JACÓ FORMA A SUA FAMÍLIA (PARTE 2)
Gênesis 1-3
Raquel ficou com ciúmes de Lia porque continuava estéril.
Ela decidiu confrontar o marido:
— Se você não me der filhos, prefiro morrer.
Jacó ficou muito irritado com a esposa:
— Eu não sou Deus! É Ele que está impedindo você de ter filhos, não eu!
Raquel sugeriu:
— Faça o seguinte: mantenha relações sexuais com minha empregada Bila. Assim, eu serei mãe por intermédio dela.
Gênesis 4-13
Jacó manteve relações sexuais com Bila e ela ficou grávida. Quando o bebê nasceu, Raquel lhe deu o nome de Dã ("juiz", em hebraico), comentando:
— O Deus Eterno foi compassivo comigo, ouviu minha oração e me deu um filho.
Bila ficou grávida de Jacó pela segunda vez. Raquel pegou a criança e disse:
— Tenho travado uma batalha difícil com a minha irmã Lia e, desta vez, eu venci.
Por isso, chamou o garoto de Naftali ("luta", em hebraico).
Quando viu que tinha parado de ter filhos, Lia chamou a sua empregada Zilpa e a entregou para manter relações sexuais com Jacó. Logo, ela ficou grávida.
Lia a chamou de "sortuda" e deu ao filho o nome de Gade ("sorte", em hebraico).
Zilpa deu à luz um novo filho a Jacó. Ao saber da notícia, Lia exclamou:
— Chegou a minha felicidade. Estou muito feliz e todos ficarão sabendo disso.
O menino recebeu o nome de Aser ("feliz", em hebraico).
Gênesis 14-16
Num dia de colheita de trigo, Rúben passou por um bosque onde viu umas mandrágoras. Ele as pegou e trouxe para a sua mãe, Lia. Raquel soube e pediu:
— Lia, dê-me algumas das mandrágoras que o Rúben lhe deu.
Lia protestou:
— Não basta ter tomado meu marido? Agora quer ficar também com as mandrágoras que o meu filho me trouxe?
Raquel negociou:
— Olha, Lia, se você me der as mandrágoras, deixarei que Jacó fique esta noite com você.
Elas concordaram.
No fim do dia, quando Jacó voltava do trabalho na fazenda, Lia foi se encontrar com ele e lhe disse:
— Fiz um acordo com Raquel. Hoje, você vai dormir comigo.
Jacó quis saber como conseguiu o favor. Ela explicou:
— Fiz uma troca. Ela fica com as mandrágoras que Rúben me deu e eu fico com você por uma noite.
Gênesis 17-21
Eles mantiveram relações sexuais e Lia voltou a engravidar, como tinha pedido ao Deus Eterno. Lia afirmou:
— Deus me recompensou e não precisei ter filhos por intermédio da minha empregada.
Por isso, o menino recebeu o nome de Issacar (palavra hebraica para "recompensa").
Lia ficou grávida de outro filho, o sexto, ao qual chamou de Zebulom (palavra hebraica para "exaltado"). Ela disse:
— O Deus Eterno me deu um grande presente. Agora, finalmente, meu marido vai ficar comigo. Afinal, eu lhe dei seis filhos.
Lia teve ainda uma menina. Seu nome era Diná (palavra hebraica para "julgamento").
Gênesis 22-24
Depois disso, o Deus Eterno abençoou também Raquel, tornando-a fértil. Ela ficou grávida e, em 1745 a.C., teve um filho, a quem chamou de José (palavra hebraica para "acréscimo"):
— O Deus Eterno me livrou da minha vergonha, por não ter filhos. Agora tenho um. Que o Deus Eterno me dê mais um.
A RIQUEZA DE JACÓ
Gênesis 25-34
Depois que José nasceu, Jacó procurou por Labão, com um pedido:
— Preciso que me deixes voltar para a minha terra. Permita que sigam comigo as minhas esposas Lia e Raquel, pelas quais trabalhei, e os meus filhos. Sabes muito bem o quanto te ajudei.
Labão respondeu:
— Não, Jacó, eu quero que você continue aqui, comigo! O Deus Eterno me revelou que Ele me abençoou por sua causa.
Como Jacó não se interessou em ficar, Labão lhe perguntou:
— Quanto você quer para ficar comigo? Pode pedir.
Jacó foi firme:
— Entendo o teu pedido. De fato, tenho estado a teu serviço, cuidando do teu gado. Tinhas pouco quando eu cheguei, mas o Deus Eterno te abençoou e multiplicou todos os teus bens. Sei disso, mas preciso trabalhar em favor da minha própria família.
Labão insistiu:
— Quanto você quer para continuar aqui?
Jacó respondeu:
— Acho que ainda não entendeste. Não preciso que me pagues para que eu continue apascentando teus rebanhos. Eu preciso partir. Há uma coisa que podes fazer. Vamos fazer o seguinte: vou percorrer por todos os teus rebanhos e separar para mim todas as ovelhas listradas e malhadas, todos os cordeiros pretos e todas as cabras malhadas e listradas. Vou colocar todas no meu pasto. Assim ficamos quites. Amanhã, percorrerás pelos pastos e farás a conferência. Se no meu pasto houver alguma ovelha que não seja listrada ou malhada, algum cordeiro que não seja preto ou alguma cabra que não seja malhada ou listrada, saiba que foram roubadas, uma coisa que eu jamais faria. Estás de acordo?
Labão concordou na hora:
— Está ótimo! Estou de acordo.
Gênesis 35-36
Só que Labão, naquele mesmo dia, percorreu os campos dos seus rebanhos e separou os bodes listrados e malhados, todas as cabras listradas, malhadas ou com manchas brancas e todos os que fossem brancos.
Depois, transferiu-os todos para os pastos dos seus filhos, distantes uns três dias de onde se encontravam os animais separados para Jacó.
Enquanto isso, Jacó continuava pastoreando o restante dos rebanhos de Labão.
Gênesis 37-43
Vendo a atitude do sogro, Jacó passou a arrancar galhos verdes, de árvores como álamo, amendoeira e plátano, os quais descascava até ficar apenas o miolo branco. Ele os colocava nos locais onde os animais bebiam água.
Quando os animais iam beber água, eles se acasalavam olhando para os talos brancos dispostos ali por Jacó. Acontecia que as fêmeas ficavam prenhas e davam filhotes listrados, malhados e pintados. Os filhotes dos rebanhos de Jacó e de Labão cresciam em pastos diferentes.
Desse modo, todas as vezes que as ovelhas fortes entravam no cio, Jacó as colocava junto aos canais de água em frente aos bebedouros com os talos brancos. Se as ovelhas eram fracas, Jacó não punha os talos brancos à frente delas. Desse modo, os animais fortes ficavam com Jacó e os fracos, com Labão.
Foi assim que Jacó ficou rico, com muitos rebanhos, camelos, jumentos, que eram cuidados pelos seus empregados.
