TRABALHO NO SÁBADO
Lucas 1-5
Em Israel, a legislação religiosa dos judeus proibia qualquer tipo de trabalho no sábado.
Num sábado em que Jesus passava por uma fazenda de cevada, os apóstolos começaram a colher e a comer espigas, separando os grãos com as mãos.
Os fariseus os questionaram:
— Ei! Isso não é permitido no sábado! Por que vocês estão infringindo a nossa legislação?
Jesus defendeu seus apóstolos:
— Vocês realmente conhecem as Escrituras? Se as conhecessem, saberiam o que o rei Davi fez. Ele e seus companheiros estavam com fome. Ele entrou na Cabana sagrada, pegou, comeu e repartiu com seus companheiros os pães consagrados, que só os sacerdotes podiam comer. Não foi assim?
E concluiu:
— Eu sou maior que o sábado.
A CURA DE UM HOMEM COM A MÃO ATROFIADA
Lucas 6-11
Foi também num sábado que outro episódio similar ocorreu.
Jesus estava ensinando na sinagoga de Cafarnaum. Um dos presentes tinha a mão direita totalmente atrofiada.
Os teólogos e os fariseus estavam de olho em Jesus, para ver se ele faria alguma cura no sábado, de modo que o pudessem acusar de desobedecer à legislação.
Jesus, mesmo sabendo o que muitos ali pensavam, chamou o homem para o centro do salão, com as seguintes palavras:
— Ei, você! Levante-se e venha para a frente, para que todos o vejam!
Ele se levantou e se aproximou.
Jesus falou aos ali presentes:
— Tenho uma pergunta para fazer a vocês: no sábado, nós estamos livres para fazer o bem ou só estamos impedidos de fazer o mal?
Em seguida, foi mais direto:
— No sábado, podemos salvar uma vida ou temos que deixar que a pessoa morra?
Então, Jesus disse ao homem:
— Estenda a sua mão.
O homem estendeu a mão atrofiada, a qual ficou completamente restaurada.
Esse milagre despertou a fúria dos fariseus e teólogos, que começaram a bolar um plano para matar Jesus.
OS 12 APÓSTOLOS DE JESUS
Lucas 12-16
Como era seu costume, Jesus se retirou mais uma vez para um monte perto do mar da Galileia para orar. Ali passou a noite diante do Deus Eterno em oração.
Quando amanheceu, ele chamou os seguidores que o acompanhavam e, dentre eles, formou uma equipe com apenas 12 integrantes, aos quais chamou de “apóstolos”.
Eis os nomes deles:
Simão Pedro e seu irmão André
Os irmãos Tiago, o Maior, e João (filhos de Zebedeu)
Filipe e Bartolomeu (que era conhecido também como Nataniel)
Mateus (conhecido também como Levi) e Tomé
Tiago, o Pequeno (que era filho de Alfeu) e Simão (cujo apelido era Nacionalista)
Judas Tadeu (filho de um outro Tiago), e
Judas Iscariotes (o futuro traidor).
O INTERESSE FORA DA GALILEIA
Lucas 17-19
Depois dessa escolha, Jesus desceu do monte e parou num lugar plano, perto do mar da Galileia.
Ali já estavam outros seguidores e muitas pessoas, vindas também da Judeia, de Jerusalém e das cidades mediterrâneas de Tiro e Sidom (no que seria depois o Líbano). Todos queriam ouvir Jesus ensinar. Muitos queriam ainda ficar livres de suas enfermidades.
Ele pregou e curou, libertando os que eram atormentados pelos demônios.
Todos procuravam tocar em Jesus. Ele tinha poder para curar e curava a todos.
A FELICIDADE
Lucas 20-26
Diante daquela gente toda, olhando para as pessoas, Jesus as abençoou com as seguintes palavras:
“Vocês, pobres, são felizes, porque a Graça do Deus Eterno os abençoa.
Vocês que agora passam fome são felizes, porque serão alimentados.
Vocês que agora choram são felizes, porque terão motivos para rir.
Vocês que têm sido odiados, expulsos das cidades, caluniados e rejeitados como indignos são felizes por me seguirem. Fizeram assim com os profetas do passado. Chegará o dia em que vocês se alegrarão com a recompensa que receberão no céu”.
Ele disse ainda:
“Lamento pelos que agora são ricos. No futuro, eles estarão em perigo, porque sua riqueza para nada valerá.
