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Atos Capítulo 21

Rumo a Jerusalém

Atos 1-6

Depois da dolorosa despedida em Mileto, em maio de 57, viajamos de navio e fomos direto para a ilha de Cós (a 64 km).

Prosseguimos e paramos na ilha de Rodes (a 144 km) no dia se- guinte. Dali fomos para Pátara (a 96 km).

Em Pátara, havia um navio para a Fenícia (Líbano) e nele embarca- mos. Avistamos a ilha de Chipre à esquerda e fomos para a província romana da Síria (Líbano), aportando em Tiro, onde o navio tinha que ser descarregado.

Passamos sete dias na cidade, na companhia de alguns irmãos. Inspirados pelo Espírito Santo, eles insistiam com Paulo para que não fosse a Jerusalém.

Em seguida, continuamos nossa viagem. Todos os cristãos da ci- dade, inclusive suas esposas e fi lhos, acompanharam-nos até a praia. Nós nos ajoelhamos e oramos. Depois que nos despedimos, embarca- mos e eles voltaram para as suas casas.

Filipe e suas filhas

Atos 7-9

Saindo de Tiro, chegamos a Ptolomaida (Acre, cidade a 128 km ao norte de Jerusalém). Saudamos os irmãos em Cristo na cidade e passamos um dia com eles.

No dia seguinte, partimos para Cesareia.

Quando chegamos, fi camos hospedados na casa do evangelista Fi- lipe, que tinha sido escolhido como um dos sete para cuidar da igreja em Jerusalém (como vimos no capítulo 6 deste livro).

Morando agora em Cesareia, Filipe tinha quatro fi lhas. Eram soltei- ras e pregavam na igreja.

A prefecia de Ágabo

Atos 10-14

Depois de alguns dias, chegou a Cesareia um profeta de Jerusalém. Seu nome era Ágabo, o mesmo que, no ano 44, tinha falado da fome que viria. Ele se aproximou de nós, pegou o cinto de Paulo e o usou para amarrar os seus próprios pés e as suas próprias mãos com ele. Em seguida, disse:

— O Espírito Santo diz que os judeus farão ao dono deste cinto o que eu acabei de fazer. O objetivo deles é entregá-lo nas mãos dos romanos.

Quando ouvimos essas palavras, nós e alguns moradores de Cesareia pedimos a Paulo para não ir a Jerusalém. Sua resposta, no entanto, foi a seguinte:

— Ver vocês chorando assim me parte o coração. Saibam que estou pronto não só para ser preso, mas também para ser morto em Jerusalém por amor a Jesus.

Como Paulo não mudava de ideia, dissemos, conformados:

— Seja feita a vontade de Deus!

Rumo a Jerusalém

Atos 15-16

Três dias depois da profecia de Ágabo, arrumamos as malas e fomos para Jerusalém (a 96 km).

Alguns cristãos de Cesareia seguiram conosco. Entre eles estava Mnasom, que era natural de Chipre e há muito tempo cria em Jesus como o Salvador.

Ele estava pronto para nos hospedar em Jerusalém.

Paulo pela quinta vez em Jerusalém

Atos 17-26

Finalmente — na véspera do Dia de Pentecostes, em 25 de maio de 57 — chegamos em Jerusalém e fomos recebidos com alegria.

No dia seguinte, Paulo foi se encontrar com Tiago III, irmão de Jesus. Todos os líderes estavam presentes na reunião. Depois das saudações, Paulo contou detalhadamente tudo o que Deus tinha feito

Depois, no entanto, fizeram um pedido a Paulo:

  • "Caro Paulo:

  • Você já deve ter notado que temos aqui milhares de judeus que creem em Jesus como o Salvador. Todos guardam rigorosamente também os mandamentos que nos foram dados por intermédio de Moisés.

  • Estamos, porém, com um problema: esses judeus receberam uma informação falsa a seu respeito. Segundo essa denúncia, você ensina tanto aos judeus quanto aos não judeus a rejeitarem os ensinos de Moisés. Eles dizem que ouviram você ensinar que os cristãos não precisam circuncidar os seus filhos nem observar o que está nas Escrituras.

