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Gênesis Capítulo 41

OS SONHOS DO FARAÓ

Gênesis 1

Dois anos depois, o faraó também sonhou.

Gênesis 2-8

No sonho, ele estava em pé perto do rio Nilo. Do rio saíram sete vacas bonitas e gordas que pastavam nas margens. Depois delas, saíram outras sete vacas, mas a aparência delas era horrível porque eram muito magras. Elas pararam perto das vacas bonitas e gordas e as comeram.

O faraó acordou assustado, mas voltou a dormir. Ele sonhou de novo. Ele viu sete espigas cheias de trigo de boa qualidade. Depois, surgiram outras sete espigas de trigo, todas pequenas e queimadas. No entanto, as espigas pequenas devoraram as sete espigas grandes e boas.

Quando o faraó acordou, ficou completamente perturbado. Mandou chamar os conselheiros reais e lhes contou os seus sonhos. Ninguém conseguiu decifrá-los.

Gênesis 9-13

Pouco depois, o sommelier real comentou com o faraó:

— Como sua Majestade sabe, estive preso, na companhia do cozinheiro- chefe. No presídio também tivemos sonhos. Eram sonhos diferentes. Estava preso lá também um jovem hebreu, vindo de Canaã. Ele pediu e nós lhe contamos os nossos sonhos. Acredita, meu rei, que ele interpretou os nossos sonhos, dando para cada um o seu significado? Aconteceu tudo exatamente como disse. Eu voltei ao meu trabalho e o cozinheiro-chefe foi enforcado.

Gênesis 14-16

Ouvindo o relato, o faraó mandou chamar José.

Diante do pedido urgente, José tomou banho, fez a barba, trocou de roupa e foi levado ao palácio, vigiado pelos seguranças do presídio. Chegando lá, o faraó lhe disse:

— Tive um sonho e ninguém foi capaz de interpretá-lo. Fiquei sabendo que você ouve sonhos e consegue interpretá-los.

José respondeu:

— Na verdade, não sou eu, Majestade; é Deus que vai te dizer o que acontecerá.

Gênesis 17-24

O faraó contou o seu sonho, agora com novos detalhes:

— No meu sonho, eu estava em pé às margens do rio Nilo. De repente, apareceram sete vacas gordas e bonitas pastando às margens. Depois delas, apareceram outras, muito fracas, muito feias e muitas magras. Confesso que nunca tinha visto vacas tão feias em nossa terra. E o pior é que as vacas fracas e magras devoravam as sete vacas gordas e bonitas. Só que o aspecto das vacas que tinham comido as outras continuava o mesmo; elas continuavam magras e fracas. Nesse momento, eu acordei. Voltei a dormir e a sonhar. Vi sete espigas de trigo brotando do seu talo. Eram bonitas e boas. Mas, de novo, brotaram outras sete espigas secas, mirradas e queimadas pelo vento quente. Contudo, as sete espigas mirradas engoliam as sete espigas boas. Contei meus sonhos aos meus conselheiros, mas nenhum deles conseguiu interpretá-los.

Gênesis 25-36

José respondeu:

— Tu sonhaste duas vezes, mas o sentido é só um. Deus está te mostrando o que Ele vai fazer. As sete vacas boas são sete anos e as sete espigas boas são também sete anos. O segundo sonho confirma o primeiro. As sete vacas magras e feias e as sete espigas mirradas e queimadas significam que haverá sete anos de fome no Egito.

Diante de um atônito faraó, José acrescentou:

— Considera o que Deus te está revelando, Majestade. O Egito vai passar por sete anos de muita prosperidade. Depois, porém, virão sete anos de muita fome; a escassez será tanta que ninguém mais vai se lembrar do tempo da fartura. A fome será intensa. Tu sonhaste duas vezes a mesma coisa para ficar claro que é uma mensagem de Deus. Ele fará com que isso aconteça.

Antes que o faraó mostrasse alguma reação, José o aconselhou:

— Penso que deves escolher um homem competente e inteligente e dar a ele a tarefa de administrar a nação neste momento tão especial. Majestade, sugiro que ponhas gestores que coordenem a coleta de 20% de toda a produção agrícola do Egito durante os sete anos de fartura. Eles vão cuidar para que todos os cereais recolhidos, por ordem do governo, sejam armazenados adequadamente para que possam servir de alimento para o povo no período da fome e, assim, o Egito continue sendo a grande nação que é.

JOSÉ COMO O PRIMEIRO-MINISTRO DO EGITO

Gênesis 37-41

O conselho foi bem recebido pelo faraó. Seus ministros também gostaram da ideia.

O faraó perguntou aos seus ministros:

— Será que existe no Egito alguém mais capaz do que José nesta crise que se avizinha? Não há dúvida de que Deus está com ele.

Os ministros concordaram.

O faraó decidiu:

— José, eu estou certo de que o seu Deus lhe revelou tudo o que vai acontecer. Esse gestor competente e inteligente que me sugeriu será você. Eu o nomeio como o primeiro-ministro do meu governo. Todos o obedecerão. Você será o maior aqui, abaixo apenas de mim.

O faraó formalizou a nomeação e, solenemente, deu posse a José como o primeiro-ministro do Egito.

Gênesis 42-44

O faraó pegou o seu carimbo real para os documentos oficiais e o entregou a José. Depois, mandou vesti-lo com roupas dignas de um ministro. O próprio faraó lhe pôs no pescoço um colar de ouro, que simbolizava o poder que agora exercia.

Em seguida, fez com que desfilasse em uma carruagem oficial. Quando ela passava, o povo gritava:

— Abrek! Abrek! Abrek!

(Expressão no idioma egípcio antigo que significa "Viva! Viva! Viva!")

Quando voltou do desfile pelas ruas, o faraó disse a José:

— Eu sou o faraó supremo, mas quem vai dar as ordens a partir de agora é você.

O CASAMENTO DE JOSÉ NO EGITO

Gênesis 45-46a

Para completar a integração de José à cultura do seu povo, o faraó lhe mudou o nome, que passou a ser Zafenate-Paneia ("o homem a quem Deus revela segredos", no egípcio antigo).

O faraó fez com que José se casasse com Asenate, que era filha de Potífera, o sacerdote principal do templo da cidade sagrada do deus Sol.

José estava com 30 anos.

UMA CRISE HUMANITÁRIA

Gênesis 46b-52

Como parte do seu ofício, José passou a visitar as cidades do Egito.

Durante sete anos, a colheita foi farta. José armazenou todos os cereais recolhidos em depósitos construídos perto das cidades. Os depósitos ficaram abarrotados com cereais transbordando…

José e Asenate tiveram dois filhos.

O mais velho recebeu o nome de Manassés ("esquecimento", em hebraico). A justificativa para o nome foi a seguinte, nas palavras do pai: "Deus me fez esquecer meu sofrimento aqui e minha saudade da família".

Quando nasceu o segundo, foi chamado de Efraim ("frutífero", em hebraico).

Gênesis 53-57

Depois de sete anos de fartura, começou o período da fome, que durou sete anos, segundo a interpretação dada por José ao sonho do faraó.

A fome alcançou várias nações, menos o Egito no primeiro momento.

Quando posteriormente o Egito também entrou em crise, o povo começou a reclamar contra o faraó, que sempre respondia:

— Falem com José. O que ele decidir está decidido.

Quando a fome aumentou, José decidiu abrir os armazéns e vender os cereais exclusivamente no mercado interno. Depois, teve que autorizar as exportações porque as nações vinham ao Egito em busca de comida, uma vez que a fome aumentava a cada dia.