cuidados com a saúde e com a higiene
(Levítico 13 a 15)
doenças da pele
Pode ser que uma pessoa que tenha um edema, nódulo ou mancha na pele esteja com uma doença infectocontagiosa.
Por isso, quem estiver com uma doença desse tipo deverá ser levado ao sacerdote Arão ou, quando ele morrer, aos seus sucessores.
Caberá ao sacerdote examinar a pele dessa pessoa; se observar que é grave ao ponto de oferecer risco para o resto da população, ele determinará que o doente não poderá manter contato com outras pessoas até que seja curado.
Se a mancha estiver esbranquiçada, mas não for profunda, o sacerdote determinará um isolamento de sete dias para tratamento.
No sétimo dia do tratamento, o sacerdote reexaminará a pessoa. Se observar que a mancha não se espalhou e a enfermidade não se agravou, o sacerdote prescreverá um tratamento de mais sete dias.
No décimo-quarto dia, o sacerdote fará novo exame. Se a mancha estiver se desfazendo sem se espalhar, o sacerdote declarará que a doença não é grave. A pessoa lavará a sua própria roupa e será considerada apta para o convívio social.
Se a mancha tiver se disseminado, o sacerdote determinará o isolamento dessa pessoa por causa da sua doença, que é contagiosa e precisará ser tratada.
Toda pessoa com doença infectocontagiosa deverá procurar o sacerdote para ser examinada.
Nos casos em que verifi car que a pessoa tem placas, com a pele cheia de pelos esbranquiçados, e apresenta ulcerações abertas no corpo, o sacerdote determinará que a doença contagiosa se tornou incontestavelmente crônica, sem necessidade de novos exames para confi rmação do diagnóstico.
pústulas
Levítico 18-23
Pode ser que uma pessoa tenha uma pústula que cicatrizou, mas depois apareça um inchaço ou uma mancha avermelhada.
Nesse caso, ela precisará ser examinada pelo sacerdote.
Se observar que a placa é profunda e que, em volta dela, os pelos ficaram brancos, o sacerdote declarará que a doença que começou como uma pústula se tornou infectocontagiosa e requer isolamento prolongado para tratamento.
Se, no entanto, não observar pelos brancos nem placa profunda, o sacerdote determinará um tratamento de sete dias.
Se a placa se disseminar pela pele, o sacerdote determinará que a doença é infectocontagiosa e requer isolamento.
Se a mancha não se disseminar, trata-se apenas de uma crosta da pústula; nesse caso, o sacerdote determinará o retorno da pessoa ao convívio social.
queimaduras
Levítico 24-28
Pode ser que uma pessoa sofra uma queimadura e fique com manchas esbranquiçadas ou avermelhadas.
Essa pessoa precisará procurar o sacerdote, que a examinará.
Se observar que os pelos do corpo ficaram esbranquiçados e que a mancha se tornou uma placa que é muito profunda, o sacerdote concluirá que a queimadura evoluiu para uma grave doença infectocontagiosa na pele.
Se, no entanto, após o exame, verificar que não há pelos esbranquiçados nem placas profundas, o sacerdote determinará um isolamento do doente por sete dias.
Se, no sétimo dia, a mancha tiver se disseminado, o sacerdote declarará que a doença se tornou grave e contagiosa, requerendo isolamento.
Se, no final da quarentena, o sacerdote verificar que a mancha não se disseminou e está mais suave, ficará claro que é apenas uma cicatriz da queimadura. A pessoa poderá voltar às suas atividades normais.
micoses
Levítico 29-37
Pode ser que uma pessoa tenha uma ulceração na cabeça ou no queixo.
Nesse caso, ela terá que procurar o sacerdote para ser examinada.
Se a ulceração for muito profunda e a pele ficar amarelada e irregular, ficará claro que se trata de uma micose infectocontagiosa, o que exigirá o isolamento da pessoa.
Se, no exame, verificar que a ulceração não é profunda e a pele não tem pelos amarelecidos, o sacerdote prescreverá um isolamento de sete dias.
