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Números Capítulo 5

doenças contagiosas

Números 1-4

Para evitar a contaminação da população, o Deus Eterno orientou Moisés nos seguintes termos:

“Diga aos israelitas para afastarem da comunidade todas as pessoas, homens e mulheres, que sofram de alguma doença infectocontagiosa na pele, que padeçam de alguma doença sexualmente transmissível ou que tenham tocado em um cadáver.

Essa medida é necessária para evitar que essas pessoas não contaminem toda a comunidade na qual eu habito”.

Tendo ouvido a ordem divina por intermédio de Moisés, a comunidade obedeceu e afastou essas pessoas.

erros mútuos

Números 5-10

O israelita, seja homem ou mulher, que ficar com algo que pertence ao seu próximo, ofendendo, assim, o Deus Eterno, terá que reconhecer o erro.

É sua obrigação admitir a culpa.

Se o prejudicado estiver vivo, deverá ser integralmente indenizado no prejuízo que teve e receber ainda um acréscimo de 20% sobre o valor do bem subtraído.

Se o prejudicado não estiver vivo e não tiver deixado parentes habilitados para receber a indenização, o valor da indenização ficará para o sacerdote.

O culpado deverá oferecer também um carneiro para ter a sua culpa perdoada pelo Deus Eterno.

Nesse caso e em outros, todas as ofertas levadas ao sacerdote serão dele. Tudo o que for entregue ao sacerdote será dele.

em caso de adultério

Números 11-31

Considere a seguinte situação:

Uma mulher foi infiel ao seu marido e manteve relações sexuais com outro homem. Como tudo aconteceu às escondidas, não há testemunhas do seu pecado e nenhum flagrante foi lavrado.

O marido desconfia de que a esposa o traiu, embora não tenha certeza de que ela tenha pecado.

Ele tem o direito de levar a sua esposa ao sacerdote e apresentar por ela uma oferta de 2 litros de farinha de cevada. Sobre essa farinha, o marido não derramará azeite nem porá incenso, pois essa oferta de cereais por ciúme tem o objetivo de descobrir a verdade.

O sacerdote pedirá a essa mulher para se apresentar e orará ao Deus Eterno, dando início ao julgamento.

Depois, misturará um pouco de água consagrada em uma jarra com um pouco da poeira do Tabernáculo. Em seguida, tirará o véu dos cabelos dela e lhe entregará a oferta de cereais por ciúme. O sacerdote estará segurando a água amarga, que transmite maldição.

O sacerdote explicará à mulher o que vai acontecer, pedindo para que ela concorde ou discorde:

- Se você não manteve relações sexuais com ninguém e se manteve fiel ao seu marido, a água amarga que tenho comigo não a amaldiçoará. Agora, se adulterou, já sabe o que vai acontecer com você...

A mulher jurará dizer a verdade.

O sacerdote lhe dirá:

- Se você for culpada, que o Deus Eterno a amaldiçoe e que o povo se envergonhe de você. Que essa água amaldiçoada entre no seu corpo e faça com que o seu útero inche, tornando-a estéril.

A mulher concordará com a prova a que será submetida.

O sacerdote escreverá as palavras da maldição em um livro de couro e depois as apagará com a água amarga da maldição.

O sacerdote receberá das mãos da mulher a oferta de cereais por ciúme. Ele levantará a oferta, oferecendo-a ao Deus Eterno sobre o altar externo.

Em seguida, reservará parte dessa oferta para ser queimada sobre o altar.

Então, a mulher beberá a água amarga.

Se a mulher for culpada de infidelidade, a água ficará amarga; seu ventre crescerá e ela ficará estéril. O povo a considerará como uma mulher amaldiçoada.

Se a mulher não for culpada, será inocentada e capaz de gerar filhos.

É assim que se fará no caso de ciúmes, no caso específico de uma mulher adulterar ou de um marido duvidar da fidelidade dela e levá-la ao Tabernáculo, para ser julgada pelo sacerdote.

Se for julgada culpada, a mulher pagará pelo que fez, mas nenhuma culpa recairá sobre o marido dela.