Lamento pelos que agora vivem com fartura em tudo. No futuro, eles estarão em perigo, porque a fome os alcançará.
Lamento pelos que agora festejam sem parar. No futuro, eles estarão em perigo, porque é artificial a alegria das festas de que participam.
Lamento pelos que agora são sempre elogiados. No futuro, eles estarão em perigo, porque no passado seus ancestrais elogiaram os falsos profetas”.
O AMOR
Lucas 27-36
Jesus continuou:
“Minhas palavras são diferentes das que têm ouvido.
Amem os seus inimigos e procurem fazer o bem aos que têm raiva de vocês.
Abençoem os que querem o mal de vocês.
Orem pelos que maltratam vocês.
Jamais reajam com violência à violência que sofrerem.
Quando alguém pedir alguma coisa, não se omitam.
Quando alguém precisar de alguma coisa, não emprestem; doem generosamente.
Em tudo, façam aos outros tudo aquilo que gostariam que fizessem com vocês.
Todos amam os que os amam. Não há virtude nisso. Até os malfeitores amam os que os amam.
Que virtude há em fazer o bem só para os amigos? Nenhuma! Todo mundo age desse modo.
Que virtude há em emprestar para depois receber? Nenhuma! Até os malfeitores agem desse modo, certos de que terão de volta o que investiram.
Amem os seus inimigos, façam sempre o bem e doem sem esperar nada em troca. A recompensa virá do Deus Eterno, que os considerará como seus filhos queridos. Sigam o modelo do Altíssimo Deus Eterno, que é bondoso com os bons e igualmente bondoso com os ingratos e perversos.
Tratem-se uns aos outros com ternura, assim como o Pai Eterno é cheio de ternura com vocês”.
AS CRÍTICAS
Lucas 37-38
Jesus falou ainda:
“Não fiquem procurando defeitos nos outros, que é uma atitude muito comum nas pessoas.
Se vocês forem bondosos nas suas palavras sobre os outros, estejam certos que serão bondosas as palavras que eles falarão sobre vocês.
Não sejam excessivamente críticos dos outros, para que o clima seja de compreensão, não de condenação.
Doem e receberão; sim, vocês receberão em dobro, do bom e do melhor, se a generosidade for o estilo de vida que adotarem”.
DIVERSAS COMPARAÇÕES
Lucas 39-49
Em seguida, Jesus fez algumas comparações para tornar ainda mais clara a sua mensagem.
Na primeira comparação, Jesus perguntou:
“Vocês acham que um cego pode conduzir outro cego? É lógico que os dois cairão num buraco”.
Na segunda comparação, Jesus afirmou:
“O aluno não sabe mais que o seu professor. Quem é realmente inteligente presta atenção ao que o seu professor ensina”.
Na terceira comparação, Jesus começou com uma pergunta:
“Por que vocês se apressam em corrigir os erros dos outros, se vocês têm seguido pelo mesmo caminho? Não adianta se oferecerem para ajudar o outro a se livrar do erro, se vocês cometem o mesmo erro regularmente. Parem de hipocrisia. Ponham em ordem primeiro a sua própria vida antes de quererem corrigir a vida dos seus amigos”.
Na quarta comparação, Jesus trouxe um exemplo da agricultura:
“Uma árvore frutífera, se for saudável, dará bons frutos, mas a árvore cheia de bicho não dará frutos bons. O valor da árvore frutífera vem do que ela produz. Não nasce figo na grama. Não há uva na roseira.
Na verdade, uma pessoa boa tira o que é bom do seu coração, assim como uma pessoa má só produz maldade. Se o coração é bom, coisas boas saem dele”.
Jesus fez ainda outra comparação:
“Sei que muitos consideram que eu sou o Cristo que haveria de vir. Que adianta, se eles não seguem os meus ensinos?
Eu me alegro com todos aqueles que me procuram, ouvem-me e procuram praticar o que tenho ensinado.
Eu os comparo a alguém que, para construir a sua casa, cavou até encontrar a rocha e sobre ela fincou as fundações. Essa casa bem construída resistiu à enxurrada e permaneceu firme e segura.
Bem diferentemente, aqueles que me ouvem, mas não praticam, são como alguém que construiu a sua casa sobre a superfície sem fazer as devidas fundações. Quando a enchente chegou, a casa desabou, com terríveis consequências para os seus moradores”.
