Menu

Você está em:

Hebreus Capítulo 7

Abraão e Melquisedeque

Hebreus 1-3

(Consideremos agora o sacerdote Melquisedeque, segundo a história que lemos em Gênesis 14.)

Melquisedeque foi rei e sacerdote do Deus Eterno, na cidade de Salém.

Num dia em que Abraão voltava de uma guerra, Melquisedeque o encontrou e o abençoou.

Por sua vez, Abraão separou o dízimo de tudo o que ganhou naquela guerra e o entregou a Melquisedeque.

A propósito, a palavra “Melquisedeque” significa “justiça” e a palavra “Salém” significa “paz”. Assim, Melquisedeque é rei da justiça e da paz.

Sobre esse Melquisedeque, não há registro sobre quem foi o seu pai, quem foi a sua mãe ou quem foram os seus ancestrais. Não se sabe também quando nasceu ou morreu.

Pelo modo como viveu, tornou-se alguém semelhante a Jesus, o Filho de Deus.

Por todas essas condições, ainda é um sacerdote, como se ainda vivesse.

A grandeza de Melquisedeque

Hebreus 4-10

Foi incrivelmente grande esse Melquisedeque e são muitas as evidências disso.

1

4

O patriarca Abraão entregou o dízimo a Melquisedeque, separando para ele o que tinha recolhido de melhor na guerra.

2

5-7

Mais tarde, os levitas, que eram descendentes de Levi, um dos 12 herdeiros de Jacó, receberam a tarefa de coletar os dízimos dos seus irmãos, como aprendemos em Números 18. Obviamente eles descendiam também de Abraão.

Ocorre que Melquisedeque não fazia parte do povo da promessa (isto é, o povo de Israel); apesar disso, foi ele que abençoou Abraão, o mesmo Abraão que tinha recebido a promessa.

Logo, não há dúvida que quem abençoa (isto é, Melquisedeque) é maior que o abençoado (isto é, Abraão).

3

8-10

Em nossos dias, são pessoas comuns que recebem os dízimos. No entanto, estou falando de dízimos recebidos por alguém (isto é, Melquisedeque) que ainda está vivo, por intermédio de Jesus, a quem antecipou.

Desse modo, os levitas de Jerusalém agora recebem os dízimos, mas no passado eles os entregaram simbolicamente, quando Abraão se encontrou com Melquisedeque.

Na verdade, os levitas ainda não tinham sido gerados por Levi, quando o seu bisavô Abraão se encontrou com Melquisedeque.

O sacerdote perfeito

Hebreus 11-17

Se o sacerdócio exercido pelos levitas fosse perfeito, não haveria necessidade de ser enviado outro, que fosse da linhagem de Melquisedeque e não da linhagem de Arão. Sabemos que, para que haja mudança na consagração de sacerdotes, toda a legislação religiosa precisa ser alterada.

Estou falando de Jesus, que não pertencia à tribo dos levitas e, logo, não prestava serviço no Templo. De fato, Jesus procedia da tribo de Judá, que, segundo a legislação mosaica, não tinha sacerdotes.

Além disso, Jesus foi um sacerdote como Melquisedeque. Jesus foi um sacerdote diferente, porque não pertencia a uma tribo sacerdotal. Na verdade, a sua origem é divina. Sobre Ele está escrito:

  • "Você é meu sacerdote para sempre,

  • Como Melquisedeque foi no passado".

  • (Salmo 110.4b)

A chegada da graça ao mundo

Hebreus 18-25

Com Jesus, ficou anulada, por ser fraca e inútil para nós, a legislação anterior sobre o sacerdócio.

De fato, a legislação não aperfeiçoa as pessoas.

Jesus introduziu no mundo a graça, pela qual o Deus Eterno nos alcança.

Jesus não recebeu a sua missão de nenhum ser humano, como acontece com os sacerdotes em geral, mas recebeu o seu sacerdócio diretamente de Deus, como está escrito:

  • "Esta é a promessa do Deus Eterno,

  • Promessa que Ele nunca alterará:

  • ‘Você é meu sacerdote para sempre,

  • Como Melquisedeque foi no passado’".

  • (Salmo 110.4)

A Aliança entre o Deus Eterno e os salvos é garantida pelo próprio Jesus, não por sacerdotes humanos.

Os sacerdotes humanos tinham de ser muitos, porque precisavam ser substituídos quando morriam. Jesus, no entanto, é eterno; logo, o seu sacerdócio é imutável.

Por isso, Jesus salva de modo completo os que dele se aproximam e por eles sempre intercede.

A salvação de uma vez por todas

Hebreus 26-28

Com certeza, precisávamos de um sumo sacerdote como Jesus.

Jesus é santo e nenhuma culpa nele há.

Jesus é perfeito e a sua grandeza é mais elevada do que o céu.

Ele não precisa fazer sacrifícios. Os sumos sacerdotes têm que apresentar os sacrifícios, primeiramente por si mesmos, porque são pecadores, e, depois, pelo povo em geral.

Jesus fez apenas um sacrifício. Nesse sacrifício, feito uma única vez, Jesus se ofereceu a si mesmo, na cruz.

A legislação mosaica prevê sacerdotes mortais, sujeitos ao pecado. No entanto, a graça, que veio depois da legislação mosaica, faz de Jesus o sacerdote eterno.