A QUESTÃO DO DIVÓRCIO
Marcos 1-12
Depois de algum tempo, Jesus saiu de Cafarnaum, na Galileia, e atravessou o rio Jordão, na altura da Judeia, no Sul de Israel.
Como de costume, muitas pessoas se reuniram à sua volta. E ele as ensinou, como gostava de fazer.
Alguns fariseus fizeram uma pergunta para o colocar em dificuldade:
— Mestre, pode o marido mandar sua esposa embora?
Jesus perguntou também:
— O que está nas Escrituras?
Eles responderam:
— O marido pode elaborar uma carta, concedendo o divórcio, e mandar sua esposa embora.
Jesus, então, disse:
“Essa permissão foi uma exceção, porque vocês são teimosos e rebeldes demais. O projeto do Deus Eterno é outro desde a criação do homem e da mulher. Nas Escrituras, como lemos em Gênesis 2.24, está claramente expresso que, no casamento, ‘o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir à sua esposa, formando a partir daí um só corpo’. Então, que fique claro: ninguém deve separar o que o Deus Eterno juntou”.
Mais tarde, quando estavam numa casa, os apóstolos voltaram ao tema do divórcio, pedindo mais orientações. Jesus disse:
“Quem abandona a sua esposa e se casa com outra mulher está adulterando. Do mesmo modo, a esposa que deixa o seu marido e se casa com outro homem também adultera”.
O VALOR DAS CRIANÇAS
Marcos 13-16
Mais tarde, trouxeram algumas crianças a Jesus. Os adultos queriam que o mestre abençoasse seus filhos.
Os apóstolos, no entanto, acharam que esses adultos estavam perturbando a missão de Jesus, mas o mestre os interrompeu:
— Tragam as crianças, por favor. Nunca impeçam as crianças de virem ao meu encontro. São elas que melhor recebem o Evangelho da Graça de Deus. Na verdade, só participa do Evangelho quem o recebe com a simplicidade de uma criança.
Em seguida, Jesus abraçou as crianças e impôs as mãos sobre elas. Era assim que ele as abençoava.
O PERIGO DO DINHEIRO
Marcos 17-31
Jesus continuou sua viagem. Alguém foi ao seu encontro, curvou-se em sinal de respeito e perguntou:
— Bondoso mestre, o que devo fazer para ganhar a vida eterna?
Jesus respondeu:
— Por que você me elogia? Por que você não põe o foco no Deus Eterno? Certamente você conhece os mandamentos que Ele nos legou: “Não mate”. “Não adultere”. “Não furte”. “Não testemunhe falsamente”. “Não prejudique o outro”. “Honre o seu pai e a sua mãe”.
Diante do que ouviu, o homem respondeu:
— Mestre, fico aliviado, porque sigo estes mandamentos desde que eu era um menino.
Jesus olhou para ele com muito amor e disse:
— Então, só falta você vender tudo o que tem e entregar o dinheiro para ajudar os pobres. É assim que você será salvo. Feito isso, venha me seguir.
Ouvindo isso, ele deixou Jesus e foi embora, porque era milionário.
Tendo o homem saído, Jesus falou aos que estavam por perto:
“É muito difícil uma pessoa rica aceitar o Evangelho da Graça de Deus”.
Os apóstolos estranharam as palavras de Jesus, mas ele insistiu:
“É mais fácil uma baleia sair pela pia do banheiro que uma pessoa rica aceitar o Evangelho da Graça de Deus”.
Confusos, comentaram entre si:
— Desse jeito, ninguém alcançará a salvação.
Jesus voltou a encará-los e ensinou o seguinte:
“A salvação não vem do esforço humano. Ela vem pela Graça de Deus”.
Pedro esboçou uma reação:
— Mestre, então nada adiantou nos esforçarmos, deixando tudo para trás, nossos bens e nossos familiares, para te seguir?
Jesus voltou a ensinar:
“Todos os que, para me seguir, deixaram suas famílias e suas coisas, tendo sido perseguidos por isso, serão bem recompensados aqui nesta vida pelo que perderam e ainda viverão para sempre na eternidade.
