Salvos na ilha de Malta
Atos 1-6
Quando chegamos à praia, estávamos no final de outubro de 59. Então, soubemos que tínhamos aportado na ilha de Malta.
Os malteses nos trataram com bondade. Logo, fizeram uma fogueira para nos aquecer, porque a chuva não parava e fazia muito frio.
Paulo pegou gravetos e jogou na fogueira. Pouco depois, uma víbora, que estava no meio dos gravetos, saiu da fogueira e mordeu a sua mão, ficando presa nela.
Os malteses, quando viram a víbora presa na mão de Paulo, comentaram:
— Certamente, este homem é um assassino. Ele escapou da justiça dos homens, mas não vai escapar da justiça de Deus.
Paulo sacudiu a víbora na fogueira e nada sofreu. Os malteses esperavam que ele ficasse inchado ou caísse morto. Esperaram muito e, como nada aconteceu com Paulo, passaram a achar que ele era um deus.
Cura em Malta
Atos 7-10
Perto da praia havia uma propriedade que pertencia a Públio, o governador da ilha.
Ele nos recebeu e nos hospedou por três dias.
Enquanto estávamos lá, o pai de Públio ficou enfermo, sofrendo de febre e disenteria. Paulo foi visitá-lo. Quando chegou à casa do homem, orou, impôs as mãos sobre ele e o curou.
Quando souberam disso, muitos outros enfermos vieram ao encontro de Paulo, que os curou também.
Como gratidão, os malteses nos fizeram diversas homenagens e nos entregaram vários presentes. Chegando o dia de retomarmos nossa viagem, eles nos levaram gentilmente os suprimentos de que precisávamos.
Chegada na Itália
Atos 11-14
Durante três meses, Paulo pregou o Evangelho na ilha de Malta.
Em fevereiro do ano 60, fomos embarcados noutro navio, também de bandeira alexandrina e que tinha permanecido na ilha durante o inverno. A proa da embarcação estampava as figuras dos deuses gregos Castor e Pólux, tidos como gêmeos.
Chegamos à Itália, especificamente em Siracusa, na ilha da Sicília, e ali ficamos por três dias.
Depois, navegando para o norte, aportamos em Régio (na Calábria).
Com ventos favoráveis vindos do sul, chegamos, dois dias depois, a Pozzuoli, na baía de Nápoles. Alguns cristãos da cidade pediram que ficássemos uma semana com eles, o que fizemos, antes de seguirmos para Roma.
A recepção em Roma
Atos 15-16
Os irmãos romanos receberam notícias a nosso respeito. Alguns foram nos esperar na praça da Via Ápio e outros nos encontraram em Três Vendas, perto do centro de Roma.
Paulo agradeceu muito ao Deus Eterno por esse encontro e ficou muito animado.
Tendo chegado a Roma, Paulo foi autorizado a permanecer numa prisão domiciliar, sob a vigilância permanente de um soldado.
Uma conversa com os líderes judeus
Atos 17-22
Três dias depois de ter chegado a Roma, Paulo chamou os líderes religiosos judeus da cidade para uma reunião.
Paulo, então, disse:
"Meus caros irmãos:
Eu nada fiz contra os judeus. Não desobedeci a nenhum mandamento das Sagradas Escrituras.
Assim mesmo, fui preso e entregue aos romanos para ser julgado.
As autoridades romanas me interrogaram e desejaram até me soltar, porque concluíram que eu era inocente. Mesmo assim, os judeus, que estavam em Cesareia Marítima, continuavam me acusando. Vi-me, então, na obrigação de apelar para o Imperador, porque estou seguro de que o meu povo não tem do que me acusar.
Por isso, chamei vocês aqui para conversarmos. Saibam que é pela esperança do povo de Israel que estou preso e acorrentado".
Os líderes judeus da cidade de Roma responderam:
— Não estamos sabendo de nada! Não recebemos nenhuma carta de Jerusalém sobre você. Nada ouvimos que o desabone. No entanto, queremos ouvir o que você pensa. Sabemos apenas que a sua seita é contestada em todos os lugares onde chega.
Nova conversa com os líderes judeus
Atos 23-29
Os líderes religiosos marcaram uma data para um novo encontro com Paulo. No dia agendado, reuniram-se em grande número na casa onde Paulo estava hospedado. A reunião durou o dia todo.
Paulo explicou detalhadamente o Evangelho da Graça de Deus e procurou convencê-los de que Jesus é o Salvador, em cumprimento às profecias das Escrituras.
Alguns se converteram ao Evangelho, mas outros permaneceram sem crer.
Os participantes da reunião discutiram entre si e acabaram por ir embora. Antes que se retirassem, Paulo ainda lhes disse as seguintes palavras:
"O Espírito Santo falou claramente aos seus antepassados, por intermédio do profeta Isaías. Eis o que ele disse:
— Vá, Isaías, e pregue ao povo o seguinte: ‘Vocês ouvem, mas nada entendem. Veem, mas nada aprendem. Por isso, você lhes pregará, mas os corações deles continuarão insensíveis; os seus ouvidos, tampados; os seus olhos, fechados. Continue pregando, até que os olhos deles comecem a ver, os seus ouvidos passem a escutar e os seus corações estejam prontos para compreender. Então, eles se converterão e eu os salvarei’".
(Isaías 6.9-10)
Paulo, então, concluiu:
— Fiquem, pois, sabendo que essa salvação, oferecida pelo Deus Eterno primeiramente aos judeus, foi agora enviada aos não judeus. E eles a aceitarão.
Tendo Paulo dito essas palavras, os judeus começaram uma discussão entre si. Depois, foram embora.
Dois anos em prisão domiciliar
Atos 30-31
Assim, durante dois anos (de fevereiro de 60 a março de 62), Paulo ficou morando na casa que alugou em Roma. Ali, ele recebia a todos que procuravam por ele.
Paulo pregava abertamente o Evangelho da Graça de Deus.
Ele tinha plena liberdade em sua casa para ensinar toda a verdade sobre o Salvador Jesus Cristo.
