ALÉM DISSO, DAVAM SOCOS EM JESUS
João 1-3
Pôncio Pilatos começou a executar a sentença contra Jesus.
A primeira coisa que fez, depois de o condenar à morte, foi mandar açoitá-lo.
Depois, ordenou que os soldados humilhassem o condenado. Eles improvisaram uma coroa feita de espinhos e coroaram Jesus. Além disso, vestiram-no com uma capa vermelha, imitando a que era usada pelos militares.
Esses soldados chegavam perto de onde Jesus estava e gritavam:
— Viva “o rei dos judeus”!
Além disso, davam socos em Jesus.
EIS O HOMEM!
João 4-7
Depois de algum tempo, Pilatos saiu da sua sala e se dirigiu às pessoas reunidas no pátio. Apontou para o interior do palácio e disse:
— Vem aí o homem que vocês odeiam.
E acrescentou:
— Quanto a mim, repito que ele não cometeu nenhum crime.
Então, Pilatos mandou Jesus vir para o pátio.
Jesus estava com uma coroa de espinhos na cabeça e vestido com uma capa vermelha.
O governador apontou para o condenado e disse à multidão em alta voz:
— Eis o homem!
Vendo Jesus, os dirigentes religiosos e seus guardas gritaram:
— Crucifique esse homem! Crucifique-o!
Pilatos voltou a dizer:
— Eu não vou fazer isso! Ele não cometeu nenhum crime. Façam o que vocês quiserem.
Antes que saísse, um dos sacerdotes interpelou Pilatos:
— Talvez não saibas, mas temos uma lei que condena à morte quem diz uma blasfêmia.
Outro trouxe à tona o motivo da acusação:
— Esse homem blasfemou, ao dizer que é o Filho de Deus.
Em seguida, muitos repetiram:
— Blasfêmia! Blasfêmia! Deus não tem filho!
CRUCIFIQUE ESSE HOMEM!
João 8-12
Quando Pilatos ouviu essas palavras, percebeu a gravidade da situação.
Então, entrou no palácio, mandou que Jesus entrasse também e o interrogou novamente:
— Afinal, de onde você vem?
Jesus ficou em silêncio.
Pilatos o advertiu:
— Não vai me responder? Você sabe com quem está falando? Eu tenho poder para soltar ou crucificar.
Jesus respondeu:
— Teu poder é relativo. Tem alguém com mais poder que o teu. Também te digo que a culpa do sumo sacerdote que me acusou é maior que a tua.
Pilatos decidiu, então, soltar Jesus, só que lá fora a gritaria aumentava:
— Crucifique esse homem!
Outra voz ameaçadora veio do pátio:
— Se soltares esse homem, vais mostrar que és um traidor, um inimigo do Imperador.
Outra pessoa tentou influenciar a decisão dele:
— Julga como o Imperador julgaria. Não queiras cair em desgraça diante dele. Conheces as consequências da rebeldia.
VOCÊS QUEREM QUE EU CRUCIFIQUE O SEU REI?
João 13-16
Por fim, Pilatos saiu da sala de novo e veio para o pátio, trazendo Jesus.
O governador se sentou numa plataforma, a que os judeus davam o nome aramaico de “Gabatá”, e disse a todos:
— Eis o que vocês querem: aí está o seu rei!
A revolta foi intensa, com muitos gritos:
— Ele merece morrer!
— Condene Jesus!
— Crucifique-o!
Pilatos voltou a perguntar:
— Então, vocês querem que eu crucifique o seu rei?
A resposta foi clara:
— Não temos rei; só temos o Imperador em Roma.
Pilatos, por fim, determinou que Jesus fosse crucificado.
Para isso, os soldados romanos levaram Jesus.
PERTO DELE EXECUTARAM DOIS OUTROS CONDENADOS
João 17-18
Jesus foi levado para um lugar conhecido como “Caveira” (“Kranion”, em grego, e “Gólgota”, em aramaico) para ali ser crucificado.
Ele mesmo carregou a barra superior da sua cruz, como era o costume.
Tendo chegado ao local, que ficava perto da cidade, Jesus foi crucificado. Perto dele executaram dois outros condenados, um de cada lado.
O QUE ESCREVI ESCREVI
João 19-22
No alto da cruz central, onde Jesus estava, afixaram uma placa, que Pilatos mandara confeccionar, com dizeres bem destacados:
"Jesus Nazareno, O Rei dos Judeus"
A frase estava escrita em três idiomas (hebraico, latim e grego), para que todos entendessem.
Alguns judeus não gostaram da frase e foram reclamar com os sacerdotes.
Os sacerdotes procuraram Pilatos e pediram que mudasse a segunda parte dos termos da placa, de “rei dos judeus” para “Ele disse: eu sou o rei dos judeus”.
Pilatos, no entanto, manteve os termos:
— Não vou mudar nada! O que escrevi escrevi.
