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Marcos Capítulo 11

O sofrimento que salva

(Marcos 11.1–15.47)

PREPARATIVOS PARA A ENTRADA EM JERUSALÉM

Jerusalém, domingo, 29 de março de 33

Marcos 1-7

Ao se aproximarem de Betânia do Oeste e Betfagé, Jesus e seus apóstolos chegaram ao monte das Oliveiras, que fica bem perto de Jerusalém.

Jesus chamou dois deles e pediu:

— Preciso que vocês entrem em Betfagé. Lá encontrarão um jumentinho que nunca foi montado. Ele estará amarrado num poste. Desamarrem o animal e o tragam para mim. Se, por acaso, alguém perguntar “por que vocês estão fazendo isso?”, respondam: “O nosso mestre precisa dele e logo o devolverá”.

Os dois apóstolos foram até a cidade e encontraram o jumentinho amarrado na rua, em frente ao portão de uma casa. Quando o desamarravam, apareceram umas pessoas que os questionaram:

— Ei! O que estão fazendo? Por que estão soltando o jumentinho que não é de vocês?

Os apóstolos responderam como tinham sido orientados e foi tudo resolvido. Eles levaram o jumentinho até Jesus. Depois, selaram o animal com as roupas que usavam. Jesus montou sobre o animal e seguiu rumo a Jerusalém.

A ACLAMAÇÃO A CAMINHO DE JERUSALÉM

Marcos 8-10

Ao vê-lo, muitas pessoas atapetaram o caminho das ruas com as suas próprias roupas. Outras fizeram o mesmo com ramos que arrancavam do mato.

Todos os seguiam e cantavam:

  • "Viva! Viva! Viva!

  • Bendito seja o que vem em nome do Deus Eterno.

  • Bendito seja o novo tempo,

  • Tão glorioso como o do rei Davi,

  • Viva! Viva! Viva!

  • Agora e para todo o sempre!".

A CHEGADA A JERUSALÉM

Jerusalém, segunda-feira, 30 de março de 33

Marcos 11

Jesus prosseguiu a sua viagem e no dia seguinte entrou no Templo de Jerusalém.

Ali permaneceu por algum tempo, observando detalhadamente tudo o que acontecia.

Como ficou tarde, seguiu para Betânia do Oeste acompanhado de seus 12 apóstolos.

A FIGUEIRA SEM FIGOS (primeira parte)

Marcos 12-14

Saindo de Betânia do Oeste a caminho novamente de Jerusalém, Jesus ficou com fome. Como observou que havia à frente uma figueira frondosa, foi até lá para ver se já tinha figos.

Era final de março e os figos deviam estar maduros na colheita, em junho.

Quando chegou perto, verificou que só tinha folhagem. Não era mesmo o tempo de figos.

Jesus disse à figueira:

— Você será estéril para sempre e nunca mais dará figos!

Os apóstolos guardaram bem o que ouviram. Eles depois voltariam ao assunto.

A PURIFICAÇÃO DO TEMPLO

Jerusalém, terça-feira, 31 de março de 33

Marcos 15-19

Tendo entrado na área do Templo, Jesus mandou que saíssem dali os comerciantes. Havia bancadas, onde moedas estrangeiras eram trocadas, bem como balcões, onde pombos para os sacrifícios eram vendidos.

Jesus derrubou as bancadas de câmbio e os balcões de venda de pombos. Além disso, proibiu que os comerciantes transportassem suas mercadorias pela área do Templo.

Em seguida, Jesus ensinou:

“O que está nas Escrituras sobre o Templo? Os profetas Isaías e Jeremias escreveram:

  • "‘O meu Templo será uma Casa de Oração.

  • No entanto, vocês o transformaram num lugar onde os

  • ladrões agem à luz do dia’".

  • (Isaías 56.7 e Jeremias 7.11)

Os sacerdotes principais e os teólogos ouviram o que Jesus disse e imaginavam como poderiam matá-lo.

No entanto, eles tinham medo do que poderia acontecer, porque os moradores da cidade estavam cada vez mais deslumbrados com os ensinos de Jesus.

De tarde, Jesus e os apóstolos deixaram Jerusalém.

A FIGUEIRA SEM FIGOS (segunda parte)

Marcos 20-26

Jesus e os apóstolos passaram pela figueira de novo. Os apóstolos notaram que ela estava seca desde a raiz. Pedro se lembrou das palavras de Jesus sobre aquela árvore e disse:

— Mestre, olha como está aquela figueira frondosa que ontem castigaste. Ela ficou toda seca, exatamente como disseste.

Jesus disse:

“Vocês estão admirados como a figueira se secou tão depressa? Não sejam como esta figueira, que parecia ter figo, mas não tinha. Tenham fé verdadeira; não fé superficial.

Se tiverem fé verdadeira, vocês serão capazes de fazer mais do que eu fiz. Vocês poderão fazer com que todos os obstáculos sejam desfeitos. Na verdade, se orarem, crendo no que o Deus Eterno pode fazer, vocês receberão o que pedirem.

Quando estiverem orando e se lembrarem que guardam mágoa de alguém, pratiquem o perdão. Quando vocês perdoam, o Pai Eterno de vocês os perdoa. Agora, se vocês não perdoam, o Pai Eterno de vocês também não os perdoa”.

A AUTORIDADE DE JESUS

Marcos 27-33

Eles prosseguiram e entraram de novo em Jerusalém.

Jesus passeava pelo Templo quando foi abordado pelos sacerdotes mais importantes, pelos teólogos e por outros dirigentes religiosos. Eles perguntaram:

— Como ousas fazer o que fazes? Quem te autorizou a fazer essas coisas?

Jesus respondeu:

— Combinemos o seguinte: eu farei uma pergunta; se vocês me responderem, eu responderei ao questionamento que acabaram de me fazer. Digam-me, então: quando João Batista batizava, ele agia por conta própria ou a serviço do Deus Eterno?

Eles começaram a discutir entre si. Um deles disse:

— Estamos em dificuldade! Se dissermos que João Batista estava a serviço do Deus Eterno, Jesus poderá nos perguntar: “Então, por que vocês não creram nele?”

Outro acrescentou:

— É verdade!

Foi quando alguém ponderou:

— Mas se dissermos que João Batista agiu por conta própria, ficaremos mal com o povo, que acha que ele era um grande profeta.

Por fim, os religiosos se voltaram para Jesus e responderam:

— Não temos resposta para a sua pergunta.

Jesus, por sua vez, disse:

— Do mesmo modo, não lhes responderei. Não lhes direi quem me autorizou a fazer o que faço.