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João Capítulo 11

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO

Betânia do Oeste, março de 33

João 1-57

“Seu amigo está doente”

(João 11.1-3)

Jesus estava na cidade de Betânia do Leste, do outro lado do rio Jordão, quando soube que um amigo dele estava doente. O nome desse amigo era Eleazar, em hebraico, ou Lázaro, em grego.

Lázaro vivia em Betânia do Oeste, uma pequena cidade do outro lado do monte das Oliveiras. Na mesma casa moravam suas duas irmãs. A mais nova se chamava Maria e a mais velha, Marta.

Maria foi a mesma mulher que, mais tarde, perfumou o corpo de Jesus, durante um jantar.

Quando Lázaro fi cou doente, suas duas irmãs mandaram chamar Jesus. Os dois eram muito amigos. O recado delas foi o seguinte:

— Seu amigo está doente.

“Jesus amava aquela família”

(João 11.4-5)

Ao receber o recado, Jesus comentou de um modo que ninguém entendeu:

— Essa doença não terminará com a morte de Lázaro; antes, será uma oportunidade para as pessoas verem o poder do Deus Eterno em ação. Na verdade, por intermédio da morte dele, vocês verão quem eu realmente sou.

Jesus amava aquela família.

“Meu amigo Lázaro está dormindo”

(João 11.6-11)

No dia seguinte à notícia da morte do seu amigo, Jesus disse aos seus companheiros:

— Está na hora de atravessarmos o Jordão e irmos para Betânia do Oeste.

Seus companheiros foram contra essa decisão:

— Mestre, sabes que as autoridades religiosas querem te apedrejar. Ainda assim, queres ir para lá?

Jesus respondeu, sem que o entendessem:

— Vocês sabem que o dia tem 12 horas; a noite tem outras 12 horas. Quem anda de dia não cai, porque enxerga tudo ao seu redor. Quem anda de noite nada enxerga e cai. Nós somos do dia; não temos com que nos preocupar, quando fazemos a vontade do Deus Eterno.

Depois, explicou:

— Meu amigo Lázaro está dormindo e preciso ir para a Judeia, até a casa dele, em Betânia do Oeste, acordá-lo.

“Eu não estava lá e nada pude fazer”

(João 11.12-16)

Seus companheiros comentaram:

— Bem, se ele está dormindo, daqui a pouco vai acordar.

Eles não entenderam que Jesus estava dizendo que Lázaro tinha morrido. Logo, foi claro com eles:

— Lázaro faleceu.

Depois, prosseguiu:

— Eu não estava lá e nada pude fazer, mas há um lado bom em tudo isso. Vocês terão mais uma nova oportunidade de saber quem sou eu.

Em seguida, decidiu:

— Está na hora! Vamos!

Nesse momento, Tomé, chamado de “Tomé, o Gêmeo”, para o distinguir de Tomé, o mais velho, gritou para os seus colegas:

— Sim, vamos! Nosso mestre vai morrer e temos que morrer juntos.

“Jesus chegou no quarto dia depois do sepultamento”

(João 11.17-27)

Os judeus criam que, a partir do quarto dia da morte de uma pessoa, a alma deixava o corpo, que não poderia mais ser revivido.

Como Betânia do Oeste ficava a uns 3 km de Jerusalém, muitas pessoas da capital estavam na casa de Lázaro para consolar a família, inclusive alguns dirigentes religiosos de Israel. O período de condolências durava sete dias.

Quando ficou sabendo que Jesus estava chegando, Marta foi ao seu encontro para o recepcionar. Ela foi sozinha; sua irmã Maria continuou em casa.

Marta disse a Jesus:

— Foi uma pena que não estivesses aqui, porque, se estivesses, meu irmão não teria morrido.

Ela continuou:

— Sei que, se orares, o Deus Eterno pode ressuscitar meu irmão, mas não sei o que farás.

Jesus a tranquilizou:

— O seu irmão ressuscitará!

Ela respondeu:

— Eu sei que ele ressuscitará no dia do Julgamento Final.

Jesus afirmou, então:

— Creia que eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim e morrer voltará a viver. Na verdade, todo aquele que vive e crê em mim não ficará morto para sempre. Você crê nisto, Marta?

Marta afirmou:

— Mestre, eu creio! Eu creio que és o Cristo, o Filho que o Deus Eterno prometeu que enviaria ao mundo.

“Maria, o mestre chegou e quer falar com você”

(João 11.28-32)

Tendo feito essa declaração, Marta voltou para casa. Ela chamou Maria em particular e disse:

— Maria, o mestre chegou e quer falar com você.

