo quando creram?

Eles responderam:

— Não! Nem sabemos que o Espírito Santo já veio.

Paulo voltou a perguntar:

— Em nome de quem vocês foram batizados?

Eles responderam:

— O batismo que nos foi ministrado foi o de João Batista.

Paulo, então, explicou a todos o seguinte:

— O batismo de João Batista visava ao arrependimento dos pecados cometidos, mas ele ensinou também que ninguém devia crer nele; todos deviam crer naquele que viria depois dele, isto é, em Jesus.

Os 12 compreenderam o que Paulo lhes ensinou. Foram, a seguir, batizados no poder de Cristo Jesus. Paulo impôs as mãos sobre eles e todos receberam o Espírito Santo, de modo que passaram a falar em línguas espirituais e a comunicar verdades profundas.

Na escola de Tirano

Atos 8-10

Durante os três meses seguintes do ano 52, Paulo frequentou a sinagoga de Éfeso. Ele falava com coragem, ensinando de modo convincente sobre o Evangelho da Graça de Deus.

Houve resistência. Alguns judeus, além de rejeitá-lo, passaram a falar mal do “Caminho”, como também era conhecido o Evangelho.

Paulo decidiu se afastar da sinagoga. Ele levou os que criam em Jesus e passou a ensinar numa escola local, cujo dono se chamava Tirano.

Durante dois anos (de 53 a 55), Paulo ensinou nessa escola. Como resultado, todos os moradores da região ouviram o Evangelho, tanto judeus como não judeus.

O Evangelho continua crescendo

Atos 11-20

Pelas mãos de Paulo, o Deus Eterno fazia milagres que deixavam maravilhadas as pessoas. Sabendo disso, algumas delas pegavam lenços e toalhas de uso pessoal de Paulo e os passavam nos corpos dos enfermos, que ficavam curados. No caso de possessões malignas, os demônios fugiam.

Embora fossem judeus que não criam em Jesus como o Salvador, alguns exorcistas itinerantes tentaram invocar o nome do Cristo Jesus para libertar pessoas possuídas por espíritos malignos. Esses exorcistas eram filhos de um importante sacerdote judeu, conhecido como Ceva.

Certa vez, esses exorcistas estavam na casa de um homem possuído por demônios. Para expulsá-los, um deles gritou:

— Demônios, eu ordeno que vocês saiam agora deste corpo pelo poder de Jesus, sobre quem Paulo prega!

O demônio-chefe respondeu:

— Conheço Jesus e sei quem é Paulo. Sobre vocês, nada sei. Quem são vocês?

O homem possuído pelo maligno pulou em cima deles, agarrou-os, espancou-os e os humilhou. Nus e feridos, os exorcistas fugiram.

Esse acontecimento chegou ao conhecimento de todos os moradores de Éfeso, tanto de judeus quanto de não judeus.

Todos ficaram impressionados e reconheciam o poder de Deus. Muitos creram em Jesus como o Salvador, admitindo e confessando publicamente os seus pecados.

Muitos praticantes de magia pegaram os livros que usavam em seus feitiços e os queimaram em praça pública. Foram tantos os livros queimados que, se fossem vendidos, dariam para sustentar umas 100 famílias durante um ano e meio.

Desse modo, o Evangelho crescia em toda a região e se espalhava cada vez mais.

(Termina aqui a terceira viagem missionária de Paulo.)

A viagem final (de Jerusalém a Roma)

(Atos 19.21 a 28.31)

Uma decisão de grandes implicações

Atos 21-22

Passados esses acontecimentos e ainda em Éfeso, Paulo foi orientado pelo Espírito Santo a ir para Jerusalém, mas passando pela Macedônia e pela Acaia (regiões da Grécia).

Ele informou aos colegas:

— Depois de Jerusalém, sinto que preciso ir também a Roma.

Ainda em Éfeso, ele enviou Timóteo e Erasto, que faziam parte da sua equipe, para uma viagem à Macedônia.

Paulo continuou em Éfeso.

Tumulto por causa da deusa Ártemis

Atos 23-41

Naquela época, em primeiro de maio de 56, houve uma grande confusão na cidade por causa do “Caminho” (como era chamado o cristianismo no princípio).

A confusão começou quando Demétrio, um ourives que fazia miniaturas para o templo da deusa Ártemis (chamada de “Diana” pelos romanos), convocou todos os artesãos desse negócio altamente lucrativo para participarem de uma assembleia popular. Nessa reunião, Demétrio fez o seguinte discurso:

  • "Colegas:

  • Por que você ficou tão aborrecido?

  • Vocês sabem que vivemos de nossa arte. Acontece que, como vocês estão vendo e ouvindo, aqui e em toda a região, esse tal de Paulo tem convencido e afastado muita gente. Ele afirma que os deuses que fazemos não são deuses de verdade. É grande o perigo que nos ameaça. Nosso negócio pode simplesmente acabar.

  • O templo de nossa querida deusa Ártemis perderá o seu valor.

  • Corremos até o risco de ver destruído esse majestoso templo em que a nossa deusa é adorada em nossa região e em todo o mundo.

  • Temos que reagir!".

Inflamados, os moradores começaram a cantar:

— Grande é Ártemis, a deusa dos efésios!

O tumulto tomou conta da cidade.

Houve uma correria generalizada para o teatro. Eles arrastaram os macedônios Gaio e Aristarco, que viajavam com Paulo.

Paulo pretendia entrar no teatro para se defender, mas os cristãos não deixaram. Paulo tinha amigos entre as autoridades imperiais na região e eles também o aconselharam a não comparecer ao teatro.

A reunião no teatro tinha se transformado numa tremenda confusão. Todos gritavam e ninguém se entendia. A maioria nem sabia o motivo de estar ali.

Havia muitos judeus entre os presentes. Alguém escolheu um deles — de nome Alexandre — do meio da multidão para culpá-lo. Depois, os seus conterrâneos o empurraram para o palco. Ele subiu e pediu para falar. Quando reconheceram, pelos trajes dele, que era judeu, a multidão cantou durante duas horas:

— Grande é Ártemis, a deusa dos efésios!

O prefeito local tentou acalmar a situação, com as seguintes palavras:

  • "Povo de Éfeso:

  • Todos sabemos que a cidade de Éfeso é a guardiã do templo da grande Ártemis e da sua imagem que recebemos do céu. Esse fato não pode ser contestado. Por isso, acalmem-se todos e não se precipitem.

  • Esses dois homens que vocês trouxeram para o teatro não profanaram o templo nem blasfemaram contra a nossa deusa. Se Demétrio e os demais ourives têm alguma queixa contra alguém, que recorram aos nossos tribunais e façam as acusações diante dos juízes.

  • Agora, se vocês têm algum outro assunto, marcaremos uma assembleia para deliberar a esse respeito.

  • Advirto a todos que, por causa dessa confusão, corremos o risco de ser acusados de perturbar a ordem pública pelas autoridades romanas. Se isso acontecer, nada poderemos alegar em nossa defesa".

Depois de falar, o prefeito dissolveu a assembleia.