Somos livres para viver como Deus espera
Romanos 1-6
Para entendermos a relação entre o pecado e a graça, tomemos o que diz o ideal sobre o casamento.
Pelas regras existentes, uma mulher continua ligada ao seu marido enquanto ele vive; depois que ele morre, ela está livre para se casar com outro, caso queira. Ao contrário, se continua casada e se une a outro homem, ela comete adultério. Morto o seu marido, ela estará livre para contrair um novo casamento.
Essa comparação nos ajuda a entender que, quando passamos a participar da comunidade dos que creem no Cristo ressuscitado, estamos livres para viver como Deus espera.
Vivamos a serviço do Espírito Santo
Romanos 7-17
Quando éramos dominados por nossos desejos naturais, o que produzíamos era a morte. Agora, que ficamos livres do poder desses desejos, estamos livres. Aqueles desejos morreram e não nos dominam mais. Agora, viveremos de um novo modo, a serviço do Espírito Santo, não mais da nossa natureza pecaminosa.
Antes, porém, de prosseguir, quero responder ainda à seguinte pergunta:
— O que vem primeiro: os mandamentos de Deus ou os nossos pecados?
Sabemos que estamos errados porque os mandamentos nos dizem que estamos errados.
Como saberíamos que a inveja é pecado, se não lêssemos na Bíblia que não devemos invejar? O problema é que a proibição aumentou nossa vontade de pecar e sem os mandamentos não sabemos se estamos errados.
Antes da chegada dos mandamentos do Deus Eterno ao mundo, como apresentados em sua Palavra, vivíamos na ignorância. Uma vez que eles nos foram comunicados, não temos mais desculpas. Os mandamentos por si mesmos não são capazes de nos tornar livres do poder do pecado.
Isso não quer dizer que a culpa pelos nossos pecados seja dos mandamentos. Eles são santos, corretos e bons, precisamente por mostrarem o quanto somos pecadores.
Os mandamentos são espirituais e nós, por causa de nossa natureza, somos totalmente vendidos como escravos ao pecado. É por isso mesmo que não compreendemos a razão de fazermos o que nós mesmos reprovamos. Acabamos por não fazer o que queremos, mas o que detestamos.
Quando fazemos o que não queremos, demonstramos que os mandamentos são bons. Nós somos o problema, por deixarmos que o pecado habite em nossos corações.
Queremos fazer o bem, mas fazemos o mal
Romanos 18-20
Precisamos ser honestos: em nós o bem não habita, já que não conseguimos fazer o que sabemos que é bom; ao contrário, acabamos fazendo o que, por conhecermos os mandamentos do Deus Eterno, sabemos que é completamente errado.
Em resumo, fazemos o mal que não queremos em lugar de fazer o bem que desejamos. Quando fazemos o mal que não queremos, temos que reconhecer que o pecado nos domina.
Devemos obedecer com prazer
Romanos 21-25
Fica, assim, claro que temos o desejo de fazer o bem, mas encontramos um obstáculo: o mal que habita em nós.
Quando estamos em sintonia com o bem, temos prazer em seguir os mandamentos de Deus. Contra esse prazer combatem outros prazeres, aos quais estamos aprisionados.
Temos, pois, que reconhecer que somos mesmo miseráveis!
Precisamos pedir a Deus que nos livre de nós mesmos, para que o pecado não nos governe.
O nosso Salvador Jesus Cristo faz isso por nós, pelo que devemos lhe agradecer. É por causa disso que, embora os desejos ruins ainda nos acompanhem, continuamos empenhados em fazer o que é certo, como nos orientam os mandamentos de Deus.
