A perseguição em Jerusalém
Atos 1-3
Saulo, portanto, foi cúmplice da morte de Estêvão, cujo apedrejamento desencadeou uma forte perseguição contra a igreja em Jerusalém.
Muitos seguidores de Jesus tiveram que fugir, partindo tanto para o sul (Judeia) quanto para o norte (Samaria) de Israel. Os apóstolos, no entanto, continuaram na cidade.
Quanto a Estêvão, foi sepultado por irmãos dedicados, em meio a muitas lágrimas durante vários dias, como era a tradição judaica.
Saulo estabeleceu como o seu objetivo de vida acabar com a igreja. Para isso, com a aprovação do Sinédrio, ele perseguia os seguidores de Jesus, indo de casa em casa, arrastando-os até a prisão.
O Evangelho na Samaria
Atos 4-8
O Evangelho continuou sendo anunciado. Muitos fugiram de Jerusalém e não pararam de pregar.
Um desses pregadores foi Filipe. Ele foi à região da Samaria (uns 56 km ao norte de Jerusalém) e falou de Cristo Jesus aos moradores.
Além de pregar, ele fazia milagres e recebia a atenção de todos. Filipe expulsou demônios que, aos gritos, deixavam aqueles aos quais atormentavam. Ele curou mancos e paraplégicos.
Era grande a alegria por onde ele passava.
A vitória do Evangelho sobre a magia
Atos 9-13
Na mesma cidade em que Filipe evangelizava, residia um homem chamado Simão.
Antes de Filipe chegar à cidade, Simão praticava artes mágicas, o que deixava bem impressionados os moradores. Ele se apresentava como alguém muito importante. Sua fama se espalhava entre ricos e pobres, que abertamente comentavam:
— Este homem é o próprio poder de Deus, o grande poder de Deus!
Era grande a fama de Simão, que vivia das magias que fazia.
Quando, porém, ouviram a mensagem de Filipe, sobre o Evangelho da Graça de Deus e sobre quem era Jesus Cristo, muitos moradores da cidade, homens e mulheres, creram e foram batizados.
O próprio Simão aceitou alegremente o Evangelho, foi batizado e passou a acompanhar Filipe. Ele sempre testemunhava sobre as maravilhas e sobre os milagres que o evangelista fazia.
O poder do Espírito Santo na Samaria
Atos 14-17
Os apóstolos que não tinham deixado Jerusalém ficaram sabendo que os samaritanos ouviram o Evangelho e creram.
Os apóstolos Pedro e João viajaram à cidade samaritana onde Filipe evangelizava, para ver de perto o que estava acontecendo. Quando chegaram, oraram para que os samaritanos recebessem o Espírito Santo. Todos eles tinham sido batizados, mas apenas em nome de Jesus, sem menção ao Espírito Santo.
Os apóstolos oraram, impondo as suas mãos sobre os seguidores de Jesus. Todos foram abençoados com o poder do Espírito Santo.
O erro do mágico Simão
Atos 18-25
Quando Simão, que antes praticava a magia, viu que o Espírito Santo abençoava aqueles sobre os quais os apóstolos impunham as mãos, desejou receber esse poder.
Ele ofereceu dinheiro aos apóstolos para ser abençoado também, usando as seguintes palavras:
— Quero ter o mesmo poder de vocês! Quero impor as mãos para que as pessoas recebam o Espírito Santo. Quanto custa?
Pedro respondeu:
— Vá para o inferno com o seu dinheiro! Você está muito enganado, Simão! Ninguém compra a bênção do Deus Eterno!
Pedro acrescentou:
— Simão, você ainda não se converteu de verdade. Seu coração ainda está longe de Deus. Arrependa-se desse seu modo de ser! Ore ao Deus Eterno para ser perdoado do seu pecado. Você ainda está dominado pela inveja e controlado pelo maligno.
Simão disse aos dois apóstolos:
— Por favor, orem a Deus por mim. Não quero que aconteça comigo o que vocês disseram.
Pedro e João continuaram pregando o Evangelho na Samaria. Depois, no caminho de volta para Jerusalém, pregaram em outras cidades samaritanas.
A conversão e o batismo do ministro das finanças da Etiópia
Atos 26-40
Quanto a Filipe, um anjo do Deus Eterno lhe deu a seguinte ordem, pouco depois da celebração da Páscoa em Israel:
— Filipe, há uma missão para você agora no Sul de Israel. Siga pela estrada que desce de Jerusalém para Gaza (distantes 80 km entre si) pelo deserto.
Filipe obedeceu.
Um homem viajava pela mesma estrada. Ele era um funcionário público na Etiópia (Núbia, entre Egito e Sudão) e ocupava a função de ministro das finanças na dinastia da rainha Candace. Agora, estava regressando à sua pátria depois de ter participado da celebração da Páscoa em Jerusalém.
Sentado no seu carro puxado por cavalos, o homem lia em voz alta o rolo contendo o texto do profeta Isaías.
Quando Filipe seguia pela mesma estrada, o Espírito Santo lhe disse:
— Corra e acompanhe a carruagem!
Filipe correu rumo ao carro. Quando chegou perto, ouviu que o homem estava lendo em voz alta o livro do profeta Isaías. Filipe se aproximou e perguntou:
— Olá! Você está entendendo o que está lendo?
O homem lhe respondeu:
— Não! Não consigo. Só entenderei se alguém me explicar.
Em seguida, convidou Filipe para entrar no carro e seguir com ele. Filipe entrou e se sentou. Logo, identificou qual era o texto bíblico que o homem lia. Era Isaías 53.7b-8a:
"Como um animal levado para o abate,
Não reclamou.
Como uma ovelha conduzida
Para ser tosquiada,
Permaneceu em silêncio.
Seu julgamento foi injusto,
Sem direito à defesa.
Ele não pôde formar uma família,
Porque foi arrancado da vida ainda jovem".
O homem disse, então, a Filipe:
— Você pode me explicar sobre quem o profeta está falando? Ele fala sobre si mesmo ou fala sobre alguma outra pessoa?
Filipe explicou. Ele partiu do texto que o homem estava lendo naquele exato momento e lhe apresentou todo o Evangelho da Graça de Deus.
A viagem prosseguiu.
Algum tempo depois, avistaram um lugar onde havia água. O alto funcionário logo lhe perguntou:
— Olha! Aqui tem água. Você pode me batizar?
Filipe respondeu:
— Claro que sim! Você só precisa confessar que realmente crê em Jesus como o Salvador.
O homem respondeu:
— Eu creio que Jesus é o Filho de Deus!
O ministro das finanças mandou parar o veículo. Os dois desceram e Filipe batizou o etíope.
Logo que saíram da água, o Espírito Santo levou Filipe para outro lugar. O alto funcionário do governo da Etiópia não mais o viu e seguiu feliz a sua viagem, que durava cinco meses até a sua terra.
Quanto a Filipe, foi levado para Azoto (Asdode) e, a partir daí, seguiu para Cesareia Marítima. No caminho, entrava pelas cidades à margem da estrada para evangelizar.
(Azoto fica a 66 km de Jerusalém e a 80 km de Cesareia Marítima.)
