Sem preferência pelos ricos
Tiago 1-13
É impossível alguém crer no maravilhoso Salvador Jesus Cristo e, ao mesmo tempo, valorizar as pessoas por aquilo que possuem.
Imaginem que, num domingo, entra na igreja uma pessoa luxuosamente vestida e embelezada com joias caras. No mesmo culto, entra outra pessoa pobre e mal vestida. O que vocês farão?
Darão um tratamento preferencial ao rico? Vão encaminhá-lo a um lugar de honra? Deixarão em pé o pobre ou vão obrigá-lo a se sentar no chão?
Se fizerem assim, vocês estarão tratando de modo diferente as pessoas, usando critérios completamente equivocados no modo como as tratam.
Lembrem-se de que o Deus Eterno escolheu aqueles que o mundo considera pobres para torná-los ricos na fé, tendo-os feito os seus herdeiros, como filhos amados que são.
Por que, então, vocês desprezam os pobres? São os ricos que oprimem vocês. São os ricos que os acusam injustamente. São os ricos que debocham do belo nome de Jesus, que salvou vocês.
Procurem viver as regras do Evangelho. Vocês sabem o que diz a Bíblia:
"Ame o seu próximo como você ama a si mesmo".
(Levítico 19.18)
Pratiquem esse mandamento.
Se, diferentemente disso, vocês fazem discriminação entre as pessoas, saibam que estão pecando. Vocês serão condenados, se continuarem agindo assim.
Se procuram obedecer aos mandamentos, mas ignoram conscientemente um deles, vocês estão falhando em todos.
Foi o mesmo Deus Eterno que estabeleceu em Êxodo 20.13-14: “Não mate” e “Não cometa adultério”. Quem não comete adultério, mas mata, é culpado por transgredir o conjunto dos mandamentos.
Em tudo o que dissermos e fizermos, saibam que seremos julgados por uma legislação perfeita, que nos deixa livres para escolher como queremos viver. Segundo essa lei, quem não for compassivo não será julgado com compaixão. Quem age com compaixão será julgado com compaixão.
Para que a fé não seja morta
Tiago 14-17
Eu lhes pergunto:
— O que será de uma pessoa que diz que crê em Jesus como o Salvador, mas não faz o bem ao próximo?
Respondo:
Essa pessoa não foi salva por Jesus.
Imaginem a seguinte situação: um irmão ou uma irmã lhes pede ajuda porque não tem roupa para se vestir nem comida para se alimentar. Diante do pedido, vocês respondem:
— Volte para a sua casa, agasalhe-se e coma.
Vocês não oferecem ao necessitado a roupa ou comida de que precisa. Acham isso certo?
Claro que não!
A fé que não faz o bem ao próximo é como uma coisa morta.
A fé em ação
Tiago 18-26
Pode ser que você argumente:
Você crê, mas eu ajo.
Eu respondo:
Enquanto você mostra uma fé teórica, eu lhe mostro a minha fé prática, por intermédio das minhas boas ações.
Para mostrar superioridade, você afirma que basta crer no Deus Eterno, sem necessidade de ser compassivo. Não caia nessa tolice. Os demônios também creem e ficam com medo.
Vou lhe mostrar que a fé sem boas ações é inútil.
Começo pelo exemplo de Abraão. Ele foi aceito porque o Deus Eterno o amou, não pelo que fez. Por ter crido em Deus, ele se dispôs a sacrificar o seu filho Isaque num altar. Isso está claro na Bíblia:
"Abraão creu no Deus Eterno e, por isso, foi aceito pelo Deus Eterno".
(Gênesis 15.6)
Ele foi considerado “amigo de Deus”, como atestado pelo rei Josafá (em 2Crônicas 20.7) e pelo profeta Isaías (em Isaías 41.8).
Fica, pois, evidente que uma pessoa é salva pelo que faz e não apenas pelo que crê.
O segundo exemplo que trago é o de Raabe, a prostituta (cuja história é contada em Josué 2 e 6). Ela foi aceita pelo Deus Eterno, quando acolheu os emissários do povo de Israel e lhes indicou um caminho seguro para quando tivessem que retornar.
Em resumo, assim como o corpo sem a sua alma está morto, a fé sem a prática de boas ações é também morta.
