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Lucas Capítulo 10

OS 70 MISSIONÁRIOS

Lucas 1-20

Além dos 12 apóstolos que enviava em missões, Jesus escolheu uma vez outra equipe especial de missionários. Eram 70, que deveriam ir aonde ele ainda não tinha ido. Eles deviam seguir em duplas para evangelizar de cidade em cidade.

Jesus os instruiu assim, antes de partirem:

“Há muitas coisas para serem feitas e pouca gente para fazê-las. A primeira ação de vocês é orar ao Deus Eterno para que mande mais gente para trabalhar com vocês. Só então partam.

Saibam que vocês são como cordeiros ameaçados pelos lobos.

Vivam com toda a simplicidade. Não levem mochila, nem mala, nem sandálias adicionais. Sigam sempre em frente. Não parem no meio do caminho. Sigam sempre para a próxima cidade.

Quando chegarem, peçam hospedagem numa casa, desejando ‘paz’. Se os seus moradores forem de paz, receberão vocês. Se não forem, saiam dali sem fazer alvoroço, porque vocês são da paz. Se forem bem recebidos, continuem ali, sustentados por eles. Não pensem que estão incomodando; vocês estão trabalhando e precisam se alimentar. Não precisam trocar de casa a cada dia. Nem façam exigências. Vivam como os moradores da casa vivem.

Curem os doentes, libertem os endemoniados e sempre anunciem a suprema verdade às pessoas da cidade: ‘o Evangelho da Graça de Deus chegou a vocês’.

No entanto, quando chegarem a uma cidade e não forem bem recebidos, deixem claro que a responsabilidade é deles. Eles rejeitaram a Graça e arcarão com as consequências de suas decisões. Vocês fizeram o que lhes cabia. Não se sintam culpados. Eles tiveram as oportunidades que, no passado, não tiveram os moradores de Sodoma e Gomorra.

As cidades que me rejeitarem serão como Corazim, Betsaida e Cafarnaum, em torno do mar da Galileia.

Portanto, eu digo:

‘Ai de você, Corazim! Ai de você, Betsaida! Se nas cidades de Tiro e Sidom, que não ficam em Israel, acontecessem os milagres que fiz entre vocês, seus habitantes teriam se arrependido de todo o coração. Com certeza, no Julgamento Final haverá mais rigor para vocês do que para Tiro e Sidom’.

Também digo a você, Cafarnaum: ‘Não se ache a máxima, pensando que o céu está garantido para você. Se não se arrepender, não estaremos juntos na eternidade’.

Quanto a vocês, a quem envio em missão, saibam que quem os ouve está me ouvindo; quem os rejeita está me rejeitando e quem me rejeita está, na verdade, rejeitando o Pai Eterno que me enviou ao mundo”.

Quando voltaram, os 70 estavam cheios de alegria. Eles foram unânimes em seus relatórios a Jesus:

— Mestre, quando usávamos o teu nome, os demônios tremiam diante de nós!

Jesus comentou:

— Enquanto vocês seguiam na missão, eu via Satanás sendo derrotado. O sucesso de vocês não foi devido ao poder de vocês, mas ao meu poder. Foi nesse poder que vocês enfrentaram as adversidades e as inimizades, sem se abalar. Pelo meu poder em vocês, vocês venceram.

ORAÇÃO DE GRATIDÃO

Lucas 21-24

Jesus ficou muito alegre por ver o Espírito Santo em ação. Por isso, fez, então, a seguinte oração:

“Eu te agradeço, ó Pai Eterno, dono do céu e da terra.

Eu te agradeço por mostrares como fazes, não a pessoas cheias de sabedoria humana, mas a pessoas simples, como essas que enviei.

Ó Deus Eterno, que alegria tu me dás”.

Depois, ele se dirigiu aos 70 e explicou:

“Quero que saibam que eu e o Pai Eterno agimos em completa sintonia. Ele me conhece de modo perfeito e eu o conheço de modo perfeito. E agora eu lhes dou o privilégio de também conhecerem o Pai Eterno”.

Um pouco depois, Jesus falou apenas aos 12 apóstolos:

— Vocês são felizes. Agradeçam ao Deus Eterno por verem o que estão vendo. No passado, muitos profetas imaginaram o que vocês estão vendo acontecer. Eles quiseram ouvir o que vocês estão ouvindo, mas não ouviram.

O SAMARITANO COMPASSIVO

Histórias de Jesus

Lucas 25-37

Nesse ponto da conversa, um advogado apareceu e desafiou Jesus com a seguinte pergunta:

— Mestre, quanto a mim, o que devo fazer para receber a vida eterna?

Jesus respondeu:

— O que dizem as Escrituras a esse respeito? Como você as interpreta?

O advogado respondeu:

— Vejo nelas dois grandes mandamentos. O primeiro é: “Ame o Deus Eterno de todo o seu coração, com plena fé, com sinceridade e inteligência”. O segundo é: “Ame o seu próximo como você ama a si mesmo”.

Jesus, então, respondeu:

— Parabéns, pela resposta correta! Agora, basta você praticar o que já sabe.

O advogado ponderou com uma nova pergunta:

— Mestre, farei isso, desde que me digas quem é o meu próximo?

Jesus respondeu, contando uma história:

“Era uma vez um homem que estava indo de Jerusalém para Jericó.

No caminho, foi vítima de um assalto. Eles levaram tudo o que puderam, inclusive as roupas. E ali o deixaram, muito machucado, quase morto.

Pouco depois, pela mesma estrada passou um ministro religioso, que servia em Jerusalém, mas ele fez de conta que não notou a vítima no chão e seguiu a sua viagem.

Logo depois, passou um cantor de músicas sacras do Templo de Jerusalém. Ele fez o mesmo e não socorreu o ferido.

Por fim, apareceu um viajante que, embora fosse digno, era desprezado e detestado por ser um estrangeiro natural da Samaria. Ele chegou perto do homem, encheu-se de compaixão por aquele desconhecido, socorreu-o e limpou as suas feridas com os remédios que carregava para alguma emergência. Depois, com muito cuidado, colocou o ferido sobre o seu cavalo e seguiu a pé ao seu lado até encontrar um hospital. Ele fez companhia ao desconhecido, a quem não conhecia. Quando precisou seguir a sua viagem, pagou a conta e se responsabilizou em pagar por todos os procedimentos que ainda seriam realizados, prometendo acertar tudo quando retornasse àquele local”.

Depois de contar essa história, Jesus perguntou ao advogado:

— Agora, diga: qual dos três agiu como sendo o “próximo” do homem que foi assaltado?

O advogado não teve dúvidas:

— É claro que foi o que agiu com compaixão diante do desconhecido.

Então, Jesus disse:

— Perfeito! Faça, então, o mesmo.

A VISITA ÀS IRMÃS MARTA E MARIA

Lucas 38-42

Nessa viagem para Jerusalém, Jesus entrou em Betânia do Oeste.

Ele se hospedou na casa de duas irmãs. Seus nomes eram Marta e Maria.

Maria passava o tempo sentada, ouvindo Jesus falar.

Enquanto isso, Marta corria de um lado para o outro, fazendo as coisas da casa.

Marta ficou incomodada com a atitude de Maria e reclamou com Jesus:

— Mestre, não estás vendo que minha irmã não se movimenta e deixa tudo por minha conta. Fala para ela vir me ajudar.

Jesus, porém, lhe respondeu:

— Ó Marta! Você está estressada e ocupada com as muitas coisas que faz. Marta, você precisa fazer apenas o que é importante. Maria escolheu o que é importante. É por essa razão que não vou pedir a ela para ajudar você agora.