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Lucas Capítulo 19

ZAQUEU

Lucas 1-10

Jesus, então, entrou em Jericó.

Quando atravessava a cidade, Zaqueu, que era inspetor-chefe da Coletoria de Impostos da região, desejou vê-lo. Ele não era bem-aceito na cidade, porque cobrava impostos para o Império Romano.

Como era baixinho demais para enxergar Jesus no meio da multidão que se formava, Zaqueu correu na frente e subiu numa árvore comum naquela região, para ver Jesus passar.

Quando chegou perto dos galhos da figueira onde o inspetor-chefe estava, Jesus olhou para ele e disse:

— Ô, Zaqueu! Desça logo daí, porque estou indo à sua casa para passar a noite lá.

Zaqueu lançou-se rápido da árvore e conduziu Jesus até onde morava.

Foi um escândalo! Como Jesus ousava ficar na casa de uma pessoa tão desprezível, que traía seus próprios irmãos?

Na hora do jantar, Zaqueu tomou a palavra e disse:

— Mestre, aqui estou, pronto para distribuir a metade de todos os meus bens entre os pobres. Se alguém provar que foi roubado por mim, eu devolverei o valor multiplicado por quatro.

Jesus, então, disse a Zaqueu:

— Hoje o Evangelho da Graça de Deus chegou à sua casa. Agora você é um filho do Deus Eterno. Eu vim buscar e salvar os que estavam perdidos. Eu o encontrei e você foi salvo.

OS TRÊS GERENTES FINANCEIROS

Histórias de Jesus

Lucas 11-27

Estando ainda no jantar na casa de Zaqueu, em Jericó, a caminho de Jerusalém, Jesus percebeu a expectativa dos seus apóstolos, de que algo extraordinário estava para acontecer. Por isso, ele contou uma história:

“Era uma vez um político de carreira que foi nomeado para governar uma região distante.

Antes de partir, o político chamou três gestores próximos e os encarregou de gerir alguns dos seus investimentos financeiros. Ele foi bem claro:

— Enquanto eu estiver fora, multipliquem meus investimentos.

Cada um recebeu o mesmo valor para cuidar.

Assim que ele viajou, a população local, que o odiava, começou a protestar contra ele. Alguns emissários foram enviados ao governo central, levando a seguinte reivindicação.

— Não queremos esse político como o nosso governador.

O pedido não foi levado em conta e, algum tempo depois, o político retornou de sua missão. Sem muito demorar, chamou os gestores que escolhera para administrar os seus investimentos e apresentassem os relatórios dos ganhos obtidos.

O primeiro deles projetou num telão um gráfico gerencial com o resumo de suas aplicações:

— Chefe, multipliquei por dez o teu dinheiro.

O empresário o elogiou:

— Excelente! Excelente! Deixei pouco, mas você trabalhou bem. Parabéns! Vou colocar você como gestor de dez empresas minhas.

Quando se apresentou, o segundo gestor lhe entregou um relatório impresso com o extrato dos resultados obtidos:

— Chefe, veja aqui! Consegui multiplicar por cinco o que me confiaste.

O empresário disse:

— Excelente! Você vai dirigir cinco das minhas empresas.

Então, chegou o terceiro gestor, que lhe deu ciência verbalmente do que fizera:

— Bem, chefe, devolvo intato o que me deste. Eu guardei o teu dinheiro em minha própria conta-corrente. Fiquei com medo de investir errado e decidi não o aplicar. Sei que és exigente, implacável e ambicioso.

O político ficou furioso:

— Então, você não trabalhou e a culpa é minha? Se eu sou quem você diz, por que, pelo menos, não aplicou meu dinheiro num Fundo de Investimento? Se o fizesse, eu receberia meu dinheiro de volta com juros e alguma valorização. Seria pouco, mas seria melhor do que nada.

Em seguida, determinou a outros funcionários:

— Peguem o dinheiro que está com ele e entreguem ao que multiplicou meus investimentos por dez.

Eles não entenderam:

— Chefe, ele já administra dinheiro demais!

