a revolta liderada por corá
Números 1-35
Em certa época, o levita Corá, que era filho de Coate e neto de Isar, liderou uma rebelião.
Ele teve o apoio de três rubenitas: Datã e Abirão de Eliabe, que eram irmãos, e Om de Pelete. Os quatro arregimentaram 250 homens para questionar a liderança de Moisés e Arão.
Eles diziam:
— Chega! Parem de se achar superiores. Todos somos santos e o Deus Eterno está conosco.
— Por que vocês dois acham que são melhores que o povo de Deus?
Moisés ficou abalado com a atitude dos rebeldes liderados por Corá e fez um desafio:
— Vamos fazer o seguinte: voltem amanhã e o Deus Eterno dirá quem será o líder escolhido por Ele. Quem Ele escolher será o líder. Por hoje, chega, levitas!
Moisés disse mais a Corá e aos demais levitas:
— Prestem atenção, levitas! Vocês acham pouco terem sido consagrados pelo Deus Eterno para serem levitas? Acham pouco terem a responsabilidade de trabalhar para Ele no Tabernáculo? Ele deu a você, Corá, e aos demais levitas esse privilégio. Agora, vocês querem mais? Querem ser também sacerdotes? Na verdade, vocês estão contra o Deus Eterno.
Moisés fez uma última pergunta:
— O que vocês têm contra Arão? O que têm para reclamar dele?
Em seguida, Moisés chamou os irmãos Datã e Abirão de Eliabe, mas eles se recusaram a comparecer:
— Não vamos de jeito nenhum! Você já nos tirou do Egito, onde tínhamos fartura, para morrermos aqui, no deserto. Quer ainda mais? Quer ser o nosso rei? Você é um fracassado porque ainda não nos levou à prometida terra cheia de fartura. Não temos nem fazendas nem vinhedos. O povo não é bobo, Moisés. Não adianta nos chamar. Não vamos!
Moisés ficou muito aborrecido e disse ao Deus Eterno:
— Não aceites o culto que te prestam. Tu sabes que nada peguei deles para mim e nunca agi errado com eles.
Depois, Moisés disse a Corá:
— Corá, você e seu grupo se apresentem amanhã ao Deus Eterno. Arão virá também. Corá e seu grupo pegarão os seus incensários, com o devido incenso. Amanhã, todos vocês tragam os seus 250 incensários.
Eles pegaram os seus incensários, puseram brasas neles e, sobre as brasas, puseram incenso. No dia seguinte, eles se puseram à porta do Tabernáculo, ao lado de Moisés e Arão. Corá levou toda a comunidade para assistir. A glória do Deus Eterno foi vista por todos.
O Deus Eterno disse a Moisés e Arão:
— Afastem-se! Eu vou consumir toda a multidão!
Moisés e Arão se ajoelharam e oraram:
— Ó Deus, tu que és a fonte da vida, vais mostrar a tua indignação contra todo o povo só porque um único homem pecou?
O Deus Eterno respondeu:
— Moisés, diga à multidão para se afastar das tendas onde Corá, Datã e Abirão moram.
Moisés se levantou e, acompanhado por outros líderes, foi até o lugar em que Datã e Abirão estavam. Depois, disse ao povo:
— Afastem-se das tendas desses homens malvados, mas não peguem nada que lhes pertença. Se pegarem, serão destruídos pelos pecados que eles cometeram.
O povo atendeu e se afastou das tendas dos três para ver o que estava acontecendo.
Datã e Abirão saíram das suas tendas e ficaram em pé perto da entrada. Suas esposas e os seus filhos fizeram o mesmo.
Moisés disse ao povo:
— Vocês agora saberão se o Deus Eterno me enviou para fazer o que tenho feito ou se faço as coisas por conta própria. Se estes homens rebeldes morrerem de morte natural e sofrerem do modo que todos sofrem, ficará evidente que o Deus Eterno não me enviou. Agora, se o Deus Eterno fizer algo especial, que nunca aconteceu, e a terra se abrir, engolir os rebeldes, com tudo o que têm, e fazê-los descer vivos ao mundo dos mortos, ficará evidente que eles desprezaram o Deus Eterno.
Assim que Moisés acabou de falar, o chão onde os rebeldes e os seus familiares estavam se fendeu e um grande buraco se formou. Corá e os rebeldes, com os seus bens, foram engolidos. Todos desceram vivos ao mundo dos mortos e foram encobertos pela terra, até desaparecerem.
A população ouviu os gritos deles e passaram a gritar também:
— Vamos fugir também! Se ficarmos aqui, seremos engolidos também!
Por fim, o Deus Eterno enviou um incêndio que consumiu os 250 homens que ofereciam o incenso.
Números 36-40
O Deus Eterno determinou a Moisés:
Fale com Eleazar, filho do sacerdote Arão, para resgatar os incensários do meio do incêndio, tirando deles as brasas acesas. Os incensários são santos.
Pegue os incensários trazidos pelos rebeldes mortos e transforme em chapas metálicas para cobrir o altar externo. Esses incensários são santos e servirão de memorial de advertência aos israelitas sobre o que aconteceu com os que desobedeceram.
O sacerdote Eleazar pegou os incensários de metal e procedeu como lhe foi orientado.
Essas chapas metálicas foram colocadas ali para lembrar aos israelitas as orientações dadas por Moisés de que só os descendentes de Arão poderiam se aproximar do altar interno e acender o incenso.
Números 41-50
No dia seguinte, porém, a comunidade toda reclamou contra Moisés e Arão:
— Vocês mataram o povo do Deus Eterno!
Nesse momento, o povo se virou para o Tabernáculo e viu que ele ficou encoberto pela nuvem. A glória do Deus Eterno apareceu.
Quando Moisés e Arão foram para a frente do Tabernáculo, o Deus Eterno disse a Moisés:
— Saia do meio dessa gente porque vou consumi-la imediatamente!
Muito preocupado, Moisés disse a Arão:
— Pegue o seu incensário, ponha neles brasas do altar interno, coloque incenso sobre as brasas e vá correndo para o meio da comunidade. Peça perdão por eles porque o Deus Eterno está furioso. A epidemia já começou!
Arão concordou, pegou o incensário e correu para o meio do povo.
A epidemia já havia começado.
Arão orou pelo povo.
Ele ficou em pé diante no meio da comunidade, entre vivos e mortos, e a epidemia começou a cessar.
A epidemia fez muitas vítimas: 14.700 morreram, fora os que morreram na revolta de Corá.
Arão retornou a Moisés na entrada do Tabernáculo. Então, a epidemia cessou completamente.
