A morte de Ananias
Atos 1-6
Tal como Barnabé, um homem vendeu um terreno. Ele se chamava Ananias e era casado com Safira. Diferentemente de Barnabé, no entanto, Ananias apropriou-se de uma parte do dinheiro dessa venda. Safira concordou com o marido nesse gesto.
Depois, pegou o que sobrou e, durante uma reunião da igreja, entregou aos apóstolos como se fosse o valor total da venda.
Pedro, então, disse a Ananias:
— Por que você permitiu que Satanás controlasse o seu coração e o levasse a mentir ao Espírito Santo? Por que você fez isso? Por que ficou desonestamente com parte do valor do terreno vendido? A terra era sua e você podia ficar com ela. Ao vendê-la, se entregasse o dinheiro aos apóstolos, você poderia usá-lo, caso precisasse. Você não precisava fazer o que fez, mas fez! Saiba que você não enganou a igreja. Você desejou enganar ao Deus Eterno.
Imediatamente, depois de ouvir a repreensão de Pedro, Ananias caiu morto.
Quando a notícia correu, todos ficaram vivamente impressionados diante do poder do Deus Eterno.
Tendo Ananias morrido, alguns jovens da igreja vieram, cobriram o seu corpo com um lençol e o levaram para ser sepultado.
A morte de Safira
Atos 7-11
Safira não estava na igreja. Ela chegou quase três horas depois, sem saber o que tinha acontecido.
Pedro a abordou, perguntando se o preço pelo qual o terreno foi vendido tinha sido o declarado por Ananias.
Ela confirmou o valor.
Pedro lhe disse, então:
— Por que vocês combinaram para pecar contra o Espírito Santo?
Em seguida, acrescentou:
— Os jovens que sepultaram o seu marido já voltaram e estão esperando para levar você também.
Imediatamente, Safira caiu diante de Pedro e morreu.
Os jovens entraram, confirmaram que estava morta e a levaram para ser sepultada ao lado de Ananias.
Toda a igreja e os moradores de Jerusalém que souberam da história ficaram profundamente impressionados com o que o Deus Eterno fez.
Muitos milagres e muitas maravilhas
Atos 12-16
Por intermédio dos apóstolos, o Deus Eterno continuava fazendo muitos milagres e muitas maravilhas.
Os apóstolos tinham o costume de se reunir no Pórtico de Salomão do Templo de Jerusalém. Os demais irmãos achavam mais prudente, por razões de segurança, não os acompanhar. Quanto aos moradores da cidade, eles admiravam profundamente os apóstolos.
Assim, crescia, a cada dia, o número de seguidores de Jesus, tanto homens como mulheres.
Os moradores carregavam os seus enfermos em camas e macas pelas ruas, na expectativa de que Pedro ou, até mesmo, a sua sombra projetada, passasse por eles e os curasse.
Muitos residentes em cidades vizinhas a Jerusalém traziam pessoas doentes, do corpo e da mente, para que fossem curadas pelos apóstolos e todas eram curadas.
Crescimento e inveja
Atos 17-33
O crescimento da igreja provocou uma imensa inveja no sumo sacerdote e nos seus apoiadores, especialmente nos saduceus.
Por ordem das autoridades religiosas, os apóstolos foram presos e levados para a cadeia em Jerusalém.
No entanto, durante a noite, um anjo, enviado pelo Deus Eterno, abriu as portas da prisão e os conduziu para fora, com a seguinte instrução:
— Vão ao Templo e continuem a proclamar as palavras de vida eterna que vocês têm anunciado.
Assim que amanheceu, os apóstolos fizeram o que lhes tinha sido ordenado: dirigiram-se ao Templo e nele ensinavam.
Nessa mesma manhã, o sumo sacerdote e os seus apoiadores convocaram o Sinédrio (o tribunal de Jerusalém que julgava os assuntos religiosos de Israel), com todos os seus conselheiros, para interrogarem os apóstolos presos.
