A CURA DE UM PARAPLÉGICO
Mateus 1-8
Depois disso, Jesus voltou, também de barco, para Cafarnaum, onde morava.
Trouxeram, então, um paraplégico até o local onde Jesus estava. Seus amigos o carregaram numa maca.
Jesus se admirou da fé que aqueles amigos tinham. Então, disse ao paraplégico:
— Coragem, amigo! Eu perdoo os seus pecados.
Os teólogos comentaram, indignados:
— Isso é blasfêmia! Blasfêmia completa!
Jesus sabia o que esses teólogos pensavam. Por isso, disse:
— Por que estão me condenando? Não tenho o direito de dizer a este homem que perdoo os pecados dele? Não posso dizer a ele para se levantar e andar? Sei que é difícil para vocês entenderem, mas eu fiz isto para que saibam que fui autorizado pelo Deus Eterno para perdoar pecados e curar enfermidades.
Em seguida, dirigiu-se ao paraplégico:
— Levante-se, pegue sua maca e vá para casa.
O homem se levantou e foi embora.
Deslumbradas e extasiadas diante do poder que o Deus Eterno dera a Jesus, as pessoas cantavam "glórias a Deus!"
A ADESÃO DE MATEUS
Mateus 9.9
Ainda em Cafarnaum, Jesus passou em frente à Coletoria de Impostos e viu Mateus, um judeu, também conhecido como Levi e que ali trabalhava.
Jesus lhe disse:
— Mateus, siga-me.
Mateus se levantou e se tornou seu seguidor.
O JANTAR ESPECIAL NA CASA DE MATEUS
Algum tempo depois, Mateus promoveu um jantar especial em sua casa e convidou Jesus e seus companheiros. O anfitrião convidou também outros amigos. Entre eles, uns eram coletores de impostos e outros eram também considerados pecadores por não seguirem as regras dos fariseus na hora da alimentação.
Sabendo disso, os fariseus procuraram os companheiros de Jesus:
— Por que o mestre de vocês come com coletores de impostos e tantos outros pecadores que não seguem os nossos costumes?
Ouvindo isso, o próprio Jesus respondeu:
"Quem acha que tem saúde não procura um médico. Só faz isso quem reconhece que está doente. Do mesmo modo, meu convite é ao arrependimento e só o aceita quem reconhece que é pecador".
A DÚVIDA DOS SEGUIDORES DE JOÃO BATISTA
Mateus 14-17
Posteriormente, alguns seguidores de João Batista se aproximaram de Jesus e perguntaram:
— Mestre, por que nós jejuamos várias vezes por ano, como fazem os fariseus, mas os teus seguidores não são ensinados a jejuar?
Jesus respondeu:
— Vocês acham que um noivo convida seus amigos para jejuar na festa do seu casamento? Claro que não! Eles só jejuarão de tristeza quando o amigo morrer. Cada coisa tem o seu tempo.
Jesus disse ainda:
— O que acontece quando uma roupa fica rasgada? Ninguém estraga uma roupa nova para consertar a velha.
E, para finalizar, deu mais um exemplo:
— Num encontro social em casa, na hora de servir o café aos convidados, ninguém passa um café fresco e o mistura com velho.
AS CURAS DE DUAS MULHERES
Mateus 18-26
No meio da conversa, um dos dirigentes da sinagoga da cidade se aproximou de Jesus, curvou-se diante dele e fez um pedido:
— Mestre, minha filha acabou de morrer, mas tenho certeza que se fores à minha casa e a abençoares, ela voltará a viver.
Jesus partiu rumo à casa do dirigente, acompanhado por seus companheiros.
Enquanto seguiam, surgiu de repente uma mulher. Ela vinha sofrendo há 12 anos com uma hemorragia que não parava. A mulher se aproximou de Jesus, sem que ele percebesse, e tocou na roupa dele, pelas costas.
A mulher acreditava que, se tocasse na roupa de Jesus, ficaria curada.
Jesus a viu, voltou-se para ela e disse:
— Minha querida, você fez muito bem! Mostrou que tem fé e a sua fé salvou você.
E instantaneamente a mulher ficou curada.
Pouco tempo depois, Jesus chegou à casa do dirigente da sinagoga.
O velório já tinha começado, com músicas fúnebres sendo tocadas e cantadas. As pessoas entravam e saíam agitadas da casa.
Jesus gritou:
— Saiam todos! A menina não está morta. Está apenas dormindo.
Todo mundo riu.
Quando a casa foi esvaziada, Jesus entrou, pegou na mão da menina e ela se levantou.
A notícia correu por toda a região.
A CURA DE DOIS CEGOS
Mateus 27-31
Quando Jesus saiu da casa do dirigente da sinagoga, dois cegos o acompanharam. Eles gritavam:
— Tem compaixão de nós! Sabemos que tu és o Cristo enviado por Deus.
Quando Jesus chegou à casa em que morava, em Cafarnaum, os dois se aproximaram ainda mais. Jesus, então, perguntou:
— Vocês creem que eu posso curar vocês?
Eles responderam:
— Sim, nós cremos!
Jesus tocou nos olhos deles e disse:
— Que aconteça agora o que vocês querem e creem!
De imediato, eles passaram a enxergar.
Jesus, porém, fez um pedido bem claro aos dois:
— Ninguém pode saber que eu curei vocês. Mantenham o que aconteceu aqui em sigilo.
Eles, porém, não se calaram. Saíram dali e, por onde passavam, iam contando o que Jesus fizera por eles.
A CURA DE UM MUDO
Mateus 32-34
Logo depois da cura dos dois cegos, trouxeram a Jesus um homem que era mudo.
Jesus o curou.
Vendo o homem agora falando, as pessoas comentavam, cheias de admiração:
— Em toda a história de Israel, isso nunca aconteceu!
Os fariseus não admitiam que Jesus tivesse semelhante poder e procuravam espalhar o seguinte boato:
— É verdade que Jesus cura, mas ele faz esses milagres com o poder que o diabo-chefe lhe deu.
COMPAIXÃO
Mateus 35-38
Jesus viajava por todas as cidades, grandes e pequenas. Ele ensinava nas sinagogas. Em todos os lugares, Jesus pregava o Evangelho da Graça de Deus e curava todo tipo de doença, física e mental.
Jesus olhava para as pessoas e sentia grande compaixão por elas, porque via as suas aflições e notava que estavam perdidas, sem que ninguém as orientasse.
Por isso, Jesus disse aos seus companheiros:
— É imenso o trabalho a ser feito, mas são poucos os que se dedicam à pregação da mensagem. Orem ao Deus Eterno para que mande mais trabalhadores, para que o Evangelho seja anunciado a muitas outras pessoas.