NÃO VAMOS RASGAR A CAPA. SERIA UM DESPERDÍCIO!
João 23-24
Quando crucificaram Jesus, os quatro soldados ficaram com as roupas dele, as quais foram rasgadas e divididas entre si, como era de praxe. No entanto, como a capa, tecida numa peça única sem costura, era bonita, um dos guardas fez uma sugestão:
— Não vamos rasgar a capa. Seria um desperdício! Vamos fazer um sorteio para ver quem ficará com ela.
Os outros três concordaram.
Quando isso aconteceu, alguns dos companheiros de Jesus se lembraram de uma profecia, que dizia assim:
"Eles repartiram entre si as minhas roupas
E fizeram sorteio sobre a minha capa".
(Salmo 22.18)
Os soldados fizeram como fora profetizado.
AMIGO, TRATE-A COMO SUA MÃE
João 25-27
Três mulheres estavam perto da cruz. Todas tinham o nome de Maria. Uma era a mãe de Jesus. A outra era a esposa de Cleopas. A terceira era Maria Madalena.
Quando notou que o amigo amado estava ao lado de sua mãe, Jesus disse a ela:
— Mamãe, trate-o agora como seu filho!
Depois, olhou para o amigo amado e lhe disse:
— Amigo, trate-a como sua mãe.
A partir daquele momento, o amigo amado levou a mãe de Jesus para morar com ele.
ACABOU! MISSÃO CUMPRIDA!
João 28-30
Perto de morrer, Jesus fez um pedido:
— Estou com sede. Água…
Como tinham um jarro de vinho misturado com água, os soldados molharam uma esponja com esse vinho barato. Para que alcançasse Jesus no alto da cruz, amarraram a esponja na ponta de um talo de hissopo, uma planta rústica comum na região e que era usada para fins medicinais. Foi essa a “água” que deram a Jesus.
Depois que apertaram a esponja contra seus lábios, Jesus disse:
— Acabou! Missão cumprida!
Imediatamente, baixou a cabeça e morreu.
NÃO HAVIA NELE NENHUM SINAL DE VIDA
João 31-34
Como o sábado se aproximava, os executores de Jesus ficaram com pressa. Os corpos não podiam ficar expostos durante o sábado, o grande dia da Páscoa daquele ano. Por isso, os religiosos foram a Pilatos e lhe pediram que mandasse quebrar as pernas dos crucificados para que morressem logo.
Com a aprovação do governador, os soldados quebraram as pernas dos dois outros crucificados, um de cada vez. No entanto, quando chegou a vez de Jesus, observaram que ele já tinha morrido. Por isso, não acharam necessário quebrar as pernas dele. Apesar disso, para se certificar, um dos militares espetou uma lança entre as costelas de Jesus; imediatamente, saiu sangue e água do seu corpo. Esse fato deixou claro que não havia nele nenhum sinal de vida.
ESCREVO PARA QUE CREIAM EM JESUS
João 35-37
Quanto a mim, o autor deste livro, eu sou testemunha de todos estes fatos, que agora conto. Meu relato é absolutamente fiel e todos podem confiar nele, porque estou narrando o que eu vi.
Escrevo para que creiam em Jesus.
Saibam que tudo o que aconteceu com Jesus já estava previsto, como lemos:
“Nenhum osso do seu corpo será quebrado”.
(Salmo 34.20)
“As pessoas verão aquele cujo corpo furaram”.
(Zacarias 12.10)
ENTRE OS SEGUIDORES DE JESUS, DOIS NUNCA SE COMPROMETERAM
João 38-40
Entre os seguidores de Jesus, dois nunca se comprometeram publicamente. Por serem membros do Sinédrio, tiveram medo das consequências e mantiveram em segredo a sua fé. Seus nomes eram José de Arimateia e Nicodemos.
José pediu autorização ao governador Pilatos para retirar da cruz o corpo de Jesus. Tendo sido autorizado, José providenciou para que a remoção acontecesse logo.
Nicodemos, que certa vez estivera com Jesus à noite, participou também da remoção. Ele providenciou 35 kg de especiarias (basicamente, mirra e aloé), uma quantidade muito grande e muito cara, para que o corpo de Jesus fosse devidamente preparado para o sepultamento.
Em seguida, o corpo de Jesus foi levado e envolvido com lençóis perfumados, como era o costume entre os judeus.
ANTES DO SOL SE PÔR, SEPULTARAM JESUS
João 41-42
Jesus foi sepultado num jardim.
Nesse jardim, havia um túmulo novo, em que ninguém fora sepultado até então.
Foi nesse jardim, bem perto do lugar da crucificação, que, antes do sol se pôr, sepultaram Jesus.
Aproximava-se o pôr do sol da sexta-feira, momento em que, para os judeus, o sábado começava.
