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Ester Capítulo 3

Hamã ficou com muita raiva

Ester 3.1-6

Alguns anos depois, o rei Assuero fez uma reforma administrativa e escolheu um funcionário para coordenar o governo.

O nome desse coordenador era Hamã, que era filho de Hamedata, que era descendente de um rei amalequita da dinastia de Agague.

Só havia um que não se inclinava nem se ajoelhava diante de Hamã: era Mordecai.

Percebendo isso, os funcionários palacianos o questionaram.

— Por que você desobedece a ordem real?

Mordecai não mudou de atitude.

Como ele insistia, seus colegas o denunciaram a Hamã. Queriam ver se insistiria na rebeldia.

Diante da persistência de Mordecai em se recusar a lhe prestar reverência, Hamã ficou com muita raiva. A partir desse momento, o propósito de Hamã não era apenas matar Mordecai. Quando soube que ele era judeu, planejou eliminar todos os judeus que não tinham voltado para Israel e moravam na Pérsia.

O rei concedeu poderes ilimitados a Hamã

Ester 3.7-11

Hamã tinha um plano para a destruição total dos judeus. O ano estava definido (473 a.C.). Para a escolha do mês, eles fizeram um sorteio (“Pur”, em hebraico), que indicou que a matança deveria ocorrer em 7 de março daquele ano.

Numa audiência com o rei Assuero, Hamã lhe trouxe a seguinte informação com um conselho:

“Majestade, tem uma gente estranha entre nós. Essa gente está espalhada por toda a Pérsia. Essa gente tem leis diferentes das nossas e não segue as tuas ordens. Por isso, minha recomendação é que não toleres esse povo, por causa da ameaça que representa.

Meu parecer é que decretes uma ordem determinando que todo esse povo seja morto.

Acrescento que não deves te importar com o custo da operação. Do dinheiro que tomaremos dos judeus, entregarei aos encarregados das tuas finanças a quantia de 350 toneladas de prata”.

O rei concedeu poderes ilimitados a Hamã, que era filho de Hamedata.

Os antepassados de Hamã eram amalequitas, inimigos históricos do povo de Israel desde os tempos de Moisés e que, ao tempo do profeta Samuel, foram governados por um rei da dinastia agagita.

Ao final da audiência, Assuero disse:

— Hamã, não se preocupe com dinheiro. Só faça bem feito o que precisa ser feito.

A ordem expressa era que todos os judeus FOSSEM massacrados

Ester 3.12-15

Assim, no dia 17 de abril de 474 a.C., os escrivães foram convocados para prepararem as cópias do decreto que seria comunicado aos estados persas por intermédio dos correios.

Os documentos eram destinados aos supervisores regionais (conhecidos como sátrapas), aos governadores e aos líderes de cada estado. Para tanto, foram traduzidos (do persa) para as línguas locais.

Tudo foi feito em nome do rei. Todos os documentos tinham o carimbo dele.

Os envelopes foram levados a todos os estados do país.

A ordem expressa era que todos os judeus, de todas as idades, tanto homens como mulheres, fossem massacrados, mortos e aniquilados num mesmo dia — 7 de março de 473 a.C. Além disso, todos os bens dos judeus deviam ser confiscados.

Os envelopes continham cópias do decreto e foram enviados com antecedência a todos os estados para que a ordem fosse cumprida na data marcada.

Enquanto Assuero e Hamã comemoravam, uma confusão generalizada se instalava na cidade de Susã.