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Marcos Capítulo 15

O SILÊNCIO DIANTE DE PILATOS

Jerusalém, sexta-feira, 3 de abril de 33

Marcos 1-5

Assim, na manhã da sexta-feira, os sacerdotes mais importantes, os teólogos, os demais dirigentes religiosos e todos os membros do Sinédrio se reuniram para ver como agiriam, já que Jesus estava condenado à morte.

Como não tinha poder para executar alguém, coisa que só as autoridades romanas podiam fazer, o Sinédrio mandou que levassem Jesus amarrado a Pôncio Pilatos, governador romano durante dez anos, de 26 a 36 da Era Cristã.

Pilatos recebeu Jesus em sua sala, de onde tomava decisões, e perguntou:

— Você é o rei dos judeus?

Jesus respondeu:

— Tu o disseste, não eu.

Como os sacerdotes principais o acusavam de muitos crimes, Pilatos voltou a perguntar a Jesus:

— Você vai ficar calado, sem nada responder? São muitas as acusações contra você.

Jesus, porém, permaneceu em absoluto silêncio. O próprio Pilatos fi cou impressionado com o silêncio de Jesus.

A ESCOLHA POR BARRABÁS

Marcos 6-15

Era a semana da Páscoa, ocasião em que, por tradição, um prisioneiro, à escolha do povo, recebia um indulto.

Um dos prisioneiros era um rebelde chamado Barrabás. Ele fora condenado por homicídio, já que tinha provocado um tumulto que culminou em morte.

Do lado de fora, muitas pessoas começaram a pedir que Pilatos indultasse um prisioneiro. Então, o governador se dirigiu à sacada e perguntou:

— Vocês desejam que eu solte “o rei dos judeus”?

Ele fez essa pergunta, porque sabia que os sacerdotes mais importantes tinham condenado Jesus por inveja, já que era grande a popularidade dele.

Esses mesmos sacerdotes já tinham instigado o público a pedir que Pilatos libertasse Barrabás.

Pilatos voltou a falar para o público:

— Então, digam o que querem que eu faça com Jesus, a quem vocês dizem ser o rei de vocês?

O público gritava:

— Queremos que ele seja crucificado!

Pilatos perguntou:

— Que crime ele cometeu?

O público gritava, cada vez mais, agitado:

— Crucifique-o!

Para agradar ao público, Pilatos mandou libertar Barrabás.

Quanto a Jesus, continuou preso e espancado.

Pilatos já tinha determinado que Jesus fosse morto por crucificação.

A PENA DE MORTE POR CRUCIFICAÇÃO

Marcos 16-20

O lugar onde Pilatos tomava as suas decisões era conhecido como Pretório. Assim, foi no Pretório que Jesus recebeu a pena de morte por crucificação. Os soldados romanos o levaram para o quartel, que ficava no palácio de Pilatos e que também abrigava a tropa romana, instalada em Jerusalém.

No quartel, os soldados, para o humilhar, despiram Jesus e depois o vestiram com a capa vermelha que eles comumente usavam. Depois, para zombar dele, colocaram sobre a sua cabeça uma coroa feita de ramos de espinhos. Em seu deboche, gritavam:

— Viva o rei dos judeus!

Além disso, espancaram Jesus na cabeça com uma vara. Eles também cuspiam em Jesus. Insaciáveis, arrancaram a capa vermelha que tinham posto nele, vestindo-o de novo com a roupa que estava usando antes.

Depois dessa sessão de tortura, levaram Jesus para a rua, rumo ao local da crucificação.

A CRUCIFICAÇÃO

Marcos 21-32)

No caminho, obrigaram um homem a carregar a barra superior da cruz de Jesus. Seu nome era Simão. Ele era natural de Cirene (perto de onde se localizaria mais tarde a cidade de Xaate, na Líbia), trabalhava no campo e tinha dois filhos: Alexandre e Rufo.

Jesus foi levado para um lugar conhecido em aramaico como “Gólgota”, que quer dizer “Caveira”.

Quando lá chegou, os policiais romanos tentaram obrigá-lo a beber um calmante feito com vinho, mas Jesus não o aceitou.

