A CURA NO TANQUE DE BETESDA
Jerusalém, 21 a 28 de outubro de 31
João 1-47
“No tanque de Betesda as pessoas esperavam ser curadas”
(João 5.1-4)
Algum tempo depois, Jesus voltou a Jerusalém. Acontecia, por essa época, uma festa religiosa na cidade.
Em Jerusalém, havia um tanque conhecido como “Betesda” (palavra hebraica que quer dizer “Casa da Compaixão”). Localizada perto do Portão das Ovelhas, tinha cinco galerias. Era nesses lugares que as pessoas ficavam enquanto esperavam ser curadas. Havia sempre ali uma verdadeira multidão de cegos, coxos, paraplégicos e enfermos diversos.
Todos acreditavam que, de vez em quando, um anjo descia e agitava as águas. Eles também criam que o primeiro que entrasse no tanque, assim que a água fosse agitada, ficaria curado, não importando a doença que tivesse.
“Não tenho ninguém que venha me pegar e levar”
(João 5.5-9)
Entre os que esperavam pela cura, estava um paraplégico, que sofria havia 38 anos.
Informado que o paraplégico estava ali por muito tempo, Jesus o observou deitado na maca.
Jesus foi em sua direção e perguntou:
— Você deseja ser curado?
O paraplégico, sem saber quem era aquele que falava com ele, explicou a sua situação:
— Moço, não tenho ninguém que venha me pegar e me levar até o tanque, quando a água é agitada pelo anjo. Quando me arrasto para lá, alguém já chegou antes de mim e eu fico na mesma condição.
Jesus o curou e disse:
— Levante-se, pegue a sua maca e ande!
Imediatamente, o homem sentiu que ficara curado, pegou o leito e saiu andando.
Isso aconteceu num sábado.
“Hoje é sábado e é proibido carregar uma maca”
(João 5.10-13a)
As autoridades religiosas souberam do que ocorrera e foram atrás do ex-paraplégico. Quando o encontraram, logo o repreenderam:
— Você não pode carregar essa maca! Você sabe que hoje é sábado e é proibido carregar uma maca. No sábado, nenhum esforço pode ser feito!
O ex-paraplégico respondeu:
— A culpa não é minha! É do homem que me curou! Foi ele que me disse para pegar minha maca e andar.
Eles o questionaram:
— Qual é o nome do homem que o curou e deu a ordem para você pegar sua maca e andar?
O ex-paraplégico respondeu:
— Não sei!
“Meu pai trabalha até agora”
(João 5.13b-18)
Nesse momento, Jesus já se tinha retirado do local, que estava apinhado de gente.
Ainda naquele dia, Jesus entrou no complexo do Templo de Jerusalém e viu novamente o ex-paraplégico. Jesus lhe disse:
— Lembre-se que você foi curado, mas, se continuar em sua vida de pecado, vai perder o melhor que pode receber, que é a salvação.
Depois desse encontro, o ex-paraplégico foi procurar as autoridades religiosas e disse que fora Jesus quem o curara.
A partir daí, essas autoridades passaram a perseguir Jesus, alegando que fizera algo proibido no sábado.
Jesus dialogou com eles e garantiu:
— Meu Pai Eterno, que está no céu, trabalha até agora e eu, que sou o seu Filho, faço o mesmo.
Ao ouvirem essas palavras, as autoridades passaram a ter mais um motivo para o perseguir. Para esses religiosos, Jesus não só não guardava o sábado, mas ainda insinuava absurdamente que era igual ao Deus Eterno.
HOUVE MUITO ÓDIO CONTRA JESUS
João 19-21
Por ter curado o paraplégico no sábado, houve muito ódio contra Jesus.
Ele respondeu aos seus críticos, com as seguintes palavras:
“Eu sou o Filho único do Deus Eterno. Eu não faço as coisas por mim mesmo, mas atuo em comunhão com o meu Pai Eterno. Eu faço tudo o que Ele faz. Ele me diz o que devo fazer e sei que muitas coisas Ele ainda me mostrará. Vocês verão e ficarão admirados. O Pai Eterno faz com que os mortos vivam e eu também trago à vida os que morreram”.
“Para quem crê, a vida eterna começa agora”
22-24
Jesus prosseguiu:
“Vocês vivem um momento muito especial, porque está perto o tempo quando os que estão espiritualmente mortos poderão ouvir a minha voz. Estou aqui para pessoalmente lhes dizer que quem aceitar o que eu estou oferecendo não morrerá espiritualmente. A vida que o Pai Eterno me deu é eterna e eu a dou a quem me aceita e me segue.
Meu Pai Eterno me deu autoridade para conceder a vida eterna, embora alguns escolham a morte. No futuro isso ficará claro, quando acontecer o Julgamento Final de todos. Os mortos fisicamente serão ressuscitados e julgados: os que tiverem recebido a vida eterna continuarão livres, como são desde agora; os que a tiverem recusado serão reprovados no Julgamento Final”.
“Eu faço o que o meu Pai Eterno faz”
30-40
Jesus disse ainda:
“Eu faço o que o meu Pai Eterno faz. Seus princípios são os meus. O que eu faço é certo porque faço a vontade do meu Pai Eterno. A vontade dele é a minha.
Pelos padrões humanos, se eu fosse levado a um tribunal e me defendesse, ninguém me levaria a sério, porque seria meu próprio advogado. Estou tranquilo, porque quem me defende é o meu Pai Eterno. Foi Ele que me enviou ao mundo.
Lembram-se de João Batista, de quem alguns de vocês tanto gostam? Vocês o interrogaram a meu respeito. Ele falou a verdade sobre mim, mas vocês não creram para ser salvos. João Batista era como um farol e vocês gostaram da luz que irradiava, mas logo se afastaram dele. Vocês deviam ter acreditado no que ele disse a meu respeito.
Vocês estão de novo diante da oportunidade de crer no que o meu Pai Eterno diz sobre mim.
Vocês podem alegar que nunca viram o meu Pai Eterno e que não ouviram a sua voz. Vocês não o veem nem o ouvem porque não creem que Ele me enviou a vocês.
Quanto às Escrituras que vocês conhecem e dizem amar como tendo as palavras de valor eterno, a verdade é que vocês se recusam a crer no que elas dizem sobre mim”.
“Eu sou amado pelo meu Pai Eterno e de nada mais preciso”
(João 5.41-44)
Jesus repreendeu os seus ouvintes:
“Vocês ficam esperando elogios humanos. Eu, não! Eu sou amado pelo meu Pai Eterno e de nada mais preciso.
Vocês não têm o amor do Deus Eterno nos seus corações. Se tivessem, certamente saberiam que Ele me enviou e, sem demorar, me receberiam. Enquanto ficarem atrás de pessoas famosas e dos bajuladores, vocês não verão a beleza do Deus Eterno”.
“Se cressem em Moisés, creriam em mim”
(João 5.45-47)
Jesus concluiu:
“Não se preocupem! Não vou acusar vocês diante do meu Pai Eterno. Quem os acusa é Moisés, em quem depositam sua esperança.
Em lugar de crerem em mim, preferem continuar crendo em Moisés, achando que podem ser salvos cumprindo a legislação que ele codificou. Na verdade, nem em Moisés vocês creem. Se cressem nele, creriam em mim. Em Deuteronômio 18.15, Moisés mesmo falou a meu respeito. O problema é que, na verdade, vocês não creem nele. Se não creem nele, também não crerão em mim!”
