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Lucas Capítulo 20

A AUTORIDADE DE JESUS

Lucas 1-8

Enquanto ensinava e evangelizava, Jesus era procurado. Algumas delegações foram ao encontro dele. A primeira era formada pelos principais sacerdotes, teólogos e dirigentes religiosos de Israel.

Eles o questionaram. Um deles lhe pediu explicações:

— Queremos saber que tipo de coisa você anda ensinando aqui?

Outro continuou a interpelá-lo:

— Queremos saber também quem o autorizou a fazer o que você está fazendo?

Jesus respondeu com outra pergunta:

— Também vou fazer uma pergunta. Se me responderem, eu também responderei. A pergunta é a seguinte: “o batismo de João Batista tinha origem divina ou era coisa humana?”

Eles começaram a discutir entre si para ver qual resposta dariam.

Um disse ao grupo:

— Se dissermos que o batismo de João Batista tinha origem divina, ele nos perguntará: “Então, por que vocês não acreditaram em João Batista?”.

Outro acrescentou o seguinte comentário:

— Certo, mas se dissermos que o batismo de João Batista era uma coisa humana, o povo fi cará contra nós e jogará pedra na gente. Todo mundo considerava João Batista como um profeta.

Então, o líder deles disse a Jesus:

— Não sabemos.

Diante dessa resposta, Jesus disse:

— Estamos quites. Não tenho motivo para dizer a vocês de onde vem a minha autoridade para fazer o que faço.

O FAZENDEIRO E OS MEEIROS

Histórias de Jesus

Lucas 9-19

Jesus, então, contou a todos a seguinte história:

“Era uma vez um fazendeiro que precisou viajar para longe.

Ele arrendou a sua propriedade para alguns meeiros (que eram agricultores que trabalhavam por um percentual da colheita).

Em seguida, seguiu para a sua viagem.

Quando chegou a época da colheita, o fazendeiro enviou um dos seus funcionários para cobrar os meeiros. Em lugar de entregar o que fora combinado, os meeiros pegaram o funcionário, espancaram-no e o expulsaram sem nada lhe dar para levar.

Sabendo disso, o fazendeiro mandou outro funcionário. De novo, os meeiros espancaram e xingaram o funcionário e nada lhe deram.

O fazendeiro enviou, então, o terceiro funcionário. Os meeiros o feriram e o expulsaram, também sem nada lhe dar para levar.

Para resolver o problema, o fazendeiro decidiu enviar o seu filho preferido, imaginando que ele, sim, seria respeitado. Quando o viram chegar na fazenda, os meeiros se reuniram e chegaram à seguinte conclusão: ‘Opa! Chegou o herdeiro desta terra. Vamos pegá-lo e matá-lo. Assim, ficaremos com a herança dele para nós’.

E, assim, numa emboscada fora da propriedade, eles o mataram”.

Em seguida, Jesus perguntou:

— O que vocês acham que o fazendeiro fará? Certamente, virá ele mesmo e matará os meeiros assassinos e arrendará a fazenda para outros.

Os ouvintes reagiram:

— Ó não! Isso não pode acontecer!

Jesus respondeu:

“Lembremos o que disse o poeta no Salmo 118.22:

  • ‘Foi graças ao rejeitado

  • Que veio para todos a salvação’.

Eu digo agora o que significa essa profecia. Eu sou o rejeitado que traz a salvação. O Evangelho da Graça chegou a vocês. A oportunidade de vocês está passando e o Evangelho será entregue às pessoas que o aceitam e o levam adiante”.

Os teólogos e os principais sacerdotes logo entenderam que Jesus falava contra eles. Então, procuravam um jeito de prender Jesus, embora tivessem medo da reação do povo.

A LEGITIMIDADE DOS IMPOSTOS

Lucas 20-26

Os dirigentes religiosos mudaram a estratégia. Eles decidiram vigiar Jesus. Para tanto, infiltraram espiões pagos, que se passavam por seguidores de Jesus. Esperavam por alguma palavra que ele dissesse e pela qual pudessem denunciá-lo ao governador Pôncio Pilatos.

