Davi (1009-969 a.C.), o 2° rei de Israel - Parte 3
(1Crônicas 11 a 29)
DAVI, REI DE TODO ISRAEL
1 Crônicas 11.1-3
Em 1009 a.C., todos os líderes de Israel do Sul vieram até Hebrom, onde Davi residia, e lhe fizeram uma proposta:
— Nós fazemos parte de um único país. Mesmo quando Saul era o nosso rei, eras tu que lideravas as nossas campanhas militares. Sabemos da promessa que o Deus Eterno te fez: “Davi, você guiará o povo de Deus e será o rei de todos os israelitas” (como lemos em 2Crônicas 7.14).
Tendo sido reconhecido como o rei de Israel, Davi estabeleceu solenemente um acordo com os líderes de Israel do Sul e eles o ungiram como rei.
Davi estava com 30 anos quando começou a governar. Ele foi rei durante 40 anos.
Primeiro, durante sete anos e meio, Davi governou apenas sobre a tribo de Judá; a capital era Hebrom.
Os israelitas agiram segundo a orientação que receberam de Samuel.
A CONQUISTA DE JERUSALÉM
1 Crônicas 11.4-9
Em 1002 a.C., acompanhado de seu exército, Davi dirigiu-se a Jerusalém para atacar os jebusitas que moravam na cidade.
Eles, no entanto, disseram:
— Você não entrará aqui.
O exército de Davi, porém, conquistou a fortaleza da cidade, conhecida como Sião (e depois como Cidade de Davi).
Antes, o rei tinha feito uma promessa:
— O primeiro que atacar os jebusitas será escolhido como o comandante do exército.
Joabe de Zeruia tomou a frente e atacou a cidade. Davi o nomeou como o comandante dos militares.
Davi passou a residir no bairro de Jerusalém que tem o seu nome (“Cidade de Davi”).
Ele ampliou a cidade, do centro para os arredores. Joabe se encarregou de reformar o que estava destruído.
Davi foi se tornando cada vez mais respeitado porque o Deus Eterno o abençoava.
OS TRÊS NOTÁVEIS
1 Crônicas 11.10-19
Para se tornar rei, Davi foi apoiado por militares notáveis, que tinham a convicção de que essa era a vontade de Deus para o povo de Israel.
Três deles eram honrados e reconhecidos como os “Três Notáveis”.
Entre esses “Três Notáveis” estava Jasobeão de Hacmom, que, uma vez, matou 300 homens com sua lança.
O segundo se chamava Eleazar, que era descendente de Dodô de Aoí. Eleazar estava com Davi em Pas-Damim, quando houve uma batalha contra os filisteus.
(O terceiro notável era Samá de Agé, como lemos em 2Samuel 23.11-12.)
Davi estava acampado em Pas-Damim. Nesse lugar, havia uma fazenda de cevada, onde os soldados de Davi se esconderam dos filisteus e os mataram, num grande livramento providenciado pelo Deus Eterno.
Depois dessa vitória, o rei foi para a Caverna de Adulão (que ficava a uns 7 quilômetros dali). Os três notáveis foram até lá para conversar com Davi.
Os filisteus controlavam todo o estratégico vale dos Refains, protegido por uma guarnição em Belém. Ainda escondido na caverna de Adulão, Davi manifestou um desejo:
— Ai que sede! Quem me dera beber água do poço perto da entrada de Belém!
Imediatamente, os três notáveis atravessaram o vale controlado pelos filisteus, tiraram água do poço e a levaram para Davi. Recusando-se a bebê-la, o rei a derramou no chão como uma oferta ao Deus Eterno. Ele orou:
— Ó meu Deus, eu não faria uma coisa dessas! Seria como beber o sangue dos três que arriscaram suas vidas por mim!
Como os “Três Notáveis” arriscaram suas vidas para pegar a água, Davi não quis bebê-la. Esses militares eram capazes de fazer coisas desse tipo.
A TROPA DE ELITE
1 Crônicas 11.20-47
Entre os 30 que formavam a tropa de elite do exército de Davi estava Abisai, irmão de Joabe.
Ele almejava ser reconhecido como um dos “Três Notáveis”, mas não chegou lá, embora fosse respeitado na tropa de elite, da qual foi comandante.
Benaías de Joiadá era outro militar corajoso, natural de Cabzeel. Seus feitos eram sempre mencionados. Ele derrotou dois heróis moabitas, matou numa cova um leão durante uma nevasca. Ele matou também um egípcio, que tinha 2,20 metros de altura e portava uma lança muito larga, longa e pesada; embora contasse apenas com um cajado, arrancou a lança do egípcio, usando-a para matá-lo.
Por esses feitos, Benaías integrava a tropa de elite e foi tão famoso quanto os “Três Notáveis”, mas não chegou a ser um deles. Davi o nomeou como comandante da guarda real.
Davi contou com outros homens em sua tropa de elite, integrada por militares como:
Asael, irmão de Joabe
Elanã, filho de Dodô de Belém
Samote de Harode
Heles de Pelom
Irá, filho de Iques de Tecoa
Abiezer de Anatote
Sibecai de Husate
Ilai de Aoí
Maarai de Netofatita
Helede, filho de Baaná de Netofate
Itaí, descendente de Benjamim de Ribai, de Gibeá
Benaías de Piratom
Hurai de Naal-Gaás
Abiel de Arbate
Azmavete de Baarum
Eliaba de Saalbom
Benê-Hasém de Giz
Jônatas, filho de Sage de Harare
Aião, filho de Sacar de Harare
Elifal, filho de Ur
Héfer de Mequeratita
Aías de Pelom
Hezro do Carmelo
Naarai, filho de Ezbai
Joel, irmão de Natã
Mibar, filho de Hagri
Zeleque, que era amonita
Naarai de Beerote, segurança de Joabe de Zeruia
Irá de Jatir
Garebe de Jatir
Urias Hitita
Zabade, filho de Alai
Adina, filho do líder rubenita Siza e que chefiava 30 soldados de sua tribo
Hanã de Maacá
Josafá de Mitene
Uzias de Asterote
Samá e Jeiel, filhos de Hotão de Aroer
Jediael, filho de Sinri e seu irmão Joá de Tiz
Eliel de Maavita
Jeribai e Josavias, filhos de Elnaão
Itma, que era moabita
Eliel
Obede
Jaaziel de Zobá.