O político respondeu:

— É assim na vida, meus amigos! Quem tem receberá ainda mais. Quem não tem perderá tudo.

Por último, o chefe deu a seguinte ordem:

— Lembram-se daqueles que protestaram contra mim, quando parti? Vão atrás deles, prendam-nos, para que paguem pela injustiça com que me trataram”.

Os últimos dias em Jerusalém

(Lucas 19.28 a 24.53)

PREPARATIVOS PARA A ENTRADA EM JERUSALÉM

Jerusalém, domingo, 29 de março de 33

Lucas 28-35

Jesus retomou sua viagem para Jerusalém.

A comitiva estava bem perto da entrada de Betfagé e Betânia do Oeste, cidades localizadas na base do monte das Oliveiras, em Jerusalém. Jesus, então, enviou dois de seus apóstolos até Jerusalém, com a seguinte tarefa:

— Preciso que entrem na cidade mais próxima. Quando chegarem lá, encontrarão um jumentinho que nunca foi montado; soltem-no da corda e o tragam aqui.

Um de seus apóstolos perguntou:

— Mestre, e se alguém perguntar por que estamos fazendo isso?

Jesus lhe respondeu:

— Digam apenas: “O nosso mestre precisa dele”.

Os dois fizeram segundo as palavras de Jesus. Aconteceu exatamente o que Jesus dissera que aconteceria.

Assim, quando estavam soltando o jumentinho, apareceu o seu dono, que lhes perguntou:

— Epa! Por que vão levar o jumentinho? Ele me pertence.

Um dos apóstolos respondeu:

— O nosso mestre precisa dele.

O dono do animal não se opôs e eles pegaram o jumentinho. Quando chegaram onde Jesus estava, selaram o animal e ajudaram Jesus a montá-lo.

A ACLAMAÇÃO A CAMINHO DE JERUSALÉM

Lucas 36-40

Ao vê-lo, as pessoas estendiam suas roupas pela estrada formando um tapete, reverenciando-o como a um rei.

Jesus alcançou o alto do monte das Oliveiras. Enquanto descia, em direção à área do Templo, as pessoas se aproximavam e ficavam eufóricas diante de tudo o que tinham visto ele fazer. Vibrantes, cantavam bem alto muitas músicas, repetindo sempre um dos salmos:

Elas cantavam também a música que os anjos entoaram quando Jesus nasceu:

“Ao Deus Eterno exaltamos no céu”.

Entre os que seguiam Jesus pelas ruas de Jerusalém, alguns eram fariseus. Eles reclamaram das palavras do povo:

— Mestre, corrija essa gente para que não fale essas coisas.

Jesus, porém, respondeu:

— Isso é impossível! Se eles se calarem, as pedras gritarão.

ADVERTÊNCIA SOBRE O FUTURO DE JERUSALÉM

Jerusalém, segunda-feira, 30 de março de 33

Lucas 41-44

Tendo entrado em Jerusalém, Jesus olhou para a cidade e chorou. Então, proferiu este lamento:

“Aqui estou para trazer a paz, ó Jerusalém, mas você não a quer. Saiba que virá o tempo em que você será cercada por todos os lados. Os invasores destruirão você e matarão seus habitantes. Você se tornará uma grande ruína de pedras, porque não reconheceu o Cristo quando ele chegou”.

A PURIFICAÇÃO DO TEMPLO

Jerusalém, terça-feira, 31 de março de 33

Lucas 45-48

Então, Jesus chegou ao Templo.

Para muitos, não passava de um mercado como outro qualquer.

Jesus expulsou os comerciantes, citando o seguinte trecho de Isaías:

“Minha Casa será uma Casa de Oração”.

(Isaías 56.7)

Ele também citou outro trecho das Escrituras, agora de Jeremias:

“Vocês fizeram da minha Casa um espaço livre para os salteadores”.

(Jeremias 7.11)

Depois da purificação do Templo, Jesus ensinava a todos por lá.

Todos os dias, ele ia até lá.

Os sacerdotes principais, os teólogos e os dirigentes do Templo queriam matá-lo, mas não viam como fazer isso, porque todos os que o ouviam ficavam cativados por ele.