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Marcos Capítulo 6

REJEIÇÃO EM NAZARÉ

Nazaré, ano 29

Marcos 1-6a

Jesus deixou Cafarnaum e foi para Nazaré (distante uns 50 km), onde crescera. Seus apóstolos o acompanharam.

No sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. Muitos ouvintes ficaram sem entender o que estava acontecendo. Eles tinham muitos questionamentos:

— De onde este mestre tira tanta sabedoria?

— Como ele consegue fazer tantos milagres?

— Nós o conhecemos bem! Ele não passa de um carpinteiro!

— Ele é filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão. Conhecemos suas irmãs! Elas moram em nossa cidade!

Na verdade, os nazarenos rejeitaram Jesus.

Diante dessa atitude, Jesus comentou:

“É triste, mas as pessoas preferem valorizar os que são de fora, quando deviam valorizar os que são da sua própria terra, especialmente seus parentes e familiares”.

Em função da rejeição, Jesus decidiu que não faria nenhum grande milagre em Nazaré, embora tenha curado alguns enfermos, sobre os quais impôs as mãos.

Ele ficou horrorizado com a incredulidade que viu em Nazaré.

A MISSÃO DOS 12 APÓSTOLOS

Marcos 6b-13

Jesus percorria as cidades da Galileia para ensinar.

Em certo dia, ele chamou os 12 apóstolos e os enviou de dois em dois para pregar o Evangelho da Graça de Deus. Jesus também lhes deu autoridade para expulsar demônios.

O mestre instruiu os apóstolos para não levarem nada na viagem, apenas uma vara para se apoiarem no caminho. Não deviam carregar comida, nem levar mala ou dinheiro. Deviam ter apenas um par de sandálias. Só deviam usar a roupa do corpo.

Ele ainda os instruiu assim:

“Quando entrarem numa casa, fiquem nela até saírem da cidade. Se em alguma cidade, não quiserem receber ou ouvir vocês, saiam dali sem fazer alvoroço e sigam em frente, rumo à próxima. Deixem com eles as consequências da sua recusa”.

Os apóstolos obedeceram e saíram para pregar a mensagem do arrependimento.

Eles expulsaram muitos demônios e curaram muitos enfermos, sobre os quais derramavam azeite de oliva.

O ASSASSINATO DE JOÃO BATISTA

Marcos 14-29

As realizações dos apóstolos de Jesus chegaram ao conhecimento do rei Herodes Antipas em Tiberíades, que era a capital do seu território. Tendo nascido por volta do ano 20 antes da Era Cristã, Herodes Antipas começou a governar no ano 4 antes da Era Cristã, quando seu pai, Herodes, o Grande, morreu.

A fama de Jesus continuava crescendo. Eram muitos os comentários a seu respeito:

— João Batista ressuscitou e agora faz milagres incríveis.

— Jesus é Elias.

— Jesus é um profeta dos bons, como os antigos eram.

Herodes Antipas ficou sabendo desses comentários e fez sua escolha:

— Para mim, ele é João Batista, aquele que mandei decapitar, mas que agora ressuscitou.

De fato, algum tempo antes, o mesmo Herodes Antipas tinha mandado prender João Batista e encarcerá-lo em Maquero, do lado leste do rio Jordão.

Tudo aconteceu devido ao casamento entre Herodes Antipas e Herodias, que fora esposa de Filipe, irmão de Herodes Antipas. João Batista reprovou essa união, dizendo: “Você não tem o direito legal de viver com a sua cunhada”.

Por essa razão, Herodias odiava João Batista. Desejava matá-lo, mas Herodes Antipas não tinha permitido. Ele sabia que João Batista era correto e santo. Por isso, ele o protegia. Quando o escutava, ficava perturbado, mas gostava de escutá-lo assim mesmo.

A oportunidade para a morte de João Batista surgiu na noite em que Herodes Antipas deu uma festa, em um de seus palácios, para comemorar o próprio aniversário e, para o qual, convidou as maiores autoridades civis e militares da Galileia. A filha de Herodias entrou no salão para dançar. Herodes Antipas e os convidados ficaram maravilhados.

O rei disse, então, à adolescente:

— O que você quer de presente? Pode pedir o que quiser.

Herodes Antipas prometeu o seguinte à menina:

— Juro que lhe darei o que me pedir, mesmo que seja a metade do meu território.

Ela nada respondeu, mas foi ao encontro de sua mãe e perguntou:

— O que devo pedir?

— Peça a cabeça de João Batista.

A adolescente voltou correndo para o salão e disse ao rei:

— Eu quero, agora, na minha mão, a cabeça de João Batista.

