A CURA DE UM FUNCIONÁRIO DO CAPITÃO DE CAFARNAUM
Lucas 1-10
Depois de ensinar todas essas coisas, às margens do mar da Galileia, Jesus entrou na cidade de Cafarnaum.
Estava doente um empregado que trabalhava na casa do capitão romano, encarregado da segurança da cidade. O funcionário era apreciado pelo militar para quem trabalhava.
Sabendo do que Jesus fazia, o comandante pediu a alguns amigos judeus que o procurassem e o trouxessem para curar o seu funcionário.
Esses amigos judeus, líderes espirituais em Cafarnaum, foram falar com Jesus:
— Por favor, venha ajudar o capitão. Ele é nosso amigo. Ele gosta tanto de nós que mandou construir a nossa sinagoga.
Jesus concordou.
Perto de chegar, Jesus foi recebido por outros amigos do capitão, que lhe transmitiram um recado:
— Nosso amigo manda dizer o seguinte: “Não te incomodes comigo. Não sou digno de te receber em minha casa. Não fui ao teu encontro, porque também não me acho digno de ser recebido pessoalmente por ti. Só desejo que mandes uma ordem para o meu empregado ficar são e ele ficará. No dia a dia, comando cerca de 100 soldados e, quando dou uma ordem, eles a cumprem de imediato. Por isso, acredito que não precises vir até aqui para curar meu empregado. Basta que dês uma ordem e ele ficará são na hora”.
Jesus ficou maravilhado com essas palavras e concordou com o pedido.
Depois, virando-se para as pessoas à sua volta, disse:
— Garanto a vocês que nem entre os israelitas encontrei uma pessoa com tanta fé.
Quando os emissários voltaram para a casa do comandante, o funcionário já estava curado.
A RESSURREIÇÃO DO FILHO DE UMA VIÚVA
Lucas 11-17
Algum tempo depois, quando ia a Nazaré, Jesus passou por Naim (depois Nein, a 40 km de Cafarnaum e a 10 km de Nazaré, em Israel). Seus apóstolos e várias outras pessoas estavam com ele.
Perto da entrada da cidade, viram um cortejo conduzindo para o cemitério o corpo do filho único de uma viúva muito querida.
Quando notou aquela mulher, Jesus foi tomado por uma grande compaixão. Então, ele disse à viúva:
— Não chore!
Jesus se aproximou e tocou na maca que levava o rapaz, parando a procissão.
Jesus olhou para o corpo do falecido e disse:
— Jovem, ouça o que lhe digo para fazer: levante-se agora!
O rapaz se levantou imediatamente, sentou-se e começou a falar, para a alegria da sua mãe.
Todos ficaram admirados e passaram a dar “glórias a Deus”. Eles diziam:
— Hoje em nossa cidade vimos um grande profeta em ação. Hoje o Deus Eterno veio até nós!
A notícia do que Jesus fizera correu por toda a Galileia e também por toda a Judeia.
OS EMISSÁRIOS DE JOÃO BATISTA
Lucas 18-35
Nessa época, João Batista estava preso em Maquero, do lado leste do rio Jordão.
Seus auxiliares ficaram sabendo do que Jesus ensinava e fazia. Eles contaram tudo a João Batista.
João Batista chamou dois dos seus auxiliares e os enviou a Jesus com uma pergunta específica:
— Você é o Cristo esperado ou ainda teremos que esperar por ele?
Quando encontram Jesus, os dois auxiliares disseram:
— João Batista nos enviou para perguntar o seguinte: “Você é o Cristo esperado ou ainda teremos que esperar por ele?”
Enquanto caminhavam, Jesus continuava curando a quem o buscava. Muitas pessoas ficaram livres de suas enfermidades e de suas dores; de algumas, os demônios foram expulsos.
Logo após, Jesus lhes deu a resposta que buscavam:
— Agora, voltem e digam a João Batista tudo o que vocês viram e ouviram: cegos voltam a ver, paraplégicos estão andando, doentes da pele estão limpos, surdos ouvem e mortos voltam a viver.
Jesus continuou:
— O Evangelho está sendo pregado aos pobres.
O último recado para João Batista foi este:
— Quem crê em mim, sem duvidar, é feliz.
Assim que aqueles emissários foram embora, Jesus se dirigiu ao povo para falar sobre João Batista:
“Movidos pela curiosidade, vocês atravessaram o rio Jordão para encontrar um pregador realmente extraordinário, não um simples mortal. Parece que vocês queriam ver um pregador elegantemente vestido. Vocês não sabem que quem se veste na moda não mora no deserto, mas em belas mansões?”