Os soldados romanos, por fim, crucificaram Jesus.

Estando Jesus pendurado, os soldados pegaram a veste dele e fizeram um sorteio entre si.

Jesus começou a ser crucificado às 9h da manhã.

Pregadas na barra superior da cruz, sobre a sua cabeça, as seguintes palavras explicavam a razão de sua condenação: “O Rei dos Judeus”.

Perto de Jesus, posicionados um de cada lado seu, foram crucificados dois ladrões. Com isso, cumpriu-se o que Isaías predisse:

“Ele foi contado entre os pecadores”.

(Isaías 53.12)

Alguns que passavam pelo lugar da crucificação de Jesus o reprovavam balançando suas cabeças.

Uns diziam:

— Ei, você aí! Você não é aquele que destrói o santuário e depois o reconstrói? Ah! Ah! Ah!

Outros gritavam para ele:

— Ei, você aí! Você não é o “Salvador”? Então, desça daí; salve-se a si mesmo.

Do mesmo modo, os sacerdotes mais importantes e os teólogos também debochavam de Jesus.

Uns o ironizavam:

— Ei, você! Você, que disse que salvou tanta gente, não consegue nem salvar a você mesmo?

Outros zombavam dele:

— Ei, você! Você diz que é o Cristo, que veio salvar Israel; então, se você conseguir descer daí, vamos crer em você.

De igual modo, os dois outros crucificados diziam insultos para Jesus.

A MORTE

Marcos 33-39

Quando deu meio-dia, na sexta-feira, houve um período de escuridão total por três horas.

Às 3h da tarde, Jesus falou bem alto:

— Eloí, Eloí, lemá sabactani?

(Essa frase dita em aramaico está no Salmo 22.1 e significa: “Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste?”)

Alguns ouvintes dessas palavras diziam uns para os outros, sem entender a diferença entre “Eli” (Deus) e “Elias”, o nome do profeta antigo:

— Ouçam. Ele está pedindo ajuda ao profeta Elias.

Por isso, um dos soldados providenciou rapidamente uma esponja, amarrou-a na ponta de uma vara, deu para Jesus beber e debochou:

— Faz de conta que o profeta Elias está de volta para tirá-lo da cruz.

Jesus deu um grito forte e morreu.

Imediatamente, a cortina do santuário do Templo de Jerusalém se rasgou ao meio, de alto a baixo.

O encarregado da crucificação estava bem em frente de Jesus. Vendo que Jesus tinha morrido, o capitão exclamou:

— Sem dúvida alguma, este homem era mesmo o Filho de Deus!

AS TRÊS TESTEMUNHAS

Marcos 40-41

Entre as testemunhas da crucificação, estavam três mulheres:

  • Maria Madalena

  • Maria (mãe de Tiago, o Jovem, e de José), e ainda

  • Salomé.

Elas acompanharam Jesus desde quando vivia na Galileia. Não foram as únicas; havia muitas outras mulheres que vieram de lá para Jerusalém com a intenção de colaborar com Jesus.

O SEPULTAMENTO

Marcos 42-47

Para os judeus, o sábado começava quando o sol se punha na sexta-feira. Assim, antes do pôr do sol, um ilustre membro do Sinédrio corajosamente pediu uma audiência ao governador Pôncio Pilatos para solicitar o corpo de Jesus, a fim de o sepultar. Seu nome era José, natural da cidade de Arimateia, localizada a 35 km de Jerusalém. Ele cria que Jesus era o Cristo esperado.

Pilatos achava que Jesus ainda não tinha morrido. Então, chamou o capitão e pediu que confirmasse a que horas se dera o falecimento de Jesus. Diante da informação que o militar trouxe, Pilatos liberou o corpo de Jesus.

José de Arimateia, com a ajuda de algumas pessoas, despregou o corpo de Jesus, envolveu-o num lençol recentemente adquirido e o levou para o cemitério. Chegando lá, sepultou-o num túmulo aberto numa pedreira. Depois, com uma pedra grande e redonda, fechou a entrada do túmulo.

Maria Madalena e Maria, a mãe de José, ficaram de longe, observando onde o corpo estava sendo sepultado.