Maria se levantou depressa e foi ao encontro de Jesus, que permaneceu discretamente na entrada da cidade. Algumas mulheres pensaram que Maria estava indo chorar no cemitério e a acompanharam. Só que ela foi se encontrar com Jesus.

Quando o encontrou, ela se ajoelhou aos seus pés e lhe disse:

— Se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.

“Jesus chorou”

(João 11.33-37)

Quando notou que Maria chorava e que muitas pessoas também choravam, Jesus se entristeceu profundamente. Todos notaram.

Em seguida, perguntou:

— Em que túmulo vocês o sepultaram?

Eles responderam:

— Acompanha-nos, que vamos te mostrar.

Jesus chorou.

Vendo isso, muitos comentaram:

— É! Jesus realmente gostava de Lázaro!

Outros se queixaram:

— Se ele estivesse aqui, faria um milagre, como fez com o cego de nascença em Jerusalém, e Lázaro ainda estaria vivo.

“Tirem a pedra!”

(João 11.38-41a)

Ainda muito comovido com a situação, Jesus foi até o túmulo de Lázaro. Uma pedra fechava a entrada.

Jesus deu uma ordem aos que o acompanhavam:

— Tirem a pedra!

Marta o advertiu:

— Mestre, o corpo cheira mal. Lázaro morreu há quatro dias.

Jesus respondeu:

— Marta, Marta, eu não lhe disse que, se cresse, você veria o poder do Deus Eterno?

Eles retiraram a pedra.

“Agora, desamarrem Lázaro”

(João 11.41b-44)

Jesus, levantando os olhos para o alto, orou:

“Pai Eterno, eu te agradeço por já me teres ouvido. Eu sei que sempre me ouves, mas eu estou dizendo estas palavras para que todos aqui creiam que tu me enviaste ao mundo”.

Em seguida, gritou bem forte:

— Lázaro, saia daí!

Lázaro saiu.

Seus pés e suas mãos estavam amarrados com ataduras. Seu rosto estava coberto por um pano.

Jesus disse aos presentes:

— Agora, desamarrem Lázaro, para que ele possa continuar a sua vida.

“Se o deixarmos vivo, todos crerão que ele é o Cristo”

(João 11.45-48)

As pessoas que tinham testemunhado a ressurreição de Lázaro se dividiram.

Umas creram em Jesus.

Outras foram denunciar aos fariseus o que Jesus fizera.

Sem demorar, os fariseus e as autoridades sacerdotais convocaram uma reunião dos membros do Sinédrio, em Jerusalém.

Um deles disse:

— Temos que tomar uma providência. O homem continua fazendo milagres. Se o deixarmos vivo, todos crerão que ele é o Cristo.

Outro foi ainda mais preciso:

— Quando isso chegar ao conhecimento das autoridades romanas, elas mandarão seu exército contra nós, profanarão nosso Templo e sufocarão nossa nação.

“Para o bem do povo, esse Jesus tem que morrer”

(João 11.49-53)

Um dos membros do Sinédrio e que ocupava o cargo de sumo sacerdote desde o ano 18 da Era Cristã, disse ter uma solução. Seu nome era Caifás. Sua proposta aos colegas de tribunal foi a seguinte:

— Para o bem do povo, esse Jesus tem que morrer. Se não o sacrificarmos, toda a nação será destruída.

(Na verdade, Caifás acabou profetizando, sem querer, que Jesus morreria sacrificialmente em lugar das pessoas.)

O Sinédrio concluiu que Jesus tinha que morrer.

“Será que Jesus virá para a festa?”

(João 11.54-57)

Por causa do risco de ser preso e morto, Jesus parou de circular abertamente pelas cidades.

Ele decidiu se afastar e ficou por um tempo com os companheiros num lugar chamado Efraim do Deserto (depois conhecido como Tayibe, uma cidade a 15 km ao nordeste de Jerusalém).

Por isso, quando chegou de novo a época da Páscoa, Jesus não estava em Jerusalém.

Muitos judeus saíram da região de Efraim no Deserto, onde ficava Betânia do Leste, e foram para Jerusalém, a fim de se preparar para a festa. Procuraram por Jesus no Templo, mas não o encontraram. Eles perguntavam uns aos outros:

— Será que Jesus virá para a festa, neste ano?

Jesus continuou escondido, porque as autoridades religiosas tinham dado a ordem para que, se fosse visto, deveria ser denunciado, a fim de ser preso.