as consequências da fidelidade e da infidelidade
recordação sobre a fidelidade requerida
Levítico 1-3
Por intermédio de Moisés, o Deus Eterno lembrou os israelitas sobre os benefícios da obediência aos seus mandamentos:
“Não tenham ídolos. Não façam estátuas nem postes sagrados em honra aos deuses. Não gravem imagens nas pedras para adorá-los.
Eu sou o Deus Eterno de vocês.
Observem os períodos de descanso que determinei e se comportem com reverência no meu Tabernáculo”.
benefícios da fidelidade
Levítico 4-13
O Deus Eterno continuou:
“Se vocês fi zerem o que é certo, guardando fi elmente os mandamentos que lhes dei, eu lhes mandarei as chuvas no tempo certo para que colham o que plantaram e tenham o que comer.
Suas safras serão tão fartas e demoradas que vocês ainda estarão colhendo cereais quando chegar a época de novamente colher uvas e estarão colhendo uvas quando chegar o tempo de novamente fazer o plantio da próxima safra.
Haverá comida farta e plena segurança para todos.
Vocês viverão em paz.
Vocês dormirão tranquilos sem nenhum medo.
Vocês não serão atacados por animais perigosos.
Vocês não saberão o que é a guerra em sua própria terra.
Se forem atacados, vocês perseguirão e vencerão os inimigos. Apenas cinco de vocês triunfarão sobre 100 inimigos e 100 de vocês derrotarão 10.000. Eles serão todos eliminados.
Eu abençoarei vocês com muitos fi lhos.
Tudo o que prometi na minha Aliança eu cumprirei.
Vocês colherão tanto em suas lavouras que terão que jogar fora o que colherem para terem onde armazenar a nova safra.
Eu morarei no meu Tabernáculo, colocado no meio de vocês.
Nunca os abandonarei.
Estarei sempre com vocês. Vocês serão o meu povo e eu serei o seu Deus.
Afinal, eu sou o Deus Eterno. Eu libertei vocês do Egito para que não fossem mais escravos lá. Eu fiz de vocês um povo livre, que anda de cabeça erguida”.
consequências da desobediência continuada
Levítico 14-46
O Deus Eterno concluiu:
“Se, no entanto, vocês não derem atenção aos mandamentos que lhes dei, rejeitando as minhas normas e desprezando as minhas recomendações, a ponto de desprezarem os meus ensinos e abandonarem a minha Aliança, arquem com as consequências que experimentarão.
Preparem-se para uma vida dominada pelo medo, pela tristeza e pelo desespero. Vocês perderão a vontade e a alegria de viver.
Vocês plantarão e não colherão, mas os seus adversários ficarão com a safra.
Vocês ficarão com tanto medo dos seus inimigos que correrão deles mesmo quando não estiverem por perto.
Em todos os momentos, vocês poderão se arrepender.
Se não se arrependerem, as consequências dos seus pecados aumentarão cada vez mais.
Eu mesmo acabarei com o poder que tinham e do qual se orgulhavam.
Vocês esperarão pela chuva, mas as nuvens não cairão, deixando o solo totalmente seco. Vocês plantarão em vão. Nada colherão. Nada terão para comer.
Em todos os momentos, vocês poderão mudar de atitude.
Se me derem as coisas e não se converterem, as consequências dos seus pecados se multiplicarão ainda mais.
Vocês serão atacados por animais selvagens, que devorarão os seus filhos, devastarão os seus rebanhos e farão com que as ruas fiquem desertas.
Em todos os momentos, vocês poderão se arrepender.
Se não se corrigirem, terei que ser mais rigoroso com os seus pecados.
Vocês conhecerão os horrores da guerra para que vejam que estão quebrando a minha Aliança.
Vocês se esconderão nas cidades, mas ficarão doentes e sem forças para lutar e acabarão vencidos.
O preço dos alimentos subirá tanto que vocês não conseguirão comprar o suficiente para se satisfazerem.
Se continuarem teimosamente no erro, serei ainda mais rigoroso com os seus pecados.
Vocês serão forçados a praticar o canibalismo, alimentando-se das suas próprias crianças.
Eu mesmo destruirei os seus lugares profanos de culto, derrubarei os seus altares perfumados e, nesses mesmos lugares, eu os eliminarei; os seus cadáveres se misturarão com as estátuas das divindades que vocês adotaram.
Eu os desprezarei completamente. Das suas cidades nem lembrança haverá. Destruirei o Tabernáculo. Rejeitarei os seus cultos.
Eu assolarei tanto a terra de vocês que, quando os seus inimigos chegarem para tomá-la, ficarão horrorizados.
Eu mandarei vocês para o exílio em outras terras, mas eu os perseguirei lá também. A terra de onde saíram continuará assolada, com as suas cidades arruinadas.
Com vocês ausentes, no exílio, finalmente a sua terra descansará tranquila, mas vocês nada verão porque estarão longe. Quando vocês moravam nela, não havia paz por causa dos seus pecados.
Alguns de vocês sobreviverão em terras estranhas, mas, com tanta angústia, que vocês terão medo de tudo e de todos. Bastará o som de uma folha que cai para ficarem agitados, com medo da morte. Os sobreviventes tropeçarão uns nos outros, tanto será o medo, tanta será a fraqueza, mesmo que não sejam atacados. Eles simplesmente não conseguirão reagir.
Os sobreviventes morrerão no exílio. No exílio, os sobreviventes desaparecerão. Nem no exílio eles abandonarão o estilo de vida dos seus antepassados. Nem no exílio eles deixarão de pecar.
Contudo, se os sobreviventes confessarem que pecaram, como pecaram os seus antepassados, admitirem que me foram infiéis, reconhecerem que se tornaram meus inimigos, aceitaram que mereceram o exílio e, finalmente, se humilharem e entenderem que foi justa a punição recebida, eu me manterei fiel à Aliança que celebrei com Jacó e antes com Isaque e bem antes com Abraão.
Isso não quer dizer que a Terra Prometida não experimentará a desolação. Experimentará, mas voltará a sentir alegria porque os seus moradores reconhecerão que, na verdade, arcaram com as consequências dos seus pecados, ao me rejeitarem e abandonarem os meus ensinos.
Quanto aos sobreviventes no exílio, eu não os rejeitarei nem os abandonarei. Jamais os exterminarei. Jamais cancelarei a Aliança que celebrei com eles. Afinal, eu sou o Deus Eterno.
Na verdade, por amá-los, manterei a Aliança que fiz com os seus antepassados, quando os libertei do Egito à vista dos povos e me tornei o Deus deles. Eu sou o Deus Eterno de vocês.
Levem, pois, em conta os compromissos, as normas e os ensinos que lhes ofereci por intermédio de Moisés, no monte Sinai”.
