OS PECADOS DOS FILHOS DE JUDÁ, IRMÃO DE JOSÉ
Gênesis 38.1
Judá, que evitou que José fosse morto, acabou se afastando da sua família. Em sua peregrinação, acabou por morar com Hira em Adulão, no sul de Canaã.
Gênesis 38.2-6
Nessa terra, Judá se enamorou pela filha de um cananita chamado Sua. Casou-se com ela e geraram um filho, ao qual deram o nome de Er. Tiveram mais um filho, a quem chamaram de Onã. O terceiro filho do casal se chamou Selá e nasceu quando estavam em Quezibe, perto de Adulão.
Gênesis 38.7-11
Quando os garotos cresceram, Judá providenciou uma esposa para Er. O nome dela era Tamar. Er teve vida curta, por causa da sua maldade.
Pelo costume da época, o seu irmão Onã teria que se casar com Tamar, segundo a ordem de Judá:
— Onã, case-se com Tamar e tenha filhos com ela para que o seu irmão tenha um herdeiro.
Como sabia que o filho que gerasse seria considerado filho de Er, Onã fazia o seguinte: todas as vezes que mantinha relações sexuais com Tamar, ele jogava o sêmen no chão para não engravidá-la. Onã acabou morto por causa dessa maldade.
Judá chamou Tamar e lhe disse:
— Para que você nos deixe herdeiros, só lhe resta esperar que meu terceiro filho, Selá, cresça e tenha idade para se casar com você.
Tamar não sabia que o seu sogro não pretendia que Selá se casasse com ela, com medo que também morresse. Por isso, decidiu esperar e foi morar na casa do pai dela (Sua).
O PECADO DE JUDÁ
Gênesis 38.12-13
Algum tempo depois, Judá ficou viúvo. Sua esposa, que era filha de Sua, adoeceu e morreu.
Encerrado o luto, Judá voltou ao trabalho e foi supervisionar o trabalho dos que tosquiavam as suas ovelhas em Timna. Seu amigo Hira foi com ele.
Uma pessoa foi à casa de Tamar e lhe contou:
— Olha, o seu sogro está indo para Timna. Ele vai ver as ovelhas sendo tosquiadas.
Gênesis 38.14-18
Cansada de esperar por Selá, que já era adulto, mas a evitava, Tamar trocou a sua roupa de luto, cobriu o seu rosto com um véu, disfarçou-se e foi para Timna. No meio do caminho, parou em Enaim e ficou assentada na entrada da cidade, à espera de Judá.
Quando o sogro a viu, não a reconheceu porque ela estava com o rosto coberto. Imaginando que a mulher fosse uma prostituta, e não a sua nora, Judá a chamou para manterem relações sexuais.
Em seu disfarce, ela perguntou:
— Quanto você vai me pagar?
Judá respondeu:
— Vou lhe mandar entregar um cabrito, tirado do meu rebanho.
Tamar pediu:
— Preciso que você me deixe alguma coisa como garantia de que vai me pagar.
Ele perguntou:
— O que você quer como garantia?
Tamar disse:
— Quero o seu brasão, o seu colar e o seu cajado.
Ele concordou. Mantiveram relações sexuais e ela ficou grávida.
Gênesis 38.19-21
Tamar foi embora. Perto de casa, tirou o véu e vestiu de novo a sua roupa de luto.
Judá cumpriu o combinado e separou um cabrito. Seu amigo Hira, de Adulão, pegou o cabrito para levá-lo a Tamar.
Saindo à sua procura, ele perguntou aos homens de Enaim:
— Onde está aquela mulher que se prostituía aqui?
Os homens responderam:
— Não temos a menor ideia do que você está falando. Aqui não há esse tipo de mulher.
Gênesis 38.22-23
Hira foi falar com Judá:
— Não encontrei a mulher. Eu me informei, mas me garantiram que lá não há prostitutas.
Judá respondeu:
— Deixa isso para lá! Não quero passar vergonha. Cumpri a minha parte! Mandei o cabrito como prometi, mas você não a encontrou.
Gênesis 38.24-26
Três meses depois, Judá recebeu uma informação grave:
— Sua nora se prostituiu e agora está grávida.
Judá respondeu:
— Não importa que seja minha parente! Ela vai pagar com a vida. Será queimada em público.
Quando estava sendo levada para ser queimada, ela mandou um recado para o sogro. Tamar levantou o brasão, o colar e o cajado de Judá e disse:
— Sim, eu estou grávida! Estou grávida do dono destas coisas aqui na minha mão. Vejam se Judá reconhece este brasão, este colar e este cajado.
Quando viu aqueles objetos, Judá, que nunca mais manteve relações sexuais com Tamar, disse:
— Essa mulher é mais santa do que eu. Tamar fez isso porque eu não permiti que ela se casasse com o meu filho Selá.
Gênesis 38.27-30
Ela estava grávida de gêmeos. Chegando a hora de nascerem, o primeiro bebê pôs a mão para fora. A parteira pegou a mão do menino e amarrou uma fita vermelha nela para ter certeza de que era o filho mais velho.
Acontece que o mais velho puxou a mão para dentro e, nesse momento, o outro bebê nasceu. A parteira exclamou:
— Como você conseguiu passar?
Ao primeiro que nasceu, deram o nome de Perez ("brecha", em hebraico). Ao segundo, que tinha uma fita vermelha na mão, deram o nome de Zera ("brilho", em hebraico).
