OS PECADOS DOS FILHOS DE JUDÁ, IRMÃO DE JOSÉ
Gênesis 1
Judá, que evitou que José fosse morto, acabou se afastando da sua família. Em sua peregrinação, acabou por morar com Hira em Adulão, no sul de Canaã.
Gênesis 2-6
Nessa terra, Judá se enamorou pela filha de um cananita chamado Sua. Casou-se com ela e geraram um filho, ao qual deram o nome de Er. Tiveram mais um filho, a quem chamaram de Onã. O terceiro filho do casal se chamou Selá e nasceu quando estavam em Quezibe, perto de Adulão.
Gênesis 7-11
Quando os garotos cresceram, Judá providenciou uma esposa para Er. O nome dela era Tamar. Er teve vida curta, por causa da sua maldade.
Pelo costume da época, o seu irmão Onã teria que se casar com Tamar, segundo a ordem de Judá:
— Onã, case-se com Tamar e tenha filhos com ela para que o seu irmão tenha um herdeiro.
Como sabia que o filho que gerasse seria considerado filho de Er, Onã fazia o seguinte: todas as vezes que mantinha relações sexuais com Tamar, ele jogava o sêmen no chão para não engravidá-la. Onã acabou morto por causa dessa maldade.
Judá chamou Tamar e lhe disse:
— Para que você nos deixe herdeiros, só lhe resta esperar que meu terceiro filho, Selá, cresça e tenha idade para se casar com você.
Tamar não sabia que o seu sogro não pretendia que Selá se casasse com ela, com medo que também morresse. Por isso, decidiu esperar e foi morar na casa do pai dela (Sua).
O PECADO DE JUDÁ
Gênesis 12-13
Algum tempo depois, Judá ficou viúvo. Sua esposa, que era filha de Sua, adoeceu e morreu.
Encerrado o luto, Judá voltou ao trabalho e foi supervisionar o trabalho dos que tosquiavam as suas ovelhas em Timna. Seu amigo Hira foi com ele.
Uma pessoa foi à casa de Tamar e lhe contou:
— Olha, o seu sogro está indo para Timna. Ele vai ver as ovelhas sendo tosquiadas.
Gênesis 14-18
Cansada de esperar por Selá, que já era adulto, mas a evitava, Tamar trocou a sua roupa de luto, cobriu o seu rosto com um véu, disfarçou-se e foi para Timna. No meio do caminho, parou em Enaim e ficou assentada na entrada da cidade, à espera de Judá.
Quando o sogro a viu, não a reconheceu porque ela estava com o rosto coberto. Imaginando que a mulher fosse uma prostituta, e não a sua nora, Judá a chamou para manterem relações sexuais.
Em seu disfarce, ela perguntou:
— Quanto você vai me pagar?
Judá respondeu:
— Vou lhe mandar entregar um cabrito, tirado do meu rebanho.
Tamar pediu:
— Preciso que você me deixe alguma coisa como garantia de que vai me pagar.
Ele perguntou:
— O que você quer como garantia?
Tamar disse:
— Quero o seu brasão, o seu colar e o seu cajado.
Ele concordou. Mantiveram relações sexuais e ela ficou grávida.
Gênesis 19-21
Tamar foi embora. Perto de casa, tirou o véu e vestiu de novo a sua roupa de luto.
Judá cumpriu o combinado e separou um cabrito. Seu amigo Hira, de Adulão, pegou o cabrito para levá-lo a Tamar.
Saindo à sua procura, ele perguntou aos homens de Enaim:
— Onde está aquela mulher que se prostituía aqui?
Os homens responderam:
— Não temos a menor ideia do que você está falando. Aqui não há esse tipo de mulher.
Gênesis 22-23
Hira foi falar com Judá:
— Não encontrei a mulher. Eu me informei, mas me garantiram que lá não há prostitutas.
Judá respondeu:
— Deixa isso para lá! Não quero passar vergonha. Cumpri a minha parte! Mandei o cabrito como prometi, mas você não a encontrou.
Gênesis 24-26
Três meses depois, Judá recebeu uma informação grave:
— Sua nora se prostituiu e agora está grávida.
Judá respondeu:
— Não importa que seja minha parente! Ela vai pagar com a vida. Será queimada em público.
Quando estava sendo levada para ser queimada, ela mandou um recado para o sogro. Tamar levantou o brasão, o colar e o cajado de Judá e disse:
— Sim, eu estou grávida! Estou grávida do dono destas coisas aqui na minha mão. Vejam se Judá reconhece este brasão, este colar e este cajado.
Quando viu aqueles objetos, Judá, que nunca mais manteve relações sexuais com Tamar, disse:
— Essa mulher é mais santa do que eu. Tamar fez isso porque eu não permiti que ela se casasse com o meu filho Selá.
Gênesis 27-30
Ela estava grávida de gêmeos. Chegando a hora de nascerem, o primeiro bebê pôs a mão para fora. A parteira pegou a mão do menino e amarrou uma fita vermelha nela para ter certeza de que era o filho mais velho.
Acontece que o mais velho puxou a mão para dentro e, nesse momento, o outro bebê nasceu. A parteira exclamou:
— Como você conseguiu passar?
Ao primeiro que nasceu, deram o nome de Perez ("brecha", em hebraico). Ao segundo, que tinha uma fita vermelha na mão, deram o nome de Zera ("brilho", em hebraico).
