Os dois lugares santos
Hebreus 1-5
Recordemos como eram as coisas no passado.
Na primeira Aliança, os cultos celebrados na Cabana Sagrada seguiam regras bem definidas.
Na parte da frente da Cabana Sagrada, havia um espaço conhecido como “Lugar Santo”. Nele ficavam a menorá (candelabro) e a mesa, em que os pães para as ofertas eram depositados.
Na parte dos fundos, depois da cortina que separava os dois ambientes, havia outro espaço, chamado de “Lugar Santíssimo”. Era aí que ficavam o altar feito de ouro, onde o incenso era queimado, e a Arca da Aliança, que era totalmente coberta de ouro.
Dentro dessa Arca estavam a urna de ouro, com o maná (que tinha caído no deserto), o cajado de Arão (que tinha florescido em suas mãos) e as duas tábuas com os Dez Mandamentos. Em cima da Arca, ficavam os querubins, cuja sombra cobria a tampa da Arca, conhecida como tampa do perdão.
Vocês já sabem de tudo isso e não preciso entrar em detalhes sobre como eram as coisas na primeira Aliança.
Em busca do perdão
Hebreus 6-7
Como vocês também sabem, com todos os cuidados sendo tomados, os sacerdotes entravam frequentemente no Lugar Santo para as celebrações sagradas.
No entanto, no Lugar Santíssimo só o sumo sacerdote entrava apenas uma vez por ano e oferecia um sacrifício em que um animal era oferecido. Sabemos disso lendo especialmente Levítico 16. Esse sacrifício visava buscar o perdão para os pecados, tanto do sumo sacerdote quanto dos pecadores em geral.
O fracasso da Antiga Aliança
Hebreus 9-10
Com essas regras temporárias, o Espírito Santo estava demonstrando que o verdadeiro Lugar Santíssimo ainda estava para surgir e que isso não aconteceria enquanto estivesse sendo usado o antigo Lugar Santíssimo.
Estamos diante de uma ilustração para que todos possam ver a verdade: na antiga Aliança havia oferendas de produtos do campo bem como sacrifícios de animais; no entanto, esses esforços não conseguiam o mais importante, que era mudar a mente dos que levavam ofertas e faziam sacrifícios.
Essas regras religiosas são coisas humanas, porque se baseiam em comidas, bebidas e festas, que só tiveram valor antes da vinda de Cristo.
O sacrifício maravilhoso e perfeito
Hebreus 11-17
Cristo veio e mudou tudo.
Ele veio como o sumo sacerdote perfeito. Seu sacrifício foi maravilhoso e definitivo. Ele não ofereceu animais, como bodes e bezerros. Ele se ofereceu a si mesmo, quando morreu na cruz. Ele entrou no Lugar Santíssimo uma única vez e esse único gesto foi suficiente para nos reconciliar completamente com o Deus Eterno.
Fica claro, então, que a purificação obtida no passado por meio de sangue (de bodes e touros) e cinzas (das novilhas) era exterior. Assim, o que nos purifica interiormente é o sangue de Cristo que, em comunhão com o Espírito Santo, ofereceu-se para morrer em nosso lugar, para nos salvar e nos capacitar para um relacionamento vivo com o Deus vivo.
Cristo é o intermediário da nova Aliança. A antiga Aliança exigia a morte para que o perdão fosse concedido. Ao morrer, Ele garantiu a realização da promessa de vida eterna aos que creem.
O necessário derramamento de sangue
Hebreus 18-22
A primeira Aliança também foi cumprida por meio do derramamento de sangue. Depois que apresentou os mandamentos sagrados ao povo, Moisés fez uma mistura de sangue de bezerros e bodes com água, lã vermelha e hissopo, lançando-a sobre o código da Aliança e, depois, sobre todo o povo reunido. Nessa celebração, as suas palavras foram:
"Este sangue comprova a Aliança que o Deus Eterno fez com vocês".
(Êxodo 24.8a)
Moisés lançou essa mistura também sobre a Cabana Sagrada, com todos os utensílios usados nas celebrações.
Segundo as regras religiosas, todas as coisas deviam ser purificadas com sangue. Sem derramamento de sangue, não havia perdão de pecados.
A morte definitiva
Hebreus 23-28
Todos esses sacrifícios, oferecidos na antiga Aliança, eram representações de verdades celestiais profundas. Por isso, eram temporariamente necessários.
Cristo não fez o seu sacrifício em nenhum templo construído por seres humanos. Ao morrer na cruz, Ele compareceu diante do próprio Deus, que habita no céu.
Um sumo sacerdote entra no Lugar Santíssimo várias vezes na vida, uma a cada ano, levando sangue de animais. Não foi isso que Cristo fez. Ele não se ofereceu várias vezes, mas uma única vez e com o seu próprio sangue.
Para seguir as regras da primeira Aliança, Cristo teria que morrer várias vezes ao longo da história, mas não foi assim que Ele fez. No tempo certo, Jesus veio para, ao morrer, aniquilar definitivamente o poder do pecado.
Os seres humanos morrem apenas uma vez e, depois, aguardam o Julgamento Final. Do mesmo modo, Cristo se ofereceu uma única vez para perdoar os pecados dos que creem; depois, virá à terra pela segunda vez para levar para o céu todos os que por Ele esperam.