Os guardas foram ao presídio, mas não encontraram os prisioneiros.
De volta ao Sinédrio, relataram:
— Fomos à cadeia. Estava tudo aparentemente normal, com os seguranças de sentinela em seus postos. Entramos nas celas onde deviam estar os apóstolos, mas elas estavam vazias.
Quando ficaram sabendo disso, o chefe da segurança do Templo e os principais sacerdotes ficaram perplexos, sem entender o que tinha acontecido. Nesse momento, um homem chegou com a seguinte informação:
— Acreditem! Os homens que vocês prenderam estão agora no Templo. Eles continuam ensinando às pessoas.
Acompanhado por policiais, o próprio chefe da segurança foi ao Templo buscar os apóstolos. Não usaram de violência, porque tinham medo da reação popular. Eles trouxeram os apóstolos novamente e os entregaram ao Sinédrio.
Tendo eles entrado, o sumo sacerdote, presidente do tribunal, começou o interrogatório:
— Explique-nos uma coisa: nós lhes demos ordem expressa para não ensinarem sobre esse tal Jesus. E o que vocês fazem? Vocês nos desacatam e enchem a cidade com os ensinos dele. Para piorar, espalham que somos os responsáveis pela morte desse Jesus.
Pedro, tendo ao lado os demais apóstolos, tomou a palavra e disse:
"Para nós, o que nos interessa é obedecer a Deus e não aos homens. Fiquem tranquilos. Vocês mataram Jesus, pendurando-o numa cruz, mas o Deus de nossos antepassados o ressuscitou. O nosso Deus entrou em ação e fez de Jesus a fonte da vida e da salvação. Por meio dele, todo o povo de Israel pode se arrepender e ser perdoado.
Nós vimos tudo o que Jesus fez. O Espírito Santo, que o Deus Eterno concede aos que obedecem à sua Palavra, é testemunha de que falamos a verdade".
O sumo sacerdote e as demais autoridades do Sinédrio ficaram muitos furiosos e desejaram matar os apóstolos.
Gamaliel: Um defensor improvável
Atos 34-42
De repente, durante a confusão que se instalou durante o interrogatório, um homem pediu a palavra. Seu nome era Gamaliel. Ele era fariseu e advogado respeitado.
Gamaliel pediu para que os apóstolos fossem retirados do tribunal para que a sessão continuasse. Com a saída dos acusados, ele disse:
"Companheiros:
Pensem bem antes de fazer alguma coisa contra esses homens. Quero lembrá-los de dois casos em nossa história. O primeiro é o de Teudas, que, há algumas décadas, apresentou-se como um líder e foi seguido por umas 400 pessoas. Teudas acabou morto e todos os seus seguidores se dispersaram e nada mais ficamos sabendo deles.
O segundo caso é o de Judas, conhecido entre nós como ‘o Galileu’. Por ocasião do segundo recenseamento, realizado no ano 6 da Era Cristã, ele se rebelou contra a cobrança de impostos. Teve muitos adeptos, mas foi igualmente morto, sem deixar seguidores.
Minha recomendação a vocês, no caso de agora, é que nada façam contra os apóstolos de Jesus. Libertem-nos! Se o que eles estão fazendo é coisa humana, como nos casos de Teudas e Judas, sua mensagem não persistirá, mas, se eles estão seguindo a vontade do Deus Eterno, vocês não conseguirão eliminá-los; além disso, vocês estarão resistindo ao próprio Deus Eterno".
A assembleia concordou com os argumentos de Gamaliel.
Os dirigentes mandaram chamar os apóstolos e ordenaram que batessem neles. Depois, eles os soltaram, com a ordem de não falarem sobre Jesus.
Os apóstolos deixaram o Sinédrio muito felizes por terem sido considerados dignos de sofrer por causa da sua fidelidade a Jesus.
Nada os parava.
Eles continuaram pregando e ensinando que Jesus é o Cristo. Eles faziam isso no Templo de Jerusalém e nas casas uns dos outros.