No sétimo dia, a pessoa será reexaminada pelo sacerdote. Se a ulceração não for profunda, não tiver se disseminado e os pelos não estiverem amarelecidos, o cabelo da pessoa será rapado com cuidado para não atingir a ferida. A pessoa ficará isolada por mais sete dias.
No décimo-quarto dia, o sacerdote repetirá o exame. Se a ulceração não for profunda, não tiver se disseminado e os pelos não estiverem amarelecidos, a pessoa será considerada curada, devendo apenas lavar as suas roupas para voltar ao convívio social.
Se, no entanto, mesmo depois do período de isolamento, a ulceração tiver se disseminado pela pele, ficará evidente a gravidade dela e o sacerdote não precisará fazer novos exames para declarar que a pessoa está contaminada.
Se o sacerdote verificar que a ulceração cessou e crescerem pelos pretos na cabeça e no queixo, ficará evidente que a pessoa está curada e apta para o convívio social.
manchas brancas
Levítico 38-39
Pode ser que uma pessoa tenha manchas brancas na pele.
Nesse caso, ela deverá ser examinada pelo sacerdote. Se observar que as manchas diminuíram, restando apenas uma pequena mácula residual, ele declarará que a pessoa não está mais doente.
alopecia
Levítico 40-44
Pode ser que os cabelos de um homem caiam.
Isso não deverá ser motivo de preocupação; é apenas alopecia (ou calvície), mesmo se for em toda a cabeça.
Se a calvície for apenas na parte frontal, também não é motivo de preocupação.
No entanto, se na alopecia, completa ou parcial, aparecer uma mancha rosada, deverá ser grande a preocupação, porque se trata de uma doença infectocontagiosa de pele.
Ao examinar um homem nessas condições, o sacerdote atestará a enfermidade e o afastará do convívio social para tratamento.
comportamento em público de quem sofre de doença contagiosa
Levítico 45-46
Portanto, quando uma pessoa tiver uma doença contagiosa de pele, deverá se vestir com roupas rasgadas e não penteará os seus cabelos.
Se estiver perto de outras pessoas, a pessoa contaminada deverá abaixar a cabeça e gritar, com a mão na boca: ‘Contagioso! Contagioso!
Durante todo o tempo da enfermidade, o doente morará sozinho em uma tenda fora da cidade.
cuidados com o mofo na roupa
Levítico 47-59
Pode ser que o mofo atinja a roupa de uma pessoa.
O bolor poderá até atacar todo tipo de roupa e em diferentes partes, mesmo que ela tenha sido feita de couro.
Se verificar que o mofo da sua roupa, mesmo feita de couro, está esverdeado ou avermelhado, a pessoa deverá procurar o sacerdote, que determinará o que deverá ser feito.
Se a roupa estiver mofada, o sacerdote determinará que fique sem ser usada durante sete dias.
Observada a quarentena, o sacerdote fará novo exame. Se o bolor tiver se disseminado pelas várias partes da roupa, ela não poderá ser usada, para que o bolor não contamine outras peças.
O sacerdote determinará que a roupa, feita de tecido, lã, linho ou couro, seja completamente queimada. Esse cuidado evitará que o bolor se espalhe.
Se, após o exame, concluir que o bolor não se espalhou para alguma parte da roupa, o sacerdote mandará que seja lavada e fique sem ser vestida durante mais sete dias.
Decorridos os 14 dias, quando o sacerdote reexaminar a roupa e verificar que o mofo continua, a roupa deverá ser queimada, mesmo que o mofo ainda não tenha se espalhado. A roupa deverá ser queimada, para que o bolor não atinja outras roupas.
Se, após o exame, verificar que a mancha diminuiu depois de devidamente lavada, o sacerdote determinará que a parte contaminada seja rasgada e tirada do resto da roupa, para que continue sendo usada.
Se o bolor continuar em alguma parte da roupa, é certo que a contaminação continua. A roupa terá que ser queimada completamente.
Se a roupa com mofo for lavada e o bolor desaparecer, basta que seja lavada mais uma vez e estará liberada para uso.
Portanto, esses serão os cuidados com relação ao mofo, na roupa ou em qualquer peça de couro.
Caberá ao sacerdote determinar se essas peças estão apropriadas ou não para o uso.
