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João Capítulo 18

Certeza de "Missão cumprida!"

(João 18 a 21)

JESUS SE APROXIMOU DE UM JARDIM E ENTROU

Jerusalém, quinta-feira, 2 de abril de 33

João 1

Depois da oração que fez, Jesus desceu da região central de Jerusalém, atravessou o ribeiro de Cedrom, subiu ao monte das Oliveiras (fora dos muros da cidade), aproximou-se de um jardim, conhecido como Getsêmani (“prensa de azeite”, em aramaico), e entrou.

Seus companheiros estavam com ele.

ESTAMOS EM BUSCA DE JESUS, O NAZARENO

João 2-9

Judas Iscariotes, que estava pronto para trair seu mestre, conhecia bem aquele jardim, um local em que várias vezes Jesus reuniu seus companheiros.

Pouco depois de terem chegado ao jardim, Judas Iscariotes apareceu. O traidor estava escoltado por soldados romanos e guardas judeus, a serviço do Sinédrio. Além de armas, eles portavam lanternas e tochas para executar o mandado de prisão contra Jesus.

Vendo a delegação se aproximar, Jesus deu um passo à frente e perguntou:

— Vocês estão procurando por quem?

Os guardas responderam:

— Estamos em busca de Jesus, o nazareno.

Jesus respondeu:

— Estão falando com ele. Sou eu!

Essas palavras tiveram impacto tão profundo que Judas e os encarregados da prisão recuaram, perderam o equilíbrio e caíram.

No controle da situação, Jesus repetiu a pergunta:

— Vocês estão procurando por quem?

Eles deram a mesma resposta:

— Estamos em busca de Jesus, o nazareno.

Então, Jesus disse:

— Já disse que sou eu! Podem me levar. Façam o que mandaram vocês fazerem. Só não prendam os que estão comigo.

Ouvindo isso, mais tarde, muitos se lembraram da oração que Jesus fizera pouco tempo antes, quando ainda estavam na região central de Jerusalém. Nessa prece, Jesus disse que protegia seus seguidores. De fato, ele o fez.

GUARDE SUA ARMA, SIMÃO PEDRO!

João 10-11

Nessa hora, Simão Pedro pegou uma espada que carregava e golpeou um dos guardas, decepando-lhe a orelha direita. O nome desse guarda, que trabalhava na segurança pessoal do sumo sacerdote de Jerusalém, era Malco.

Jesus não aprovou o gesto de Pedro:

— Guarde sua arma, Simão Pedro! Não tente impedir que se faça a vontade do Deus Eterno na minha vida.

ANÁS CONTROLAVA A RELIGIÃO EM ISRAEL

João 12-14

Foi assim que os soldados romanos e os guardas do Sinédrio, comandados por um oficial do Império Romano, prenderam Jesus.

Detido, Jesus foi levado amarrado primeiramente à presença de Anás, que, embora não fosse mais o sumo sacerdote, era quem controlava a religião em Israel, tanto que, mesmo deposto, colocara em seu lugar o genro, Caifás.

(Foi esse Caifás que anteriormente sugerira que Jesus fosse morto, para evitar que o povo o aceitasse como sendo o Cristo.)

FAZIA FRIO NAQUELA PRIMAVERA

João 15-18

Quando Jesus foi levado preso ao palácio do sumo sacerdote, na região central de Jerusalém, dois de seus companheiros o seguiram, mantendo, contudo, uma certa distância. Um deles era Simão Pedro, que não conseguiu entrar. O outro era próximo de Anás e, por isso, facilmente, entrou no pátio do palácio.

Do lado de fora, Simão Pedro esperava o desenrolar dos acontecimentos. Seu colega voltou até o portão e conversou com a chefe da portaria. Ela, então, autorizou a entrada de Pedro no pátio.

Tendo Simão Pedro entrado, a funcionária o questionou:

— Um momento! Estou reconhecendo você! Acho que você é um dos companheiros do prisioneiro.

Simão Pedro negou:

— Não! De jeito nenhum!

Pedro se afastou, misturando-se entre os empregados e os guardas que se aqueciam do frio intenso. Simão Pedro também se aquecia.

Fazia frio naquela primavera.

UM DOS GUARDAS DEU UM SOCO NO ROSTO DE JESUS

João 19-24

No interior do palácio, Anás, atuando como sumo sacerdote, interrogava Jesus. Ele queria saber quem eram seus seguidores e o que ensinava.

