O ASSASSINATO DE JOÃO BATISTA
Mateus 1-12
A fama de Jesus chegou ao conhecimento de Herodes Antipas, que governou a Galileia e a Pereia, do ano 4 antes da Era Cristã ao ano 39 da Era Cristã.
Herodes, o Grande, tinha dividido o território de Israel entre seus filhos (Herodes Arquelau, Herodes Antipas e Filipe) e sua irmã Salomé I. A Antipas coube a Galileia e adjacências.
O governante da Galileia comentou com seus assessores:
— Olha João Batista aí! Acho que ele ressuscitou e voltou cheio de poderes miraculosos.
Herodes Antipas disse isso porque, algum tempo antes, tinha matado João Batista.
Naquela ocasião, ele o deteve, algemou e encarcerou em Maquero, uma prisão construída do lado leste do rio Jordão. Quanto a Antipas, ele tinha se separado de sua primeira esposa e agora estava casado com Herodias. Herodias era ao mesmo tempo sua cunhada e sua sobrinha, uma vez que fora casada com Filipe e era filha do falecido Aristóbulo, ambos irmãos de Antipas.
Como João Batista o criticou por isso, já que, segundo a legislação judaica, aquele relacionamento era incestuoso, Herodes Antipas ficou enfurecido e planejou matá-lo. No entanto, não o fez, porque tinha medo da reação do povo, que respeitava João Batista como um profeta.
Quando chegou a data do seu aniversário, Herodes Antipas deu uma grande festa com muitos convidados. Como parte da celebração, Salomé, filha de Herodias, dançou diante de todos, o que muito agradou ao aniversariante. (Essa Salomé não deve ser confundida com Salomé I, irmã de Herodes, o Grande).
Entusiasmado, ele prometeu que, se a adolescente fizesse um pedido, por difícil que fosse, seria atendida.
Herodias orientou a sua filha a fazer uma inusitada solicitação; a menina obedeceu:
— Quero na minha mão, num prato, a cabeça de João Batista.
O governante não gostou do que ouviu, mas, como a promessa tinha sido feita diante dos convidados, determinou que o pedido fosse atendido. Assim, por ordem de Herodes Antipas, João Batista foi decapitado. Sua cabeça foi levada ao palácio de Herodes Antipas e entregue à adolescente, que a repassou à sua mãe, Herodias.
Os auxiliares de João Batista o sepultaram. Depois, fizeram questão de levar o fato ao conhecimento de Jesus.
A PRIMEIRA MULTIPLICAÇÃO DE PÃES E PEIXES
Mateus 13-21
Depois de ouvir a notícia da morte de João Batista, Jesus deixou de barco a cidade onde estava e se dirigiu a um lugar solitário.
No entanto, muitas pessoas viram a movimentação de Jesus e foram atrás dele a pé. Quando saiu do barco, Jesus viu as pessoas que o seguiam. Formavam uma multidão. Cheio de compaixão, Jesus curou os enfermos.
Entardeceu.
Os apóstolos se aproximaram de Jesus. Um deles lhe disse:
— Mestre, estamos num lugar onde não há comércio perto e já é bem tarde.
Outro completou:
— Sugiro que mandes essas pessoas embora. Assim, poderão entrar em alguma cidade e encontrar algum comércio para comprar comida e se alimentar.
Jesus, porém, respondeu:
— Eles não precisam ir embora. Vocês mesmos podem dar a comida que eles precisam.
Um deles respondeu:
— Impossível, mestre! Só temos cinco pães e dois peixes!
Jesus determinou:
— Onde estão? Tragam-me esses pães e esses peixes.
Assim que recebeu os alimentos, Jesus pediu a todos que se sentassem na grama, olhou para o céu e orou, consagrando os pães e os peixes.
Em seguida, partiu-os e os distribuiu à multidão por intermédio dos apóstolos. Todos comeram à vontade e ainda sobrou muito. Na realidade, sobrou tanto que as pessoas puderam encher 12 cestos para levar para casa. E estavam ali mais de 15.000 pessoas.
A CAMINHADA SOBRE AS ÁGUAS
Mateus 22-33
Enquanto se despedia das pessoas, Jesus mandou que os apóstolos entrassem no barco para atravessarem o mar da Galileia antes dele.
Depois que se despediu das pessoas, Jesus subiu num monte, a fim de orar sozinho, já de noite. E ali ficou orando até muito tarde.
Os apóstolos seguiram pelo mar.
No meio da viagem, aconteceu uma ventania que agitava fortemente o barco, de modo que não conseguiam chegar à praia e desembarcar.
De madrugada, Jesus foi ao encontro deles, andando sobre as águas.
Quando o viram e, ainda sem o reconhecer, os apóstolos ficaram apavorados e gritaram, uns para os outros:
— É um fantasma!
Desesperados, continuaram gritando.
Ouvindo-os, Jesus os acalmou:
— Coragem, amigos! Sou eu! Não tenham medo!
Pedro gritou:
— Ei, se és mesmo o nosso mestre Jesus, mande-me ir até aí, andando também sobre as águas.
Jesus respondeu:
— Sou eu mesmo! Pode vir!
Sem pensar duas vezes, Pedro pulou do barco e caminhou sobre as águas em direção a Jesus. No entanto, ele sentiu a força do vento e ficou com medo. Imediatamente, começou a afundar e, por isso, gritou:
— Mestre, salva-me!
Jesus rapidamente estendeu a mão, segurou a de Pedro e disse:
— Que fé pequena é essa, Pedro! Por que você duvidou que podia andar sobre as águas?
Os dois subiram no barco e, na mesma hora, a ventania cessou.
Os apóstolos que estavam no barco se inclinaram diante de Jesus e disseram:
— Não há dúvida, mestre. Tu és mesmo o Filho de Deus!
CURAS DIVERSAS
Mateus 34-36
Jesus e seus apóstolos seguiram viagem.
Tendo atravessado o mar da Galileia, chegaram à pequena cidade de Genesaré. Alguns moradores do lugar ficaram sabendo que Jesus estava na região. A notícia correu rápido. Muitos chegaram para vê-lo.
Quando se aproximavam, pediam autorização a Jesus para que seus enfermos pudessem tocar nele. Jesus permitia. E todos os que encostavam nele ficavam curados.
