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Mateus Capítulo 9

A CURA DE UM PARAPLÉGICO

Mateus 1-8

Depois disso, Jesus voltou, também de barco, para Cafarnaum, onde morava.

Trouxeram, então, um paraplégico até o local onde Jesus estava. Seus amigos o carregaram numa maca.

Jesus se admirou da fé que aqueles amigos tinham. Então, disse ao paraplégico:

— Coragem, amigo! Eu perdoo os seus pecados.

Os teólogos comentaram, indignados:

— Isso é blasfêmia! Blasfêmia completa!

Jesus sabia o que esses teólogos pensavam. Por isso, disse:

— Por que estão me condenando? Não tenho o direito de dizer a este homem que perdoo os pecados dele? Não posso dizer a ele para se levantar e andar? Sei que é difícil para vocês entenderem, mas eu fiz isto para que saibam que fui autorizado pelo Deus Eterno para perdoar pecados e curar enfermidades.

Em seguida, dirigiu-se ao paraplégico:

— Levante-se, pegue sua maca e vá para casa.

O homem se levantou e foi embora.

Deslumbradas e extasiadas diante do poder que o Deus Eterno dera a Jesus, as pessoas cantavam "glórias a Deus!"

A ADESÃO DE MATEUS

Mateus 9.9

Ainda em Cafarnaum, Jesus passou em frente à Coletoria de Impostos e viu Mateus, um judeu, também conhecido como Levi e que ali trabalhava.

Jesus lhe disse:

— Mateus, siga-me.

Mateus se levantou e se tornou seu seguidor.

O JANTAR ESPECIAL NA CASA DE MATEUS

Algum tempo depois, Mateus promoveu um jantar especial em sua casa e convidou Jesus e seus companheiros. O anfitrião convidou também outros amigos. Entre eles, uns eram coletores de impostos e outros eram também considerados pecadores por não seguirem as regras dos fariseus na hora da alimentação.

Sabendo disso, os fariseus procuraram os companheiros de Jesus:

— Por que o mestre de vocês come com coletores de impostos e tantos outros pecadores que não seguem os nossos costumes?

Ouvindo isso, o próprio Jesus respondeu:

"Quem acha que tem saúde não procura um médico. Só faz isso quem reconhece que está doente. Do mesmo modo, meu convite é ao arrependimento e só o aceita quem reconhece que é pecador".

A DÚVIDA DOS SEGUIDORES DE JOÃO BATISTA

Mateus 14-17

Posteriormente, alguns seguidores de João Batista se aproximaram de Jesus e perguntaram:

— Mestre, por que nós jejuamos várias vezes por ano, como fazem os fariseus, mas os teus seguidores não são ensinados a jejuar?

Jesus respondeu:

— Vocês acham que um noivo convida seus amigos para jejuar na festa do seu casamento? Claro que não! Eles só jejuarão de tristeza quando o amigo morrer. Cada coisa tem o seu tempo.

Jesus disse ainda:

— O que acontece quando uma roupa fica rasgada? Ninguém estraga uma roupa nova para consertar a velha.

E, para finalizar, deu mais um exemplo:

— Num encontro social em casa, na hora de servir o café aos convidados, ninguém passa um café fresco e o mistura com velho.

AS CURAS DE DUAS MULHERES

Mateus 18-26

No meio da conversa, um dos dirigentes da sinagoga da cidade se aproximou de Jesus, curvou-se diante dele e fez um pedido:

— Mestre, minha filha acabou de morrer, mas tenho certeza que se fores à minha casa e a abençoares, ela voltará a viver.

Jesus partiu rumo à casa do dirigente, acompanhado por seus companheiros.

Enquanto seguiam, surgiu de repente uma mulher. Ela vinha sofrendo há 12 anos com uma hemorragia que não parava. A mulher se aproximou de Jesus, sem que ele percebesse, e tocou na roupa dele, pelas costas.

A mulher acreditava que, se tocasse na roupa de Jesus, ficaria curada.

Jesus a viu, voltou-se para ela e disse:

— Minha querida, você fez muito bem! Mostrou que tem fé e a sua fé salvou você.

E instantaneamente a mulher ficou curada.

Pouco tempo depois, Jesus chegou à casa do dirigente da sinagoga.

O velório já tinha começado, com músicas fúnebres sendo tocadas e cantadas. As pessoas entravam e saíam agitadas da casa.

Jesus gritou:

— Saiam todos! A menina não está morta. Está apenas dormindo.

Todo mundo riu.

Quando a casa foi esvaziada, Jesus entrou, pegou na mão da menina e ela se levantou.

A notícia correu por toda a região.

A CURA DE DOIS CEGOS

Mateus 27-31

Quando Jesus saiu da casa do dirigente da sinagoga, dois cegos o acompanharam. Eles gritavam:

— Tem compaixão de nós! Sabemos que tu és o Cristo enviado por Deus.

Quando Jesus chegou à casa em que morava, em Cafarnaum, os dois se aproximaram ainda mais. Jesus, então, perguntou:

— Vocês creem que eu posso curar vocês?

Eles responderam:

— Sim, nós cremos!

Jesus tocou nos olhos deles e disse:

— Que aconteça agora o que vocês querem e creem!

De imediato, eles passaram a enxergar.

Jesus, porém, fez um pedido bem claro aos dois:

— Ninguém pode saber que eu curei vocês. Mantenham o que aconteceu aqui em sigilo.

Eles, porém, não se calaram. Saíram dali e, por onde passavam, iam contando o que Jesus fizera por eles.

A CURA DE UM MUDO

Mateus 32-34

Logo depois da cura dos dois cegos, trouxeram a Jesus um homem que era mudo.

Jesus o curou.

Vendo o homem agora falando, as pessoas comentavam, cheias de admiração:

— Em toda a história de Israel, isso nunca aconteceu!

Os fariseus não admitiam que Jesus tivesse semelhante poder e procuravam espalhar o seguinte boato:

— É verdade que Jesus cura, mas ele faz esses milagres com o poder que o diabo-chefe lhe deu.

COMPAIXÃO

Mateus 35-38

Jesus viajava por todas as cidades, grandes e pequenas. Ele ensinava nas sinagogas. Em todos os lugares, Jesus pregava o Evangelho da Graça de Deus e curava todo tipo de doença, física e mental.

Jesus olhava para as pessoas e sentia grande compaixão por elas, porque via as suas aflições e notava que estavam perdidas, sem que ninguém as orientasse.

Por isso, Jesus disse aos seus companheiros:

— É imenso o trabalho a ser feito, mas são poucos os que se dedicam à pregação da mensagem. Orem ao Deus Eterno para que mande mais trabalhadores, para que o Evangelho seja anunciado a muitas outras pessoas.