o envio de espiões à terra prometida (parte 1)
Números 1-2
O Deus Eterno instruiu Moisés a enviar espiões à terra de Canaã nos seguintes termos:
“Envie espiões para observar a terra de Canaã, prometida aos israelitas. Os escolhidos, 12 ao todo, devem ser líderes em suas tribos”.
Números 3-20
De onde estavam, no deserto de Parã (na península do Sinai), Moisés enviou os seguintes espiões à terra de Canaã:
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Samua de Zacur (da tribo de Rúben)
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Safate de Hori (da tribo de Simeão)
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Calebe de Jefoné (da tribo de Judá)
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Jigeal de José (da tribo de Issacar)
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Oseias de Num (da tribo de Efraim)
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Palti de Rafu (da tribo de Benjamim)
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Gadiel de Sodi (da tribo de Zebulom)
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Gadi de Susi (da tribo de Manassés)
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Amiel de Gemali (da tribo de Dã)
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Setur de Micael (da tribo de Aser)
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Nabi de Vofsi (da tribo de Naftali)
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Geuel de Maqui (da tribo de Gade).
Essa é a lista dos espiões enviados, mas Moisés mudou o nome de Oseias (“ele salva”, em hebraico) para Josué (“o Deus Eterno salva”).
Moisés os enviou com a seguinte tarefa:
“Atravessem o deserto do Neguebe e alcancem as montanhas. Percorram a terra para verificar se há muitos ou poucos moradores por lá e se são fortes ou fracos. Vejam se as cidades são desprotegidas ou fortificadas. Examinem o solo da região para saberem se é fértil ou árido e se tem florestas.
Tenham coragem e tragam amostras do que a terra produz”.
(A região estava no início da colheita das uvas.)
Números 21-24
Os 12 espiões fizeram como lhes foi determinado.
Saindo de Cades-Barneia, no sul de Canaã, eles passaram pelo deserto de Zim, na região do Neguebe, e foram até Reobe, no extremo norte, perto de Hamate (na fronteira com a Síria). Depois, passaram pelos vales e montes do Neguebe e chegaram a Hebrom.
(Aliás, a cidade de Hebrom foi fundada sete anos antes da cidade egípcia de Zoã — ou Tâmis — que existe desde 1880 a.C.)
Em Hebrom residiam os comandantes Aimã, Sesai e Talmai, descendentes dos anaquins, conhecidos por serem muito altos e muito fortes.
Em seguida, tendo percorrido mais de 400 quilômetros, os 12 chegaram ao vale de Escol e cortaram um cacho de uvas de uma parreira; o cacho era tão pesado que teve que ser transportado por dois homens.
Aliás, o lugar desse vinhedo ficou conhecido como vale do Escol por causa do cacho (“escol”, em hebraico) de uvas que os israelitas cortaram e levaram nas costas.
Números 25-33
Depois de 40 dias de observação, os espiões retornaram.
Tendo nas mãos as amostras dos produtos da terra espionada, eles se apresentaram a Moisés e Arão. Toda a comunidade israelita estava reunida em Cades-Barneia, no deserto de Parã.
Eles começaram o relato assim:
— Caro comandante Moisés, visitamos a terra para a qual nos enviaste. De fato, naquela terra há muita fartura. Estas uvas que trazemos demonstram o que estamos dizendo. O problema é que o povo que mora lá é muito poderoso. As cidades são grandes e protegidas por enormes muralhas. Também vimos alguns anaquins, que são gigantes. Além disso, o deserto do Neguebe é controlado pelos amalequitas, nossos poderosos adversários. A terra é toda habitada: nas montanhas, residem os hititas, os jebusitas e os amoritas; no litoral e na margem oeste do rio Jordão, moram os cananitas.
Calebe interrompeu a apresentação do relato:
— Nada disso! Vamos subir e conquistar a terra! Nós somos perfeitamente capazes de conquistá-la!
Os demais espiões protestaram:
— Não vamos! Jamais derrotaremos os povos daquela terra; eles são mais poderosos do que nós!
Eles passaram a espalhar vários boatos sobre a terra que tinham espionado:
— A terra que observamos é perigosa até para os seus moradores.
— Seus soldados são muito altos.
— Vimos os gigantes nefilins, aqueles anaquins que existem desde o tempo de Enaque, como lemos em Gênesis 6.4. Quando olhávamos para eles, nós nos sentíamos como gafanhotos. Era assim que eles nos viam: como gafanhotos.