Quero, porém, que saibam que a ordem da fila de entrada no céu é diferente: aqueles que pensam que serão recebidos em primeiro lugar entrarão por último; aqueles que aqui são postos no final entrarão lá na frente de todos”.
A MORTE E A RESSURREIÇÃO ESTÃO PRÓXIMAS
Marcos 32-34
Jesus viajou rumo a Jerusalém, edificada numa região montanhosa. Ele ia na frente dos apóstolos, que não escondiam suas preocupações.
Jesus voltou a chamar os 12 apóstolos para uma conversa reservada e passou a informar sobre as situações que vivenciariam proximamente:
— Vocês sabem que estamos subindo para Jerusalém. Lá serei preso pelos principais sacerdotes e pelos teólogos. Eles me condenarão à morte e me entregarão para ser executado. Vão zombar de mim, insultar-me, cuspir em mim, bater em mim e me matar, mas, no terceiro dia, eu ressuscitarei.
A RAZÃO DE SER DA FÉ
Marcos 35-45
Ainda durante a viagem para Jerusalém, os apóstolos Tiago e João, que eram filhos de Zebedeu, chegaram perto de Jesus e disseram:
— Mestre, queremos te fazer um pedido e esperamos que nos atendas.
Jesus respondeu:
— Digam o que querem de mim.
Os dois apóstolos disseram:
— Queremos que nos dês o privilégio de sermos seus assessores mais próximos, de modo que todos os assuntos passem antes por nós.
Jesus respondeu:
— Vocês não têm a menor ideia do que estão me pedindo. Eu pergunto: vocês serão capazes de sofrer comigo o que sofrerei?
Os dois responderam:
— É claro que poderemos!
Jesus disse, então:
— Certamente, vocês irão sofrer. Agora, quanto a terem privilégios, isso não é comigo. Esse tipo de decisão pertence ao Pai Eterno, segundo o propósito dele.
Os outros dez apóstolos ficaram indignados com Tiago e João. Jesus, no entanto, chamou todos para mais perto e ensinou o seguinte:
“Como vocês sabem, os dirigentes das nações dominam com mãos de ferro as suas populações. No entanto, vocês não os imitarão. Pelo contrário, quem quiser ser reconhecido deve trabalhar incansavelmente em favor dos outros. Quem lidera os outros deve cuidar dos outros. Sejam meus imitadores. Eu não estou aqui para receber honras, mas para servir; é por esse motivo que entregarei a minha vida para que muitos sejam salvos”.
A CURA DE UM CEGO EM JERICÓ
Marcos 46-52
A comitiva de Jesus seguiu viagem rumo a Jerusalém. Chegaram a Jericó, distante uns 30 km.
Quando Jesus e seus companheiros estavam em Jericó, eram seguidos por muita gente. Um morador da cidade começou a gritar. Era um cego. Seu nome era Bartimeu. Seu pai se chamava Timeu. Ele era um morador de rua, que vivia das esmolas que recebia. Ele estava na margem da estrada para Jerusalém.
Ele percebeu, pelo barulho, que Jesus, conhecido como sendo da cidade de Nazaré, estava passando perto do lugar em que mendigava.
Bartimeu, então, gritou:
— Tem compaixão de nós! Sabemos que tu és o Cristo enviado por Deus
Incomodadas, muitas pessoas mandavam o cego se calar, mas ele gritava ainda mais:
— Jesus! Tem compaixão de mim.
Ouvindo o cego, Jesus parou e determinou:
— Tragam o cego até aqui.
Eles foram até onde Bartimeu estava e disseram:
— Chegou o seu dia de sorte! Venha conosco, porque o mestre pediu para chamarmos você.
Imediatamente, Bartimeu jogou sua capa para o lado, levantou-se rápido e foi ao encontro de Jesus, que o recebeu e perguntou:
— O que você quer de mim?
Bartimeu respondeu:
— Mestre, quero voltar a enxergar.
Jesus disse:
— Então, está resolvido! Veja! Por causa da sua fé, você agora enxerga física e espiritualmente.
Na mesma hora, Bartimeu voltou a enxergar e seguiu viagem com a comitiva de Jesus.