O rei ficou muito triste, mas, para honrar a sua palavra, dada na presença de muitas testemunhas importantes, manteve o seu juramento. Chamou um ajudante de ordens e determinou que fosse trazida a cabeça de João Batista.

O emissário foi à penitenciária, decapitou João Batista e trouxe sua cabeça ao local da festa, onde foi entregue à adolescente, que a repassou à sua mãe.

Os seguidores de João Batista, assim que souberam do que tinha acontecido, pegaram o corpo do seu mestre e o sepultaram.

O RELATO DOS MISSIONÁRIOS

Marcos 30-33

Os apóstolos de Jesus voltaram de suas viagens missionárias e contaram tudo o que tinham feito e ensinado.

Jesus os chamou e disse:

— Vocês precisam descansar. Venham para um lugar afastado.

Jesus tomou essa providência, porque ele e seus apóstolos não tinham tempo nem para comer, tantas eram as necessidades dos que freneticamente os buscavam. Eles tomaram um barco e foram para um lugar afastado. Muitos dos que os observavam foram para lá, correndo ou andando ao longo da costa do mar da Galileia. Eram muitas pessoas, vindas de diferentes lugares. Correram tanto que chegaram antes de Jesus.

A PRIMEIRA MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES

Marcos 34-44

Quando Jesus desembarcou, viu a multidão e teve compaixão das pessoas. Estavam perdidas, sem que ninguém as orientasse.

Então, começou a falar o que precisavam ouvir

Como ficou muito tarde, os apóstolos se aproximaram de Jesus e, interrompendo-o, disseram:

— Mestre, estamos num lugar distante e está tarde demais. Sugerimos que mandes as pessoas para casa. Quem sabe, no caminho, encontrem o que comprar para comer.

Jesus, porém, disse:

— Eles não precisam ir embora. Vocês mesmos podem dar a comida de que necessitam.

Eles perguntaram:

— Queres que compremos pão suficiente para que comam e se satisfaçam? Não temos dinheiro para isso!

Jesus, porém, disse:

— Calma! Preciso saber quantos pães há aqui. Vejam, por favor!

Eles procuraram saber e voltaram com o resultado:

— Encontramos apenas cinco pães e dois peixes.

Então, Jesus mandou que todos se sentassem, em grupos, sobre a relva verde. Todos obedeceram e formaram grupos, uns com 100 e outros com 50 pessoas.

Depois, pegou os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos para o céu e orou.

Então, Jesus partiu os cinco pães e entregou aos apóstolos para que os distribuíssem. Em seguida, fez o mesmo com os dois peixes, que também foram distribuídos.

Ao final, todos comeram à vontade.

Sobraram 12 cestos cheios de porções de pães e peixes.

Ao todo, 15.000 pessoas saíram dali alimentadas.

CAMINHADA SOBRE AS ÁGUAS DO MAR

Marcos 45-52

Depois desse milagre, Jesus chamou os apóstolos e ordenou que tomassem o barco e fossem para Betsaida. A cidade ficava do outro lado do mar da Galileia, longe do lugar da multiplicação dos pães. Jesus iria depois, tão logo dispensasse a multidão.

Depois de se despedir, Jesus resolveu subir a um monte para orar. Enquanto isso, o barco continuava no meio do mar, mas Jesus permanecia sozinho no monte, orando.

De madrugada, os apóstolos remavam com dificuldade, porque o vento contrário estava muito forte. Jesus percebeu o problema e foi ao encontro deles no meio do mar. Como queria passar na frente deles, foi andando sobre as águas.

Quando o viram andar sobre as águas, os apóstolos não pensaram que estivessem vendo Jesus, mas uma assombração. Então, gritaram desesperados. Eles ficaram apavorados.

Jesus, no entanto, se apressou para os tranquilizar:

— Coragem! Sou eu! Não fiquem com medo!

Então, Jesus subiu no barco para seguir viagem com eles. Imediatamente, o vento cessou.

Os apóstolos ficaram ainda mais confusos diante do poder de Jesus. Estavam, na verdade, céticos e ainda nem tinham compreendido o milagre da multiplicação dos pães e peixes.

CURAS EM GENESARÉ

Marcos 53-56

Finda a travessia, atracaram o barco numa pequena cidade conhecida como Genesaré.

Quando saíram do barco, Jesus foi logo reconhecido.

Os moradores percorriam a região e recolhiam enfermos em outros lugares, tanto nas cidades quanto nas fazendas, para os levar a Jesus. Quando o encontravam, solicitavam permissão para que os doentes pudessem pelo menos tocar na borda da sua capa. Jesus permitia. Todos os que tocavam nele ficavam curados.