Jesus respondeu, sem medo:

— Eu tenho ensinado publicamente! Foi à vista de todos, nas sinagogas e mesmo aqui no Templo, onde os judeus se reúnem. Nunca fiz segredo da minha mensagem. Assim, se queres saber alguma coisa, pergunta aos que me ouviram. Certamente dirão o que ouviram da minha boca.

Um dos guardas do sumo sacerdote ficou irritado com essa resposta, deu um soco no rosto de Jesus e o repreendeu:

— Que falta de respeito é essa! Não é assim que se fala com o sumo sacerdote!

Jesus respondeu:

— Se eu falei o que não devo, espero que você prove. Agora, se falei o que é certo, por que você me bate?

Logo depois, Anás enviou Jesus, ainda amarrado, à presença de Caifás, que era legalmente o sumo sacerdote.

NESSE MESMO INSTANTE, O GALO CANTOU

João 25-27

Enquanto isso, Simão Pedro continuava se aquecendo no pátio.

Quando alguns o reconheceram, perguntaram:

— Ei! Você não é um dos companheiros de Jesus?

Simão Pedro negou:

— Vocês estão enganados! Não sou companheiro de ninguém.

Pouco depois, veio outro com a mesma acusação. Era um dos empregados do sumo sacerdote e que era parente de Malco, o guarda que Simão Pedro ferira:

— Eu vi você no jardim do Getsêmani! Você faz parte do grupo dele, sim!

Simão Pedro negou, pela terceira vez, que era um seguidor de Jesus.

Nesse mesmo instante, o galo cantou.

QUAL FOI O CRIME DELE?

Jerusalém, sexta-feira, 3 de abril de 33

João 28-32

Na sexta-feira, pela manhã, bem cedo, pegaram Jesus no Sinédrio, liderado por Caifás, e o conduziram ao palácio em que o governador romano Pôncio Pilatos se hospedava quando ia a Jerusalém, já que ele morava em Cesareia Marítima, distante dali 122 km.

Os dirigentes religiosos não puderam entrar para se encontrar com Pilatos no palácio. Pela legislação israelita, um judeu não podia comer a Páscoa se, naquela semana, tivesse entrado numa casa onde houvesse pão preparado com fermento, como estabelecido em Êxodo 12.19 e 13.7.

Diante disso, Pilatos, que não era judeu, foi ao encontro deles no pátio e perguntou:

— O que é que vocês têm contra Jesus? Qual foi o crime dele?

Os dirigentes religiosos responderam:

— Trata-se de um grande malfeitor. Por isso, nós o trouxemos para ser julgado.

Pilatos os surpreendeu:

— Eu não tenho nada a ver com isso! O problema é de vocês! Resolvam!

Eles responderam:

— Bem que gostaríamos, mas estamos proibidos de condenar alguém à morte. Só o governador tem esse poder.

O QUE É A VERDADE?

João 33-38a

Pôncio Pilatos entrou novamente no seu palácio, conhecido como Pretório, e voltou a interrogar Jesus:

— Então, me diga: você é o rei dos judeus?

Jesus respondeu:

— Quem está fazendo esta pergunta: tu falas por ti mesmo ou estás repetindo algo que te disseram?

Pilatos se irritou:

— O que é isso? Você está me confundindo? Eu não sou nenhum judeu! Quero que você saiba que, na verdade, foram os judeus que o denunciaram e trouxeram você a mim.

Jesus, então, respondeu:

— Quero deixar claro que o meu projeto não é de natureza política. Se fosse, eu teria formado um exército para impedir que eu caísse nas mãos dos judeus. Meu reinado não é terreno.

Pilatos aproveitou para o questionar:

— Então, você admite que é rei?

Jesus respondeu:

— És tu que estás dizendo isso! Eu nasci e fui enviado ao mundo para falar a verdade. Garanto que o que eu falo é ouvido por quem ama a verdade.

Pilatos insistiu com ele:

— Ótimo! Então me diga: o que é a verdade?

QUE TAL SOLTAR ‘O REI DOS JUDEUS’?

João 38b-40

Sem esperar a resposta, Pilatos virou-se para o grande número de pessoas que, no pátio, aguardava por uma decisão:

— Quanto a mim, não vejo nele nenhuma culpa! Ele não cometeu nenhum crime.

Como a multidão se agitou, Pilatos tentou agradá-la:

— Sei que vocês têm o costume de soltar um prisioneiro a cada Páscoa que celebram. Que tal soltar “o rei dos judeus”?

— Não!

Pilatos insistiu:

— Não?

O público respondeu:

— Não! Não solte esse homem. Solte Barrabás!

Barrabás era um ladrão.