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Lucas Capítulo 2

Belém, ano 5 antes da Era Cristã

Viagem do casal Maria e José

Lucas 1-7

César Augusto, Imperador romano de 27 antes da Era Cristã a 14 já na Era Cristã, determinou que toda a população do Império fosse recenseada.

Por ocasião desse recenseamento, que foi o primeiro, Públio Quirino governava a região que os romanos chamavam de província da Síria e que incluía o território de Israel.

Assim, no território de Israel, todas as pessoas tinham que retornar à cidade em que nasceram e ali se alistar. Por isso, como outros fizeram, José saiu de Nazaré, na Galileia, e foi para Belém, também conhecida como “cidade de Davi”, distantes uns 150 km entre si. José, que era descendente do rei Davi, levou consigo a sua esposa, Maria, que estava grávida.

Algum tempo depois de chegarem a Belém, chegou a hora de o bebê nascer. Como a cidade estava superlotada devido ao alistamento obrigatório, encontrava-se ocupado o quarto de hóspedes, que ficava no segundo pavimento da casa em que estavam. Por isso, Maria teve que dar à luz ao seu primeiro filho no andar térreo.

Tendo nascido o bebê, ela vestiu o menino e o colocou na manjedoura onde geralmente os animais se alimentavam.

A notícia do nascimento de Jesus

Lucas 8-20

Em Belém, havia uma região de pastagem, onde os pastores moravam para cuidar dos rebanhos, dia e noite.

Na noite do nascimento de Jesus, um anjo apareceu a esses pastores. Eles viram o brilho da presença do Deus Eterno e ficaram com medo.

Contudo, o anjo lhes disse palavras animadoras:

— Não fiquem com medo! Eu vim até vocês para dar uma notícia que deixará o povo muito alegre.

Os pastores aumentaram a sua atenção e ouviram o anjo dizer ainda:

— Saibam todos que hoje, em Belém, que vocês chamam de “cidade de Davi”, nasceu o Salvador. Ele é o Cristo! Ele é o próprio Deus!

E antes que os pastores perguntassem como o encontrar, o anjo completou:

— Em Belém, vocês encontrarão um menino de fraldas. Ele estará deitado numa manjedoura.

Tendo ele acabado de falar, surgiu ao seu lado um coro formado de anjos, louvando a Deus com a seguinte canção:

“Ao Deus Eterno exaltamos no céu,

Para que haja paz no mundo entre os homens,

Aos quais Ele profundamente ama”.

Quando os anjos voltaram para o céu, os pastores decidiram:

— Vamos já a Belém! Precisamos ver o que o Deus Eterno nos acaba de contar.

Eles foram correndo.

Quando chegaram, encontraram a casa onde Maria e José estavam hospedados. O menino estava deitado na manjedoura.

Quando contaram sobre o encontro com os anjos, todos ficaram admirados. Maria, porém, guardou todas essas coisas no coração, refletindo sobre o seu significado.

Em seguida, os pastores foram embora, agradecendo e louvando o Deus Eterno por tudo o que tinham ouvido e visto, sem nada esquecerem.

A circuncisão em Belém

Lucas 21

Quando o menino completou oito dias, seus pais providenciaram para que fosse circuncidado em Belém e recebesse o nome de “Jesus”.

A consagração em Jerusalém

Lucas 22-24

A legislação judaica, fixada por Moisés, estabelecia que a mãe, quando terminasse o seu período de resguardo de 40 dias, devia ir ao Templo de Jerusalém para a Cerimônia da Consagração.

Eis o que está escrito a esse respeito em Êxodo 13.2:

“Todo filho mais velho deve ser consagrado ao Deus Eterno”.

Também está determinado em Levítico 12.8 que, no caso de uma família pobre, na Festa da Consagração, os pais podiam oferecer ou um casal de rolinhas ou dois pombinhos.

José e Maria fizeram tudo isso no Templo em Jerusalém, seguindo à risca o que mandava a legislação em vigor, desde o tempo de Moisés.

A oração de Simeão, em Jerusalém

Lucas 25-35

Entre os habitantes de Jerusalém, havia um que se destacava. Era Simeão. Ele era íntegro e fiel ao Deus Eterno. Simeão tinha certeza de que o Cristo (“Messias”, em hebraico) viria e por ele esperava. Simeão tinha intimidade com o Espírito Santo, que garantiu que ele não morreria antes que o Cristo chegasse.