  • Certamente, a essa hora eles sabem que você chegou a Jerusalém. Para este problema, temos uma solução: quatro jovens de nossa comunidade prometeram viver como nazireus; por isso, como orientado em Números 6.13-21, entre outras coisas, eles não cortarão os cabelos.

  • Nós sugerimos que você acompanhe esses jovens ao Templo, participe da cerimônia de purificação e arque com as despesas deles. As suas cabeças serão raspadas, numa demonstração que estarão cumprindo de modo completo os votos que fizeram.

  • Se você participar dessa cerimônia, todos em Jerusalém saberão que é falsa a informação que receberam a seu respeito e que, ao contrário, você vive de acordo com a legislação religiosa vigente em Israel".

Paulo concordou em participar da cerimônia sugerida.

No dia seguinte, ele se dirigiu com os quatro jovens à área externa do Templo, tomou os banhos rituais prescritos e, depois, entrou na área interna do Templo. Ali permaneceu, disposto a ficar durante os sete dias em cumprimento aos requisitos exigidos para o voto do nazireado (voto com o qual um homem é totalmente dedicado ao Deus Eterno). Paulo pagou as respectivas despesas de todos.

Revolta contra Paulo

Atos 27-40

A cerimônia durava sete dias.

Pouco antes desse tempo terminar, começou uma confusão.

Estavam em Jerusalém alguns judeus que moravam em Éfeso, na Ásia Menor. Quando viram Paulo no Templo, eles agitaram a multidão, agarraram Paulo e começaram a gritar:

— Socorro, gente! Venham nos ajudar! Prendemos um inimigo. Ele está profanando a lei de Israel. Ele está contaminando o nosso Templo.

Eles não paravam de gritar:

— Nosso Templo não é mais sagrado, porque este homem entrou no recinto na companhia de estrangeiros!

Na verdade, como tinham visto que o efésio Trófimo estava também na cidade, eles acharam que Paulo o tinha levado para o interior do Templo, o que era proibido por ele não ser judeu.

Por isso, eles agarraram Paulo e o levaram para fora do Templo, cujos portões foram imediatamente fechados. Eles queriam matá-lo.

O coronel Cláudio Lísias, que comandava as tropas romanas na região, foi informado de que a cidade estava em pé de guerra.

Preocupado, chamou os seus oficiais, reuniu a tropa e chegou ao local.

Quando viram que o coronel e os seus oficiais tinham chegado, os judeus de Éfeso pararam de espancar Paulo.

O coronel Cláudio Lísias tomou ciência dos acontecimentos e determinou que Paulo fosse duplamente acorrentado e levado para a cadeia. Em seguida, passou a interrogar as pessoas sobre quem era Paulo e o que tinha feito.

A gritaria era geral, com todos falando ao mesmo tempo. Ele não conseguiu entender o que realmente tinha acontecido. Assim mesmo, mandou que Paulo fosse recolhido à fortaleza Antônia.

No caminho, Paulo teve que ser protegido contra a violência popular. Os soldados carregaram Paulo nas costas, enquanto a multidão seguia junto e gritava:

— Mata! Mata!

Antes de chegar à fortaleza, Paulo, falando grego, fez um pedido ao coronel:

— Posso conversar com Vossa Excelência?

O coronel respondeu:

— Ah! Então, você fala grego, como alguns egípcios que conhecemos? Por acaso, você não é aquele terrorista egípcio que, há bem pouco tempo, liderou uma revolta e reuniu 4 mil guerrilheiros no deserto, prontos para nos atacar?

Paulo respondeu:

— Não, Excelência! Eu falo grego, mas sou judeu. Nasci em Tarso, uma importante cidade grega da Cilícia (na Turquia). Posso me dirigir ao povo?

Tendo recebido permissão, Paulo se posicionou na escadaria da fortaleza Antônia e levantou a mão para pedir silêncio. Quando todos se calaram, Paulo discursou em aramaico.