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Atos Capítulo 24

A acusação contra Paulo

Atos 1-9

Cinco dias depois, em junho de 57, o sumo sacerdote Ananias chegou a Cesareia, vindo de Jerusalém. Estava acompanhado por alguns líderes religiosos. Eles apresentaram o seu advogado, cujo nome era Tértulo.

O advogado fez a acusação diante do governador.

Paulo foi chamado à sala de audiências do tribunal e Tértulo formalmente o acusou nos seguintes termos:

  • "Excelentíssimo Governador Antônio Félix:

  • Reconhecemos que, graças ao teu empenho, temos desfrutado de paz em nossa terra. Além disso, tens feito valiosas reformas para benefício de nossa gente. Por isso, sempre que podemos, nós te elogiamos. Receba a nossa gratidão.

  • Não quero me alongar, porque sei dos teus muitos compromissos. Serei breve e conto com a tua atenção por alguns minutos.

  • Para nós, Paulo é uma peste! Ele promove desordens entre os judeus espalhados pelo mundo. Ele segue a seita dos nazarenos, da qual é um dos líderes na agitação. Não satisfeito, ele ousou profanar o nosso Templo. Foi por isso que o prendemos, para que fosse julgado segundo a legislação de Israel.

  • O problema é que o coronel Cláudio Lísias o tomou de nós, usando de muita violência nessa ação. O coronel exigiu que viéssemos a Cesareia Marítima e comparecêssemos diante Vossa Excelência.

  • Se interrogares Paulo, tu mesmo perceberás a gravidade dos seus atos e reconhecerás que as nossas acusações são justas.

  • Temos outras testemunhas entre os judeus".

A defesa de Paulo

Atos 10-23

Devidamente autorizado pelo governador, Paulo assim se defendeu:

  • "Excelentíssimo Governador:

  • Estou ciente de que há muitos anos é sua a responsabilidade de julgar as causas em nossa nação. Eu me sinto à vontade para me defender.

  • Os fatos são os seguintes:

  • Como Vossa Excelência pode verificar, há 12 dias fui a Jerusalém para adorar ao Deus Eterno. Estive na cidade, mas não há nenhuma prova que tenha discutido com alguém no Templo ou que tenha provocado algum tumulto em alguma sinagoga ou pelas ruas. São falsas as acusações que levantam contra mim.

  • Não posso negar que sou um seguidor do “Caminho”, que meus adversários consideram uma seita. Creio no Deus Eterno, como nossos antepassados também creram. Continuo fiel à Bíblia. Como os antigos escritores bíblicos, também espero que os mortos, tenham eles crido ou não, ressuscitarão. Nessa esperança, procuro viver de um modo digno diante do Deus Eterno e dos seres humanos.

  • Depois de vários anos longe de Jerusalém, retornei à cidade com o propósito de trazer algumas doações para o nosso povo e também para cultuar no Templo. Foi nessa condição que alguns judeus oriundos de Éfeso me encontraram. Eu já tinha passado por todos os rituais de purificação, sem fazer alarde e sem provocar qualquer tumulto. Aqueles judeus deveriam estar aqui me acusando, mas eles não tiveram coragem de vir.

  • Por isso, peço aos meus acusadores, aqui presentes, para que digam qual foi o crime que cometi, quando me defendi perante o Sinédrio. A única coisa que disse aos membros daquele Conselho foi: ‘Quero que saibam que estou sendo julgado por crer que os mortos ressuscitarão".

Assim, ao tomar conhecimento mais detalhado da situação, o governador suspendeu a sessão, parando com o julgamento e dizendo aos acusadores de Paulo:

— Quando o coronel Cláudio Lísias chegar, eu decidirei sobre o caso que me trouxeram.

Depois, o governador ordenou a um dos oficiais que mantivesse Paulo na prisão. Félix determinou ainda que o prisioneiro fosse bem tratado, com permissão de receber visitas.

Um pedido de propina

Atos 24-26

Alguns dias depois, Félix foi ao presídio, trazendo sua esposa, Drusila, que era judia. Ele mandou chamar Paulo, que insistiu na necessidade de crerem em Cristo Jesus. Quando Paulo começou a falar sobre retidão pessoal, domínio próprio e o Julgamento Final, o governador ficou com medo e desconversou:

— Paulo, você pode sair agora! Quando eu puder, chamo você de novo.

O governador queria receber algum dinheiro de Paulo. Por isso, várias vezes o chamou para conversar.

Paulo continua preso

Atos 27

Dois anos se passaram. No ano 59, Félix foi substituído por Pórcio Festo, que ficou no cargo de governador entre os anos 60 e 62.

O sucessor de Félix também queria contar com o apoio dos judeus. Por isso, manteve Paulo na prisão.