A cada dia que passava, Mordecai ficava mais famoso
Ester 9.1-4
Os inimigos dos judeus esperaram chegar o dia da matança e do confisco (7 de março de 473 a.C.) para agir, conforme o decreto preparado por Hamã. Nada disso, porém, aconteceu porque os judeus estavam protegidos por outro decreto, preparado por Mordecai e que autorizava os judeus a se defenderem.
Os judeus se juntaram nas cidades em que moravam, por toda a Pérsia, e enfrentaram os que queriam acabar com eles. Seus inimigos ficaram com muito medo.
Até os supervisores regionais, os governadores estaduais e os funcionários públicos ficaram do lado dos judeus porque sabiam o poder que Mordecai tinha.
Mordecai exercia grande influência no governo. A cada dia que passava, ele ficava mais famoso no interior do país e mais poderoso na capital (Susã).
Foi grande a destruição
Ester 9.5-14
Os judeus atacaram os que os atacavam, matando-os à espada. Foi grande a destruição. Os inimigos dos judeus não prevaleceram.
Só em Susã o número de mortos chegou a 500.
Entre os mortos estavam:
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Parsandata
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Dalfom
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Aspata
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Porata
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Adalia
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Aridata
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Farmasta
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Arisai
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Aridai
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Vaizata
Esses 10 eram netos de Hamedata e filhos de Hamã, o inimigo número 1 dos judeus.
No entanto, ninguém tocou nos bens dos vencidos nas batalhas.
O rei foi comunicado do número de mortos no mesmo dia.
Assim que soube dos fatos, o rei disse à rainha Ester:
— Ester, os judeus mataram 500 homens, incluídos os 10 filhos de Hamã. Ainda não sei quantos foram mortos no interior. Agora, o que você quer? Pode pedir, que lhe concederei.
— Ester, os judeus mataram 500 homens, incluídos os 10 filhos de Hamã. Ainda não sei quantos foram mortos no interior. Agora, o que você quer? Pode pedir, que lhe concederei.
Ester respondeu:
— Majestade, prolongue por mais um dia a validade do decreto para que os judeus continuem a fazer o que começaram. Mande também que os cadáveres dos 10 filhos de Hamã sejam pendurados na forca.
O rei concordou e mandou que um decreto com esses termos fosse publicado no diário oficial do governo.
Nesse feriado, ELES festejam se presenteiam uns aOS outros
Ester 9.15-19
Os judeus se juntaram e mataram, no dia 8 de março de 473 a.C., mais 300 pessoas em Susã. De igual modo, nada pegaram dos vencidos.
O mesmo aconteceu no interior do país, no dia 7 de março de 473 a.C. Os judeus se juntaram e se defenderam. Assim foram deixados em paz por seus inimigos. Nessas regiões, mataram 750, mas nada levaram dos vencidos.
No dia seguinte, 8 de março, descansaram e deram grandes festas para comemorar a vitória.
Na capital, os judeus se juntaram no dia 8 e descansaram no dia 9 de março de 473 a.C.
É por isso que os judeus do interior, que vivem em cidades sem muros, celebram no dia 8 a sua vitória. Nesse feriado, eles festejam e se presenteiam uns aos outros com pacotes de comida.
É por essa razão que a festa se chama Purim
Ester 9.20-28
Mordecai anotou esses fatos e enviou carta aos judeus, da capital e do interior da Pérsia.
Eles os orientou a comemorar os eventos desses dois dias.
Deviam fazer isso todos os anos porque nesses dias os judeus ficaram livres dos seus inimigos e tiveram sua tristeza transformada em alegria e seu choro em dia de festa. Deviam celebrar a vitória e entregar presentes uns aos outros e pacotes de comida para os pobres.
Desde então, os judeus adotam esse costume surgido da orientação que receberam por escrito de Mordecai.
A razão da festa pode ser recapitulada assim:
Hamã, filho de Hamedata, era um agagita que tinha ódio mortal pelos judeus; por isso, planejou eliminá-los. Para tanto, lançou o Pur (no singular) ou Purim (no plural, em hebraico), um jogo de dados que foi utilizado para a escolha da data do massacre dos judeus.
No entanto, a pedido da rainha Ester, o rei Assuero fez que o jogo virasse. Hamã recebeu o mal que desejou contra os judeus. Ele e seus filhos acabaram enforcados.
É por essa razão que a festa se chama Purim, nos termos da carta em que Mordecai narrava o que tinha acontecido aos judeus.
A partir dessa experiência, os judeus deram início ao costume anual de comemorar os eventos daqueles dois dias.
Esses dois dias deveriam ser lembrados e comemorados pelos judeus em todos os lugares em que morassem. A Festa do Purim jamais deveria deixar de existir, permanecendo para sempre como um memorial perpétuo para os judeus.
A rainha Ester DEIXOU POR ESCRITO o modo como o Purim devia ser celebrado
Ester 9.29-32
Algum tempo depois, a rainha Ester, filha de Abiail, e Mordecai, o judeu, escreveram uma segunda carta para confirmar a anterior em que determinavam a celebração do Purim.
Eles mandaram cartas para todos os judeus dos 127 estados da Pérsia.
Suas primeiras palavras foram para desejar paz e segurança a todos; depois, confirmaram a celebração do Purim nos dias previamente estabelecidos na correspondência.
Os judeus prometeram celebrar o Purim, como já tinham, em outros tempos, prometido dedicar dias coletivos para a lamentação no jejum.
Foi, portanto, a rainha Ester que deixou, por escrito, o modo como o Purim devia ser celebrado.
