A LUTA DE ABRAÃO POR LÓ
Gênesis 1-3
Houve uma guerra na região.
De um lado, estavam as tropas dos reis Anrafel, Arioque, Quedorlaomer e Tidal, vindos respectivamente de Sinar, Elasar, Elão e Goim — reinos localizados no norte e fora dos limites de Canaã.
De outro lado, uniram-se as forças dos reis Bera, Birsa, Sinabe, Semeber e o rei de Bela, que governavam Sodoma, Gomorra, Admá, Zeboim e Zoar, todas localizadas ao sul de Canaã.
O palco da batalha foi o vale de Sidim, na margem sul do mar Morto.
Gênesis 4
O problema surgiu quando os reis cananitas se rebelaram e se recusaram a pagar os tributos exigidos pelo governo de Quedorlaomer, como faziam há 12 anos.
Gênesis 5-7
Dois anos depois que os cananitas se rebelaram, os aliados de Quedorlaomer começaram a guerra.
Primeiramente, eles enfrentaram e venceram as tribos dos refains em Asterote-Carnaim, dos zuzins em Hã, dos emins em Savé-Quiriataim e dos horitas no monte Seir. As tropas chegaram a El-Parã, junto ao deserto de Parã.
Eles chegaram a En-Mispate, também conhecida como Cades-Barneia, e conquistaram as terras dos amalequitas e dos amoritas, que moravam em Hazazom-Tamar.
Gênesis 8-9
Os cinco reis cananitas de Sodoma, Gomorra, Admá, Zeboim e Bela (conhecida como Zoar) se prepararam para enfrentar no vale de Sidim os quatro reis do norte: Quedorlaomer, rei de Elão, Tidal, rei de Goim, Anrafel, rei de Sinar, e Arioque, rei de Elasar.
(Os aliados do norte venceram sem dificuldade.)
Gênesis 10-11
O vale de Sidim estava cheio de poços de piche e, nesses poços, os exércitos dos reis de Sodoma e de Gomorra se afundaram. Os reis de Admá, Zeboim e Bela se refugiaram em um monte próximo.
Os reis vencedores pegaram tudo o que podiam, tanto pessoas quanto alimentos, e voltaram para as suas pátrias.
Gênesis 12-13
Entre os prisioneiros estava Ló, o sobrinho de Abrão que, nessa época, morava em Sodoma. Eles levaram também muitos bens de Ló.
Dos que desertaram das tropas vitoriosas, um deles procurou Abrão, o hebreu, e lhe contou o que havia ocorrido.
Nessa época, Abrão residia junto aos carvalhos que pertenciam ao amorita Manre, irmão de Escol e Aner. Os três eram aliados de Abrão.
Gênesis 14-16
Informado da situação, Abrão reuniu 318 empregados e partiu com eles em perseguição aos sequestradores do seu sobrinho. Em Dã, Abrão os organizou em grupos, atacou os inimigos, perseguiu-os até Hobá, ao norte de Damasco. Com a vitória, ele conseguiu libertar o seu sobrinho Ló, as mulheres, os outros prisioneiros e os bens levados. Ele os trouxe de volta, livres.
Gênesis 17
Quando retornaram da perseguição, que culminou na derrota de Quedorlaomer e seus aliados, Bera, o rei de Sodoma, foi ao encontro de Abrão no vale Savé, conhecido como Vale do Rei (em homenagem a um rei do passado).
O PRIMEIRO DÍZIMO DA HISTÓRIA
Gênesis 18-20
Melquisedeque, rei de Salém, encontrou-se com Abrão. Levava pão e vinho. Ele era sacerdote do Deus Altíssimo.
Ele abençoou Abrão com este louvor:
"Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo
Criador do céu e da terra.
Bendito seja o Deus Altíssimo,
Que fez Abrão derrotar os adversários".
Depois de ser abençoado, Abrão entregou a Melquisedeque o dízimo de tudo que havia conquistado.
Gênesis 21-24
O rei Bera, de Sodoma, fez uma proposta:
— Você me entrega as pessoas que resgatou e pode ficar com os bens.
Abrão lhe respondeu:
— De jeito nenhum! O Deus Eterno, criador do céu e da terra, é testemunha que não ficarei com nada que pertença a você. Não ficarei com nada seu, seja coisa grande ou pequena. Não quero que você saia por aí dizendo que me enriqueceu. Só não tenho como devolver aquilo que os militares comeram nem a parte que cabe aos soldados de Manre, Escol e Aner, que me ajudaram na batalha.
