O apedrejamento de Estevão
Atos 1-6
O número de seguidores de Jesus em Jerusalém continuou crescendo, tanto entre os judeus nascidos em Israel e que tinham hábitos hebreus, quanto entre os que nasceram em outros países e que tinham costumes próprios da cultura greco-romana.
Entre os israelitas, o cuidado com os pobres, especialmente com as viúvas, que não tinham como se manter, era um dever levado a sério.
As viúvas de origem greco-romana reclamaram que as suas famílias não estavam sendo atendidas.
Os apóstolos convocaram a igreja para uma assembleia e logo deram o seu parecer:
"Temos um problema para resolver e vamos resolvê-lo.
Entendemos que não devemos nos ocupar com as questões administrativas da igreja, porque isso vai nos afastar do ensino da Palavra de Deus.
Por isso, sugerimos que vocês escolham sete homens para ficar responsáveis por esse importante assunto. Eles devem ter reputação honrada, devem ser guiados pelo Espírito Santo e precisam ser competentes.
Com isso, nós poderemos nos dedicar inteiramente a orar e a pregar o Evangelho".
A assembleia aprovou a sugestão.
Foram, então, eleitos os seguintes irmãos:
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Estêvão, homem cheio de fé e guiado pelo Espírito Santo,
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Filipe
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Prócoro
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Nicanor
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Timão
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Pármenas e
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Nicolau, um judeu convertido, vindo de Antioquia do Sul (Antakya, na Turquia).
Numa reunião, os apóstolos oraram por esses sete irmãos, impondo as mãos sobre eles.
Atos 7-15
O Evangelho crescia em Jerusalém, aumentando o número de seguidores de Jesus. Entre eles, havia até mesmo alguns judeus que tinham sido sacerdotes.
Entre os sete eleitos pela igreja para cuidar da administração, um homem se destacou. Era Estêvão. Graças ao poder do Espírito Santo, ele fazia maravilhas e operava milagres na cidade.
Estêvão teve adversários. Entre eles estavam alguns judeus de origem greco-romana. Eles faziam parte de um grupo que se autodenominava “Sinagoga dos Homens Livres” e era formado por homens vindos de Cirene (na Líbia, no Norte de África), de Alexandria (no Egito) e da Ásia Menor (Turquia).
No ano 35, esses homens desafiaram Estêvão publicamente, mas não conseguiram vencê-lo, porque ele era sábio e não falava de si mesmo, mas pelo poder do Espírito Santo.
Para derrotá-lo, subornaram alguns homens para que mentissem:
— Nós ouvimos Estêvão falar coisas ofensivas contra Moisés e contra o Deus Eterno.
Com isso, conseguiram influenciar tanto as pessoas simples quanto os líderes e os teólogos de Jerusalém. Depois, atacaram Estêvão, prenderam-no e o levaram ao Sinédrio. Diante dos conselheiros, apresentaram testemunhas falsas e mentiram descaradamente:
— Estêvão fala constantemente contra o Templo e contra a nossa religião! Chegamos a ouvi-lo dizer que o tal Jesus de Nazaré destruirá o Templo e mudará as leis que recebemos de Moisés.
Todos os conselheiros do Sinédrio olharam para Estêvão. No entanto, o rosto dele era como se fosse o rosto de um anjo do Deus Eterno.