Com a intenção de o flagrar em qualquer delito, alguns desses espiões testaram Jesus:

— Mestre, temos apreciado seus ensinos. Temos visto que da sua boca só sai a verdade. Notamos ainda que você não segue pensamentos de homens, porque só prega a verdade que está nas Escrituras Sagradas. Em função disso, temos uma questão que precisamos que nos esclareça: “Nós, como judeus, devemos pagar o imposto exigido pelo Imperador romano? Sim ou não?”

Jesus percebeu a armadilha. Por isso, disse:

— Mostrem-me uma moeda, dessas que vocês usam nos seus negócios.

Quando eles mostraram a moeda, Jesus perguntou:

— Que imagem e que nome estão gravados nela?

Eles responderam:

— É do Imperador.

Jesus, então, disse:

— Entreguem ao Imperador o que é do Imperador e a Deus o que é de Deus.

Diante dessa resposta, nesse e em outros casos, eles não conseguiram colocar Jesus contra o povo. Assim, os membros dessa delegação se retiraram calados.

A REJEIÇÃO DOS SADUCEUS À RESSURREIÇÃO

Lucas 27-40

Havia em Israel um grupo religioso formado pelos saduceus. Eles não aceitavam a possibilidade da ressurreição.

Os saduceus vieram numa delegação.

Eles se aproximaram de Jesus e propuseram uma questão:

— Mestre, lemos nas nossas Escrituras as instruções sobre o que deve acontecer quando morre o marido de uma mulher. Está escrito que o irmão mais velho dele é obrigado a se casar com a viúva para que o morto tenha filhos, os quais serão os seus herdeiros. Certo?

Eles continuaram:

— O caso para o qual aguardamos a sua solução é o seguinte: numa família havia sete irmãos. O primeiro se casou e morreu sem deixar filhos. O segundo e depois o terceiro se casaram com a mesma viúva, mas também morreram sem deixar herdeiros. E assim foi até o sétimo irmão. Todos morreram sem ter filhos. Por último, a viúva também morreu. A pergunta é esta: quando acontecer a ressurreição, de quem a viúva será a esposa, já que os sete irmãos se casaram com ela?

Sem demorar, Jesus respondeu:

“Vocês não entendem nada mesmo! Aqui no mundo as pessoas se casam. Esta é a realidade daqui. Só que no céu será diferente: os que forem salvos, tiverem ressuscitado e viverem lá não se casarão, nem se preocuparão com essas coisas. Lá, eles nunca mais morrerão. Os salvos serão iguais aos anjos, como herdeiros do Deus Eterno. Afinal, os salvos já terão passado pela experiência da ressurreição”.

Jesus acrescentou:

“O Moisés que vocês tanto admiram cria na ressurreição. Quando notou a sarça ardente, ele entendeu que o Deus Eterno era o mesmo Deus dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. Portanto, o Deus Eterno não é Deus de mortos, mas de vivos. Para Ele, todos esses patriarcas vivem e estão com Ele no céu”.

Alguns dos teólogos, que estavam por perto assistindo, ficaram admirados com a resposta dada por Jesus aos saduceus.

Um deles exclamou, satisfeito:

— Gostei da resposta, mestre!

E ninguém mais teve coragem de fazer qualquer pergunta.

O MAU USO DO CONHECIMENTO

Lucas 41-47

Jesus, porém, disse:

“Eu afirmo que o Ungido (ou “Cristo”) é descendente do rei Davi e, ao mesmo tempo, o enviado pelo Deus Eterno ao mundo. Num dos salmos do próprio Davi, lemos:

  • ‘O Deus Eterno disse ao Ungido:

  • Sente-se ao meu lado

  • Até que eu derrote

  • Todos os seus opositores’.

  • (Salmo 110.1)

Em outras palavras, o Cristo não é apenas descendente do rei Davi. Ele é eternamente Deus também”.

Depois, Jesus continuou:

“Cuidado com esses teólogos que não sabem interpretar as Escrituras.

Eles gostam de se exibir com suas roupas solenes. Gostam de ser reconhecidos. Sentam-se nos lugares de destaque nos templos. Ficam ao lado do anfitrião nas festas.

Usam o conhecimento que imaginam ter para explorar as viúvas, sempre usando pomposamente o nome do Deus Eterno. Eles pagarão caro por essas maldades”.