Certa vez, inspirado pelo Espírito Santo, Simeão foi ao Templo. Ele estava lá quando Maria e José chegaram com Jesus para as cerimônias previstas na legislação para quando uma criança nascesse.

Simeão pegou Jesus no colo e exaltou ao Deus Eterno, orando assim:

  • "Ó Deus Eterno, eu já posso morrer.

  • A tua Palavra se cumpriu.

  • Com os meus próprios olhos

  • Eu vi a tua salvação,

  • Preparada por ti para iluminar toda a humanidade,

  • A qual alcançarás por intermédio de nossa nação".

Os pais ficaram entusiasmados com o que ouviram a respeito do seu filho.

Em seguida, Simeão abençoou a família de José com as seguintes palavras:

— O menino de vocês trará, ao mesmo tempo, alegria e tristeza. Ele abençoará a muitos, mas denunciará a maldade de muitos também. Não haverá unanimidade em torno dele. Muitos não o aceitarão, mas será assim que o Deus Eterno julgará os corações.

Depois, olhou para a mãe de Jesus e disse:

— Maria, quando vir o que farão com ele, você sofrerá muito.

A gratidão de Ana, em Jerusalém

Lucas 36-38

Em Jerusalém vivia também uma mulher chamada Ana. Seu pai, Fanuel, era da tribo de Aser. Ela era profetisa. Tendo ficado viúva no sétimo ano do seu casamento, nunca mais voltou a se casar. Quando a família de Jesus foi ao Templo para a consagração, ela estava com 84 anos de idade.

Ela fez do Templo a sua casa e ali passava todo o seu tempo, jejuando e orando.

Ana entrou na área do altar enquanto Jesus estava sendo consagrado. Tendo visto o que viu, ela não parava de agradecer ao Deus Eterno e de anunciar diante de todos que Jesus era o Cristo que o povo de Israel esperava.

A infância

Lucas 39-40

Assim, a família de Jesus cumpriu todas as instruções estabelecidas na legislação de Israel.

Depois de um período escondidos no Egito, os três voltaram para Nazaré, sua cidade natal, na Galileia.

Ali o menino cresceu e se fortaleceu, física e intelectualmente, sob os cuidados do Deus Eterno.

A primeira páscoa

Jerusalém, 29 de abril de 9

Lucas 41-52

Alguns anos se passaram.

Era um hábito da família de Jesus viajar de Nazaré a Jerusalém para participar da Festa da Páscoa.

Foi o que aconteceu também quando Jesus completou 12 anos de idade.

Quando o período de oito dias da festa acabou, todos os peregrinos voltaram para suas cidades.

Durante a viagem de retorno, José e Maria não perceberam de imediato que Jesus não seguia com eles. Depois que notaram, acharam que estivesse misturado com os outros peregrinos da caravana, todos parentes ou amigos, e continuaram a viagem. Só no segundo dia, preocupados, começaram a procurar por ele.

Em sua busca, acabaram voltando a Jerusalém. E então o encontraram, três dias depois de terem sentido a sua falta. Ele estava no Templo, numa classe de estudo bíblico. Como bom aluno, ele ouvia o que os professores diziam, fazia perguntas e debatia com os mestres. Suas respostas inteligentes deixaram a todos maravilhados. Quando José e Maria o encontraram, ficaram muito felizes.

Sua mãe, no entanto, perguntou:

— Menino, por que você fez isso com a gente? Eu e seu pai estávamos desesperados atrás de você.

Jesus deu uma resposta surpreendente:

— Vocês me procuravam por quê? Meus queridos, vocês deviam saber que eu precisava ficar um pouco mais na Casa do meu Pai Eterno.

Seus pais não compreenderam o que ele quis dizer, mas ficou tudo bem.

Jesus retornou para Nazaré com os seus pais, aos quais obedecia integralmente. Maria não esqueceu nenhum desses momentos.

Jesus continuou crescendo física, intelectual e espiritualmente. Todos os que o conheciam eram testemunhas do seu desenvolvimento.