Jesus prosseguiu:
“O que procuravam? Se procuravam um profeta, vocês o encontraram. Na verdade, vocês não encontraram um profeta qualquer. Foi sobre ele que o Deus Eterno falou por meio do profeta Malaquias: ‘Envio antes de você o meu mensageiro. Ele vai preparar o caminho para a sua chegada’ (como está em Malaquias 3.1)”.
Jesus disse mais ainda:
“Eu garanto: não há um ser humano sequer que seja maior que João. E eu garanto também: por causa da Graça de Deus, a pessoa mais simples pode ser mais importante que João Batista”.
Jesus sabia que todos os que ouviram João Batista reconheciam que o Deus Eterno agia por intermédio dele. Até coletores de impostos creram e foram batizados no rio Jordão.
Jesus também sabia que os fariseus e teólogos rejeitaram a mensagem do Deus Eterno que João Batista transmitia. Por isso, nenhum deles foi batizado por João Batista. Foi pensando neles que Jesus declarou, com firmeza:
Que direi das pessoas que não aceitaram a missão de João Batista?
Para mim, são como meninos que brincam numa praça e reclamam uns com os outros: ‘O que está havendo, gente? Quando as músicas são alegres, vocês não dançam. Nas músicas tristes, vocês não choram. Assim não dá!’
É assim que fazem os que não gostam de João Batista. Ele não participa de festas e recomenda o jejum e, então, vocês dizem que está endemoninhado. Eu participo de encontros festivos e vocês dizem que sou comilão e beberrão e que ando com más companhias. Se vocês fossem realmente sábios, entenderiam o que João e eu fazemos”.
O JANTAR ESPECIAL NA CASA DE UM FARISEU
Lucas 36-50
Um fariseu de nome Simão convidou Jesus para um jantar especial. Jesus aceitou o convite e tomou o lugar que lhe foi reservado.
Sabendo que Jesus estava na casa, jantando com aquele fariseu, uma mulher, conhecida por sua má fama na cidade, foi até lá. Ela levava um perfume caro, dentro de um frasco de alabastro, igualmente caro.
(A mesa da refeição era baixa e as pessoas se sentavam em torno dela, no chão ou num sofá, com os corpos pendendo para a frente e os pés para trás.)
A mulher veio por trás e tocou nos pés de Jesus. Ela chorava. Suas lágrimas molhavam os pés de Jesus, mas ela os enxugava com os próprios cabelos. Além disso, ela beijava os pés de Jesus e derramava sobre eles o perfume que tinha trazido.
Vendo aquilo, Simão pensou:
— Se este homem fosse mesmo um profeta, saberia que a mulher que o acaricia não passa de uma tremenda pecadora.
Imediatamente, Jesus lhe dirigiu a palavra:
— Simão, preciso lhe dizer uma coisa.
O fariseu respondeu:
— Pode falar, mestre.
Jesus começou com uma comparação:
— Dizem que um homem emprestou dinheiro para dois outros, 500 para o primeiro e 50 para o segundo. O problema é que os dois devedores não tinham como pagar a dívida. Sabe o que aconteceu? O homem perdoou a dívida de ambos. Agora, eu pergunto: qual desses devedores amará mais o seu benfeitor?
Simão respondeu:
— Com certeza, aquele que tinha uma dívida maior.
Jesus concordou:
— Certo, Simão, você pensou certo.
Jesus, então, continuou e, apontando para a mulher, disse:
— Você está vendo essa mulher? Você conhece bem os nossos costumes, mas, quando entrei na sua casa, você não me deu água para lavar os pés. Ela, porém, molhou os meus pés com as lágrimas que caíam do seu rosto e depois os enxugou com seus próprios cabelos. E tem mais: quando cheguei, você não me cumprimentou com um beijo. Ela, porém, não parou de beijar os meus pés. Tenho mais ainda para lhe dizer: você não perfumou a minha cabeça, mas ela ungiu os meus pés com um perfume valioso.
Antes que Simão tentasse se explicar, Jesus prosseguiu:
— Eu garanto que os muitos pecados dela foram perdoados, porque mostrou um grande amor. Simão, eu a perdoei, porque quem é perdoado está pronto para amar.
Em seguida, Jesus disse à mulher:
— Eu perdoo os seus pecados.
Logo começou uma discussão durante o jantar, em torno da seguinte questão:
— Quem ele pensa que é? Será que ele tem mesmo poder para perdoar pecados?
Jesus não se importou e preferiu conversar com a mulher, a quem disse:
— A sua fé salvou você! Fique em paz!
